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MotoGP: Márquez invencível no GP das Américas

Achou que este ia ser mais um passeio de Marc Márquez (93, Repsol Honda Team) pelo GP das Américas? Acertou em cheio! Mesmo largando da segunda fila e quarto posto (devido a uma punição durante o classificatório), o espanhol assumiu a ponta logo na primeira volta e tomou vantagem sem ter conhecimento dos demais pilotos, abrindo 4 segundos para os demais em poucas voltas. No fim, vitória – com o pé nas costas – para Marc Márquez, que venceu todas as corridas que disputou na pista do Texas. Diante dos números, quando a corrida é em solo americano ele é, de fato, o Xerife da MotoGP.

A largada em Austin parecia indicar algum equilíbrio.... mas logo o #93 já sobrava na frente

A largada em Austin parecia indicar algum equilíbrio…. mas logo o #93 já sobrava na frente

Maverick Viñales (25, Movistar Yamaha MotoGP) fez grande prova, conquistou a pole e chegou em segundo, mas sem ameaçar Márquez em momento algum. O terceiro posto, acredite, ficou com Andrea Iannone (29, Suzuki Ecstar). O italiano fez uma temporada de estreia desastrosa pela Suzuki no ano passado (concluiu no 13º, com 70 pontos e sem pódios) e foi igualmente (quase) tão mal quanto nas duas primeiras provas do ano… mas mostrou que tem potencial e que, se conseguir domar seu ‘instinto maníaco’, pode sim conquistar grandes resultados por outras equipes além da Ducati. Valentino Rossi (46, Movistar Yamaha MotoGP) e Andrea Dovizioso (4, Ducati Team) fecharam o top 5 da prova em Austin, com Dovi líder do campeonato graças aos 11 pontos conquistados nessa etapa. Agora, ele lidera com 46, contra 45 de Márquez e 41 de Maverick Viñales.

Viñales (Yamaha #25) e Iannone (Suzuki #29) mostraram grande evolução e completaram o pódio

Viñales (Yamaha #25) e Iannone (Suzuki #29) mostraram grande evolução e completaram o pódio

MotoGP nos EUA? Vitória de Marc Márquez

A prova iniciou eletrizante. A começar pelo grid de largada, que tinha dois nomes inesperados: Iannone em segundo, e Jorge Lorenzo (99, Ducati Team) em sexto. Assim que as luzes se apagaram Márquez surgiu na segunda colocação e passou a perseguir o então líder Iannone, logo tomando a ponta. O ‘maníaco’ chegou a buscar MM93 e até fazer a ultrapassagem, mas tomou o contragolpe no mesmo instante e a partir daí passou a se preocupar com Viñales, até ceder a ultrapassagem. Interessante observar que no início da prova, 8 das 10 motos líderes eram japonesas, com Dovizioso com o melhor posto para uma Ducati, na sétima colocação.

Marc Márquez sozinho na ponta: foi assim durante 95% das voltas da corrida da MotoGP em Austin

Marc Márquez sozinho na ponta: foi assim durante 95% das voltas da corrida da MotoGP em Austin

Concluídas as primeiras voltas no interessante circuito americano, com seu relevo acidentado, chicanes e a maior reta da temporada (com 1,2 km), a prova entrou num clima, digamos, embalado pela calmaria (eufemismo de monotonia) de uma fazenda texana. Marc Márquez abria segundos (chegaram a ser mais de sete) na ponta, isolando-se na liderança. Atrás, Maverick Viñales vinha sem qualquer pretensão de vencer e com algo na casa de 2 segundos de vantagem para o terceiro colocado, Iannone. Este, por sua vez, também mantinha-se distante (também com mais de 1 segundo) de Rossi, o quarto colocado. Em suma, estavam todos distantes, sem qualquer dose de emoção. Restou, então, acompanhar a briga de Dovi com Cal Crutchlow (35, LCR Honda Castrol), que caiu, e depois com Joahann Zarco (5, Monster Yamaha Tech3) pelo quinto posto.

Marquez e Bagnaia duelam na Moto2

Alex Márquez largou bem e tomou a ponta logo nas primeiras voltas, abrindo distância a cada vez em que passava pelos boxes. Atrás, um grande pelotão proporcionava disputas intensas por posições, com destaque ao desempenho das KTM’s (de Miguel Oliveira e Brad Binder) que oscilaram muito de posição entre erros e acertos. Aliás, as grandes retas do circuito exigiam uma dose extra de habilidade dos pilotos no momento de frenagem para entrada de curvas, gerando quase um ‘ballet slider’ das 600 cc, bem como ponto de várias ultrapassagens.

Bagnaia (#42) lutou com o irmão de Márquez, Álex, e levou a melhor

Bagnaia (#42) lutou com o irmão de Márquez, Álex, e levou a melhor

Não demorou para o italiano Francesco Bagnaia se descolar do pelotão e iniciar uma busca por Márquez, à medida que a moto do líder perdia desempenho. Após 12 voltas, sendo muitas de perseguição entre os dois, enfim o #42 conseguiu tomar a ponta e se firmou na liderança. Neste momento, a seis voltas do fim, Alex passou a se preocupar com Miguel Oliveira, que vinha num ritmo ascendente com sua KTM e estava prestes a brigar pela segunda posição, visto a queda de rendimento de Márquez. Porém, pequenos erros na pilotagem retardaram o tempo do Português Voador e impediram o público de se deliciar com mais uma disputa. No fim, Bagnaia repetiu o feito do GP do Catar, conquistando a vitória, com Alex Márquez em segundo e Miguel em terceiro.

O brasileiro Eric Granado mostrou evolução de suas provas anteriores, até mesmo com brigas por novas posições. O piloto da Forward Racing Team largou da 24ª posição (com o tempo de 2’12.278, ante 2’10.586 do pole, Alex Márquez) e galgou alguns degraus, chegando a ocupar o 20º posto durante a corrida, mas acabou cedendo ultrapassagens e recebeu a bandeirada no 22º lugar. Pela primeira vez, mostrou desempenho superior ao colega de equipe, o italiano Stefano Manzi, que caiu após concluir sete voltas. Um fato curioso, foi Eric disputar posições com o sul africano Steven Odendaal, com quem duelara diversas vezes durante o Europeu de Moto2, em 2016 e 2017.

Como sempre, na Moto3 sobrou emoção e desta vez Jorge Martin (#88) venceu

Como sempre, na Moto3 sobrou emoção e desta vez Jorge Martin (#88) venceu

Martin vence na Moto3

Se na Moto2 Bagnaia venceu duas provas em três dessa temporada, na Moto3 quem detém este resultado é o espanhol Jorge Martin. Ele venceu o GP das Américas com Enea Bastiannini no segundo posto e Marco Bezzecchi como terceiro colocado. Aliás, o top 5 esteve formado apenas por pilotos espanhois e italianos. Com o resultado Martin se firma como líder da temporada, com 55 pontos, seguido por Aron Canet, com 48, e Bezzecchi, com 43. A próxima prova da MotoGP será no dia 06 de maio, em Jerez, na Espanha – que também contará com realização paralela da categoria-escola Red Bull Rookies Cup, na qual Meikon Kawakami é o representante do Brasil.

Fotos: www.motogp.com

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Jornalista gaúcho convicto de que um passeio de moto em um dia de sol é a cura para praticamente todos os males da vida. Fã de motoaventurismo, competições de moto, café, praia e de rock n roll.