. A proposta das elétricas é realmente mais sustentável e as vezes mais econômicas, mas será que seu preço de aquisição vale a pena?

Nos últimos anos, as motos elétricas têm ganhado destaque no mercado, sendo promovidas como alternativas sustentáveis, econômicas e mais baratas do que as tradicionais motos à combustão. A proposta das elétricas é realmente mais sustentável e as vezes mais econômicas, mas será que seu preço de aquisição vale a pena?

 

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A Yamaha Neo’s é uma das novidades no mundo dos elétricos – Foto: divulgação

Para você saber melhor como investir seu precioso dinheiro, comparamos 3 das motos mais vendidas no Brasil, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) com os dados divulgados em janeiro, com as 3  elétricas mais famosas por aí. Mas fique tranquilo, os as motos são compatíveis em estilo e potência, nada de comparar scooter com trail.

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Honda Bros 160, a trail mais vendida do Brasil – Foto: divulgação

Ah, vale lembrar que esse “batalha” é voltado para a questão financeira, custo X benefício, pra responder qual é melhor para investir o seu dinheiro. Se for colocar a questão ambiental ou de eficiência, as motos elétricas ganhariam de W.O.

CG 160 vs Watts W160S

A moto mais vendida do Brasil e a W160S tem propostas bem parecidas, inclusive a Watts anuncia a moto como uma das elétricas equivalentes ao desempenho de uma moto de 160 cc, como é o caso da CG. A Honda CG 160 Titan, modelo mais completo, tem potência máxima de 14,7 cv e 1,4 kgf.m de torque (etanol). Já a Watts entrega 10.000 w, aproximadamente 13,5 cv de potência e pode chegar até 90 km de autonomia.

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Watts W160S, uma moto que busca brigar com as 160 cc, mas custa uma 300 cc – Foto: divulgação

 

A Honda não leva vantagem somente na potência e autonomia (que passa dos 350 km), seu preço 0 Km segundo a Fipe é de R$ 22.465. Já a W160S entrega menos e custa em média R$ 25.990. Apesar da vantagem mecânica, a tecnologia empregada na Watts é mais avançada, como se percebe no painel, por exemplo, porém nesse preço é possível pegar uma moto mais completa como a Shineray 250 F ou até uma Bajaj Dominar 400.

Honda PCX vs Super Soco CPX

Os nomes até se parecem, a alma de cada uma é bem diferente (claro). Começando pela líder de vendas de scooters à combustão. A Honda PCX DLX ABS custa R$ 23.583 segundo a tabela Fipe. Ela aposta em praticidade e seu motor é de 160 cc que gera 16 cv de potência. Uma coisa importante para toda scooter é o baú interno, o da PCX tem 27 litros.

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Honda PCX 160 – Foto: divulgação

Já a Super Soco, investe em design bem agressivo para as elétricas. A sua bateria permite chegar até 140km de autonomia e sua potência é de 4000 w, algo em torno de 5,4 cv. Infelizmente o modelo não tem baú interno, mas o que mais desagrada na moto é o preço. Apesar de não ser catalogada na Fipe, mas é achada por volta de 40 mil reais, 0km. Preço parecido com uma Zontes E 350, que entrega muito mais potência e autonomia.

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Super Soco CPX, uma das motos elétricas mais caras do Brasil- Foto: divulgação

Yamaha Factor 125 vs Shineray SHE-S

Dessa vez quem pega a dianteira é do time das elétricas. A SHE-S é um produto voltado pra cidade igual ao da Yamaha. A Shineray oferece motor de 3000 W (aproximadamente 4,1 cv), mas é bem leve, apenas 83 kg. A sua autonomia é de até 80 km por bateria e velocidade máxima de 75,5 km/h. O preço praticado, segundo a Fipe, é de 15.540.

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Shineray SHE-S, honesta e com preço justo – Foto: divulgação

A tradicional Yamaha Factor tem motor de 125 cc, que tem no máximo 11 cv de potência e 1,2 kgf.m de torque. A autonomia passa dos 400 km e seu peso é de 125 kg. Na Fipe o preço dessa Yamaha é de R$ 16.375, um pouco mais cara que a sua concorrente das elétricas, mas entrega quase o triplo de potência e cinco vezes mais autonomia.

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Apesar de estar na lista da Fenabrave, a Factor 125 já saiu de linha – Foto: divulgação

Novamente vale lembrar que a factor é bem mais simples, com freio a disco somente na dianteira, suspensão telescópica padrão e pouca tecnologia no painel. Já a Shineray oferece todos esses itens e se destaca por ser mais barata.

Watts W-Trail – Honda XRE 190

A recém lançada trail elétrica entra em um segmento muito competitivo. A motocicleta da Watts tem uma proposta inovadora e entrega até 12.000 W de potência, algo perto de 16,3 cv. Já a sua autonomia é de apenas 50 km, no seu modo de melhor desempenho. Além da tecnologia embarcada ainda tem freios a disco, ré, amortecedor invertido na frente e tomada para carregamento do celular. O  seu preço ainda não foi categorizado na Fipe, mas no site oficial está a partir de R$ 25.592.

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W-Trail uma das primeiras trails elétricas no Brasil – Foto: divulgação

Uma moto que aproxima da W-Trail, na questão de preço é a Honda XRE 190. Os números de potência são semelhantes, a XRE entrega 16 cv e 1,7 kgf.m de torque. Já a sua suspensão é um pouco mais curta do que a Watts, porém a Honda oferece ela a R$ 22.950 na versão Adventure. Ou seja, é bem parelha com sua rival do mundo das elétricas.

 

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Honda XRE 190, mais barata que a W-Trai, mesma potência – Foto: divulgação

 

 

 

 

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