Mais de 10 milhões de mulheres têm habilitação para motos no Brasil, com crescimento de 64% em dez anos. Veja como elas estão transformando o motociclismo brasileiro.

Mulheres no Motociclismo: A Federação Internacional de Motociclismo (FIM) lançou o FIM She Leads Mentorship Programme, uma iniciativa global voltada ao desenvolvimento de mulheres que buscam cargos de liderança dentro do motociclismo. O programa piloto selecionou 15 duplas de mentora e mentorada entre mais de 50 candidatas oriundas de seis continentes diferentes.

O que é o FIM She Leads Mentorship Programme?

Ao contrário do que o nome pode sugerir, o programa não se limita a pilotos. A iniciativa conecta mulheres em início ou meio de carreira com profissionais experientes de diversas áreas do esporte — líderes de equipe, árbitros, figuras da indústria e membros da comunidade FIM. O foco está em carreiras que vão além da pista: administração esportiva, governança e o setor industrial da motocicleta e que potencializam mulheres no motociclismo.

A iniciativa foi conduzida pela Comissão Feminina da FIM, que enxerga o programa como uma forma de criar caminhos mais claros para mulheres interessadas em posições de influência dentro do esporte. A ideia central é direta: quanto mais profissionais capacitadas existirem no ecossistema do motociclismo, mais forte e diverso o esporte se torna globalmente.

Como funciona o programa?

A estrutura é objetiva. Cada dupla passa por uma jornada de seis meses em formato de mentoria um a um, com sessões estruturadas e atividades de desenvolvimento conduzidas por meio da plataforma Mentorloop. O conteúdo abrange orientação de carreira, desenvolvimento de liderança e construção de uma rede profissional global.

O processo seletivo para a edição piloto recebeu mais de 50 inscrições vindas de seis continentes. Das candidatas, 15 duplas foram escolhidas para participar dessa primeira rodada do programa.

Mulheres no motociclismo

Por que o motociclismo precisa de iniciativas assim? – Mulheres no Motociclismo

O motociclismo foi historicamente dominado por homens, mas o cenário mudou de forma significativa na última década. Mulheres estão presentes em praticamente todas as funções do esporte: da pilotagem à mecânica, passando pelo jornalismo, engenharia e gestão de equipes. As portas estão mais abertas do que jamais estiveram.

No ambiente competitivo, o cronômetro não distingue quem está na moto. Resultados e performance continuam sendo os principais critérios de julgamento. É exatamente aí que programas de mentoria como este fazem sentido: o objetivo não é mudar a natureza competitiva do esporte, mas ajudar mais pessoas a entender como navegá-lo. Conhecer o funcionamento do paddock, saber como abordar uma equipe ou entender as dinâmicas de um campeonato são informações que raramente aparecem em manuais, mas que moldam carreiras inteiras.

Após o período piloto, a FIM planeja avaliar os resultados do programa e decidir se irá expandi-lo para edições futuras.

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