Os clássicos dos arcades que definiram as corridas sobre duas rodas nos videogames

Muito antes dos simuladores ultrarrealistas e dos jogos de moto em mundo aberto, os fliperamas eram o verdadeiro laboratório das corridas sobre duas rodas nos videogames. A seguir, reunimos os clássicos dos arcades que definiram o gênero e que ainda merecem reconhecimento hoje.

Hang-On (1985)

Poucos jogos de fliperama são tão instantaneamente icônicos quanto Hang-On. Lançado pela Sega em 1985, ele foi revolucionário não apenas pelos gráficos ou pela sensação de velocidade que transmitia, mas pela forma como mudou a interação do jogador com o jogo.

O gabinete deluxe trazia uma moto em tamanho real, que exigia que o jogador se inclinasse fisicamente para os lados para fazer as curvas. Isso criava um nível de imersão impensável para a época. Somado ao uso avançado de sprite scaling e a uma velocidade absurda, Hang-On estabeleceu a base para praticamente todos os jogos de moto que vieram depois.

Em uma época em que os jogos ainda estavam em estágio inicial, Hang-On foi o primeiro grande passo para o gênero de motos, passando a sensação de estar realmente no assento enquanto disparava pelas pistas.

Super Hang-On (1987)

Se Hang-On definiu o gênero de motos, sua sequência Super Hang-On foi quem o aperfeiçoou.

A sequência expandiu a base do original em todos os aspectos: pistas internacionais, gráficos mais refinados, controles mais precisos e o lendário sistema de turbo, que adicionava uma camada estratégica às corridas em alta velocidade. Saber o momento certo de usar o boost era tão importante quanto dominar as curvas.

Super Hang-On trazia um equilíbrio perfeito entre acessibilidade para os novatos e desafio para os mais exigentes, tornando-se presença constante nos fliperamas do fim dos anos 80. 

Racing Hero (1989)

Após seu sucesso com Hang-On, a SEGA apostou em algo diferente com Racing Hero. Infelizmente o jogo acabou sendo ofuscado pelo seu irmão mais velho, mas ainda assim conseguiu trazer muitos elementos que o ajudaram a se diferenciar.

O jogo apostava em pistas internacionais e em uma visão muito mais próxima do piloto, com foco em corridas contra o tempo. Ele dispensava o famoso gabinete em forma de moto, mas compensava isso com uma estrutura de progressão mais sólida e uma abordagem um pouco mais próxima do realismo.

Racing Hero representou um momento de transição para os jogos de moto, quando finalmente começaram a flertar com o realismo sem abrir mão da velocidade extrema, abrindo as portas para os futuros simuladores.

Motor Raid (1997)

No fim dos anos 90, os fliperamas já estavam mudando — e Motor Raid é um reflexo direto dessa transformação, mostrando que o gosto do público estava gravitando para jogos com mais ação.

Lançado pela Namco, o jogo misturava corrida de motos com elementos leves de combate, permitindo empurrar e derrubar adversários em plena disputa. O visual apostava em uma estética futurista e levemente caótica, bem diferente do tom mais esportivo dos títulos anteriores.

Embora não tenha o mesmo peso histórico de Hang-On, Motor Raid virou um cult clássico e mostra como os jogos de moto nos arcades se adaptaram a uma era mais agressiva e focada em ação.

Por que esses jogos ainda importam

Os jogos de moto dos fliperamas nunca foram sobre realismo — eles eram sobre a sensação do momento. Momentos descontraídos e divertidos, sem abrir mão dos desafios, tudo isso em meio ao barulho dos arcades. Os jogos modernos devem muito a esses clássicos.

 

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