A SBM 400s e Bajaj NS400 são duas opções que disputam o segmento naked de média cilindrada e que merecem a sua atenção. As duas tem públicos bem parecidos, que querem uma moto do segmento, mas querem fugir das marcas mais “tradicionais”. Tanto a 400s, quanto a Bajaj tem bom desempenho, tecnologia, acabamento, porém qual tem melhor custo benefício?
Motorização
A SBM 400S aposta em um motor bicilíndrico de 400 cc, que entrega 41 cv a 9.000 rpm e 3,7 kgf.m de torque a 7.500 rpm. A configuração de dois cilindros garante um funcionamento mais suave e menos vibrações, ideal para quem prioriza conforto em longos trajetos ou em rotações mais altas.
Por outro lado, a NS400 utiliza um motor monocilíndrico de 373,27 cm³, herdado da Dominar 400, com 40 cv a 8.500 rpm e 3,57 kgf.m de torque a 7.000 rpm. Embora tenha uma resposta mais direta e visceral, típica dos monocilíndricos, a vibração se torna mais perceptível em rotações elevadas. Aqui, a SBM leva uma leve vantagem para quem busca refinamento, enquanto a Bajaj atrai quem prefere uma pegada mais bruta.

Peso e agilidade
No quesito peso, a Bajaj sai na frente com 174 kg, contra os 186 kg da 400S. Essa diferença de 12 kg pode parecer pequena, mas impacta diretamente na agilidade urbana e nas manobras em baixa velocidade, favorecendo a moto indiana. A relação peso/potência também reforça essa vantagem: a indiana tem 4,3 kg/cv, enquanto a SBM registra 4,53 kg/cv. Para quem enfrenta o trânsito das cidades ou gosta de uma moto mais “na mão”, a NS400 é a escolha mais indicada.
Tecnologia e equipamentos de série
As duas motos chegam bem equipadas, mas com propostas ligeiramente diferentes. A 400S impressiona com um painel TFT moderno, suspensão dianteira invertida, iluminação full LED, tanque de 13,5 litros e ABS de série, mostrando um pacote voltado para conforto e estética premium. Seu visual, aliás, lembra a linha Z da Kawasaki, com linhas agressivas e esportivas.

Já a NS400 contra-ataca com tecnologia voltada para a pilotagem dinâmica. Seu painel LCD com conectividade permite integração com smartphones, enquanto os quatro modos de pilotagem (Road, Sport, Rain e Off-Road) e o controle de tração oferecem maior versatilidade em diferentes condições. Assim como a SBM, ela também traz ABS, suspensão invertida na dianteira e iluminação full LED.

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Bajaj vs SBM
A SBM é a linha premium da Shineray, com modelos mais recentes desenvolvidos em parceria com a chinesa QJMotor, buscando se posicionar como uma opção de qualidade no mercado brasileiro. Já a Bajaj tem uma presença mais consolidada, com operação própria no Brasil, incluindo fábrica local, o que pode inspirar maior confiança em termos de pós-venda.
Ambas as marcas oferecem revisões com preço fixo e 3 anos de garantia, um diferencial importante para quem busca tranquilidade. No caso da bajaj, as revisões ocorrem a cada 5 mil km ou 6 meses, com valores que variam de R$ 155,42 a R$ 886,71. A chinesa, por sua vez, tem revisões a cada 6 mil km ou 6 meses, com custos que vão de R$ 279,90 a R$ 1.099,90. Aqui, a Bajaj leva vantagem com preços mais acessíveis, o que pode pesar na decisão de compra para quem pensa no longo prazo.
Qual Escolher?
Antes de escolher, o preço… Segundo a Tabela FIPE, a NS400 tem um valor de R$ 26.505, tornando-se uma opção mais acessível para quem busca custo-benefício no segmento de nakeds de média cilindrada. Já a 400S chega com um preço mais elevado, de R$ 33.428, justificando-se pelo pacote premium que inclui motor bicilíndrico e painel TFT. Essa diferença de quase R$ 7.000 pode pesar bastante no bolso, especialmente para quem já considera os custos de manutenção e personalização da moto.
A escolha entre a 400S e a NS400 depende do que você prioriza. Se busca uma moto com motor mais suave, visual premium e painel de última geração, a SBM é a melhor pedida. Porém, se prefere agilidade, tecnologia voltada para a pilotagem e custos de manutenção mais baixos, a Bajaj se destaca como a opção mais versátil. Mas antes de escolher, vale fazer um test ride em cada uma!
