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Scooter Yamaha: 4 modelos que marcaram época no Brasil

14/06/2021 - por

O Jog 50 foi o primeiro scooter ‘da era moderna’ no Brasil, então nada mais justo que relembrar este e outros scooter Yamaha que já desfilaram por aqui. Alguns, aliás, foram sinônimo de sucesso de vendas ou símbolo de status, como veremos abaixo.

O Jog foi o primeiro scooter Yamaha da era moderna no Brasil. Econômico e muito leve, era movido por um barulhento motor 2 tempos

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Antes vale lembrar que este é o nicho que mais cresce no mercado de motos no país. Enquanto as sport dão um pequeno passo para trás e as cub parecem já ter atingido seu auge, os scooter conquistam uma fatia cada vez maior do setor. Se em 2015 representavam menos de 3% do total de emplacamentos, cinco anos depois, em 2019, já eram 8,39%.

Veja também:

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1 – Scooter Yamaha: o primogênito Jog 50

A fabricante japonesa foi a primeira a apostar no nicho dos scooters no Brasil, no início dos anos 1990, trazendo o Jog 50. O modelo existia na Ásia desde 1983, nos Estados Unidos desde 1986 e em 1992 chegou ao nosso país.

Pesando cerca de 60 kg, Jog rodava fazia médias de consumo na casa dos 50 km/litro em perímetro urbano

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Era muito leve, com pouco mais de 60 kg, e ágil. O câmbio, claro, era automático, CVT. Para empurrar o conjuto peso-pena havia um motor monocilíndrico, de 49 cm³, 2Tempos, arrefecido a ar, que entregava 6,3 cv a 7.000 rpm e 0,67 kg.m de torque a 6.500 rpm.

A potência era condizente com a proposta e levava o Jog 50 até o pico de sua velocidade máxima, limitada a pouco mais de 60 km/h. Além disso, mesmo alimentado por carburador, o scooter rodava perto de 50 km com um litro de gasolina.

Nos anos 1990 o público brasileiro ainda não estava preparado para veículos como o Jog, iminentemente urbanos, com rodas de apenas 10 polegadas. Hoje, porém, vemos este nicho com outros olhos

Ficou nas lojas até 1999. Um ano antes, a Yamaha lançou o Jog Teen 50, que resistiu até 2005. As diferenças entre os dois eram pontuais, ficando a cargo dos grafismos e da nova limitação de velocidade máxima (50 km/h), basicamente. Atualmente, segundo a FIPE, tem preço abaixo de R$ 2 mil.

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2 – Neo 115: mais do que uma Crypton com câmbio automático

Primeiramente, não podemos confundir as NEO. Essa é a 115, à venda entre 2005 e 2012, e não a 125, que chegou ao mercado em 2017 e está no lineup da marca até hoje (com preço sugerido de R$ 10.090).

A plástica de 2008 fez muito bem ao Neo 115, lhe conferindo farol duplo na dianteira e um ar quase esportivo

Entre as principais características da NEO 115 está o diâmetro das rodas, com 16 polegadas tanto na frente quanto atrás. Assim, com aros grandes, ela tem ciclística muito próxima a das CUB (como Honda Biz e Yamaha Crypton) além de mais vigor para encarar pequenos buracos e desníveis no piso. Este é seu principal ponto positivo.

A geometria da Neo também está num meio termo mas as rodas maiores e o longo trail permitem velocidades maiores com estabilidade

Ciclística ‘de moto’ era o diferencial deste scooter Yamaha. Se as rodas grandes tomavam parte do espaço sob o banco, garantiam uma experiência de pilotagem similar a da Biz ou Crypton

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Já nos pontos negativos está o consumo, prejudicado pela adoção do carburador ao invés da injeção eletrônica – que a empresa já usava em alguns modelos. Assim, o modelo rodou aproximadamente 30 km/litro no nosso teste, abaixo da expectativa para um scooter.

Primeira geração teve vida curta, fabricada de 2004 a 2007. Linhas tímidas, grafismo minimalista e farol único davam ao projeto uma idade que, de fato, ele não tinha

Descontinuada em 2012, a NEO teve duas gerações. A primeira esteve no mercado de 2004 a 2007 e a segunda, com visual renovado, chegou em 2008. Os preços médios variam de R$ 3.120 a R$ 4.480, segundo a FIPE.

3 – O esportivo TMax

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Lançado no exterior em 2001, o TMAX é um scooter Yamaha com apelo esportivo. Aliás, ficou famoso como ‘o scooter de Valentino Rossi’ após o italiano ser flagrado inúmeras vezes pilotando o modelo nos bastidores da MotoGP. Segundo a fabricante, já foram vendidas cerca de 300 mil unidades do scooter.

Confortável e com proposta única, o TMax até hoje é cobiçado por muitos apaixonados por scooter aqui no Brasil

Ele chegou ao Brasil apenas em 2014 e teve vida curta, sendo vítima do próprio preço. Lançado por R$ 42.619 (mais de R$ 80 mil em valor corrigido para 2021), emplacou apenas 378 unidades nos quatro anos que esteve à venda no país.

Modelo se tornou símbolo de esportividade a ponto de Valentino Rossi, 9 vezes campeão do Mundial de Motovelocidade, acompanhar de perto os lançamentos do TMax

Apesar disso, este scooter Yamaha marcou época pelo projeto moderno que trouxe ao país. Era movido por um motor horizontal de dois cilindros, 530 cm³, DOHC e arrefecimento a líquido, que entregava 46,5 cv e 5,3 kgf.m de pura diversão. Seu câmbio CVT tinha transmissão final por correia dentada. Relembre o teste com o TMax 530. Atualmente, seu preço é cotado na casa dos R$ 40 mil.

4 – Scooter Yamaha: o sucesso de vendas NMax

Fechamos nossa lista de scooter Yamaha que marcaram o Brasil com um sucesso de vendas. O NMax é um dos scooter com melhores números de emplacamentos do país, aparecendo na terceira posição no ranking de 2020 – atrás apenas dos Honda PCX e Elite 125.

NMax chegou ao Brasil em 2016 e logo ganhou pontos pelo pacote eletrônico com direito a freios ABS nas duas rodas e farol em LED

Ele foi lançado em 2016, já como modelo 2017, e logo agradou pelo bom desempenho do motor (de 15 cv), consumo perto dos 40 km/litro e eletrônica, com direito a farol de LED e freios ABS. Aproveitando, relembre o teste com o NMax de primeira geração.

Nova geração veio em 2020, já como modelo 2021. Preço nas concessionárias é, em média, pouco acima dos R$ 16 mil

No ano passado, a Yamaha atualizou seu principal scooter. O design recebeu melhorias discretas e o pacote eletrônico recebeu SmartKey (sistema de partida sem chave), tomada 12v e lanterna em LED e sistema StartStop. Já o espaço sob o assento foi levemente ampliado, para 25 litros. Um NMax zero quilômetro custa em média R$ 16.655 nas concessionárias, enquanto um 2017 sai por aproximadamente R$ 11 mil no mercado de usados.

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