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Sertões quer ser o maior rali do mundo

O 27º Rali dos Sertões está prestes a começar. A abertura acontece neste final de semana, em Campo Grande (MS)… mas a organização já tem no horizonte a edição de 2020 – e daqui quatro anos quer fazer do evento o maior rali em distância do mundo, superando o Dakar, atual recordista. Não bastar ser o maior rali das Américas, o mais extenso rali realizado em um único país e o principal evento off road do Brasil. Eles querem mais.

O rali dos Sertões está percorrendo seis estados do Brasil e prestes e completar 4,8 mil quilômetros. A meta é, em 2022, fazer uma prova de 12 mil kms!

O rali dos Sertões está percorrendo seis estados do Brasil e prestes e completar 4,8 mil quilômetros. A meta é, em 2022, fazer uma prova de 12 mil kms!

O ano de 2022 é especial, repleto de significados. Além de marcar os 30 anos do Sertões, o calendário vai celebrar os 200 anos de Independência do Brasil o que, explorando da melhor forma este alinhamento de estrelas, será celebrado com um dia de descanso em Brasília, no simbólico 7 de setembro.

Dakar ficará pequeno perto do Sertões

A meta é grande – com impressionantes 12 mil quilômetros de prova, para ser mais exato. O roteiro que fará do Sertões de 2022 o maior rali do mundo passa por todas as cinco regiões do Brasil, do Oiapoque ao Chuí, cobrindo do Rio Grande do Sul ao Amapá, o estado mais ao norte do Brasil. Para se ter uma noção, atualmente o evento percorre aproximadamente 4.800 quilômetros a cada edição.

Desejo de ser grande: Joaquim Monteiro, CEO da Dunas, apresenta o Rali dos Sertões 2019 e promete: "Seremos o maior rali do mundo"

Desejo de ser grande: Joaquim Monteiro, CEO da Dunas, apresenta o Rali dos Sertões 2019 e promete: “Seremos o maior rali do mundo”

Este desejo de fazer o evento a mais extenso do globo, o que podemos chamar de uma megalomania positiva, também está relacionado ao objetivo que a organização tem de mostrar através do Sertões o Brasil a todos. “O Sertões é genuinamente brasileiro. Seu DNA é amar o Brasil. Queremos revelar esse país”, destaca Joaquim Monteiro, CEO da Dunas – empresa que promove o Sertões. Monteiro destaca esse aspecto “nacionalista” como algo a ser melhor explorado, sem necessidade de fazer como o rali Dakar, que passa por vários países a cada edição (na próxima ele vai à Arábia Saudita – saiba mais).

Sertões: além do esporte, o turismo

Tunico Maciel, campeão do Sertões de 2018: expectativa da segunda vitória

Tunico Maciel, campeão do Sertões de 2018: expectativa da segunda vitória

Para ser o maior rali do mundo, o Sertões teria que aumentar o número de participantes, certo? Errado! Numa rápida conversa com o executivo da Dunas, Monteiro revelou que o número de participantes não deve acompanhar o crescimento de navegação do evento. “Não podemos comprometer a estrutura e segurança do rali e, portanto, não vamos aumentar o número de competidores, mas o projeto de expansão está focado nas atividades sociais e no turismo”, revelou.

Atualmente o Sertões promove uma série de atividades sociais por onde passa, realizando ações comunitárias de fomento à saúde e à leitura, por exemplo. “Esse é um ponto de honra para nós, de continuar espalhando boas práticas para as populações das cidades e vilarejos por onde passamos, inclusive com um forte apelo ecológico e de preservação da natureza”, explica. Monteiro enfatiza ainda que o compromisso do Rali é revelar “tesouros” do Brasil a cada edição. “Este anos, por exemplo, vamos mostrar o Canion Bom Jesus do Piauí dentro do nosso roteiro”.

Ele explica essas revelações com o exemplo do Jalapão, uma região no Tocantins antes totalmente desconhecida e que hoje é destino de aventureiros de todo o Brasil e até de outros países. “O Rali dos Sertões foi o primeiro a passar por ali e mostrar esse tesouro ao mundo”, se orgulha, e complementa: “O Sertões é genuinamente brasileiro e queremos promover o nosso País”, finaliza.

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Guilherme Augusto

@obomguiaugusto >> Amante de motos em todas suas formas e sons (se for de 2T, melhor). Fã de viagens, competições, do Hugh Jackman e de praias. Viciado em café desde quando comecei a escrever