Diogo Moreira abriu o fim de semana decisivo da Moto2 em Valência com uma estratégia controlada, resultado que confirmou o título da temporada e encerrou sua campanha com um desfecho histórico para o motociclismo brasileiro.

Nos treinos classificatórios, Diogo Moreira evitou riscos e assegurou a nona posição no grid, enquanto o espanhol Manu González largou em quinto. A combinação inicial reforçava o cenário favorável ao brasileiro, que precisava apenas de 2 pontos para garantir o campeonato. Para González, a conta era mais complexa: vencer e torcer para que Diogo Moreira não passasse do 15º lugar.
O início da corrida manteve o equilíbrio das posições, com pouca variação entre os líderes. Porém, faltando quatro voltas para o fim, a disputa mudou completamente. A moto de González apresentou problemas, permitindo a ultrapassagem de Diogo Moreira, que seguiu para finalizar em 11º. O espanhol ainda tentou retornar após passar pelos boxes, mas terminou apenas em 22º, confirmando o título para o brasileiro. No pódio da etapa, ficaram Izan Guevara em primeiro, Daniel Holgado em segundo e Ivan Ortola em terceiro.

A celebração ganhou destaque após a bandeirada. O jovem piloto de 21 anos comemorou com quatro amigos na pista, todos vestidos com camisas da seleção brasileira, e recebeu um abraço de Marc Márquez, campeão da categoria principal.
Virada histórica de Diogo Moreira
A temporada de Moreira terminou com 287 pontos, sete poles, quatro vitórias e nove pódios. A virada ocorreu especialmente na segunda metade do campeonato. Na época, o brasileiro ocupava a quarta colocação e estava 60 pontos atrás de González. A recuperação se tornou um marco na Moto2: desde a implementação do sistema atual de pontuação, em 1993, nenhum piloto havia revertido uma desvantagem de 60 pontos para conquistar o título.

Enquanto Diogo Moreira ampliava seu desempenho, González enfrentou queda de rendimento, fator que contribuiu para a mudança no topo da classificação.
Preparação para a estreia na MotoGP
Após a conquista, o piloto brasileiro se apresentou à LCR Honda, onde deverá iniciar os testes com a RC213V, já programados para terça-feira, 18 de novembro. Contratado diretamente pela Honda, o brasileiro fará sua estreia na MotoGP com a equipe satélite, ao lado do francês Johann Zarco.

A condição de piloto contratado pela fábrica garante a Diogo Moreira uma moto do ano, equivalente à utilizada pelo companheiro de equipe.

O ano da motovelocidade brasileira se encerra com chave de ouro, com o nome de Diogo entre os principais destaques do esporte, celebrando uma conquista que prepara seu caminho para a MotoGP.
Para nós, depois de tantas provas do talento desse jovem piloto, só nos resta dizer: parabéns Diogo Moreira, do Brasil!
