O Campeonato Mundial de Motovelocidade é antigo, realizado desde 1949. Porém, a MotoGP nunca assistiu a um domínio tão grande de uma única fabricante como tem acontecido atualmente.
Atual campeã em todas as disputas (por pilotos, equipes e fabricantes), a marca italiana está num ritmo ainda mais acelerado em 2023. Não há chances para as rivais.
Até aqui, foram 8 provas. A Ducati esteve no pódio de todas e venceu 7. E quebrou recordes. Na Alemanha, a Ducati foi a primeira fabricante da história a ter os 5 melhores pilotos numa corrida.
Assim, na classificação por pilotos o top4 é só Ducati. Atual campeão, Francesco Bagnaia (Ducati) puxa a fila, seguido das motos satélites de Martin (Alma Pramac) e Marco Bezzecchi (V46).
Naturalmente, o desempenho na disputa por fabricantes é esmagador. Em 8 provas a Ducati tem 285 pontos, contra 'apenas' 153 da segunda colocada KTM.
Mesmo talentosos e rápidos, pilotos de outras marcas não têm chances contra a Ducati. Campeão em 2020, Fabio Quartararo (Yamaha) ficou com o vice em 2022 e já está a 130 pontos do líder... com apenas 8 provas disputadas!
Assim, a MotoGP começa a ganhar um “ar de Fórmula 1“, quando um carro se torna inalcançável pelos demais. A fabricante ganha, mas campeonato perde competitividade e público.
Por isso, a organização estuda conceder 'benefícios' (em treinos, equipamentos, testes) às equipes que estão ficando para trás (como Honda e Yamaha), a fim de retomar o brilho do evento. Entretanto, medida precisa do aval das marcas vencedoras, como KTM e Ducati, claro.
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