Aqui no Brasil passamos por um fenômeno há 50 anos, quando a americana Harley-Davidson fabricou e vendeu motos de 125 cilindradas. Ou quase isso. Relembre a história.
A Harley-Davidson foi fundada em 1903 e, décadas mais tarde, serviu na Segunda Guerra Mundial com suas motos. Aliás, como parte das reparações de guerra adquiriu o projeto de uma pequena motocicleta alemã, a DKW RT 125.
Mas foi em 1960 que a Harley consolidou seu projeto de expansão entre os pequenos modelos, comprando 50% da divisão de motocicletas italianas Aermacchi, com importação de pequenos modelos começando no ano seguinte.
Ainda 1969 a American Machine and Foundry (AMF) comprou a Harley, simplificou a produção e reduziu a força de trabalho. Em 1974 a AMF adquiriu os 50% restantes da Aermacchi e se instalou uma crise de identidade na Harley.
O modelo SS 125 chegava ao Brasil vestido com os emblemas da Harley, com as clássicas listras – marca registrada do período da AMF. Uma motocicleta street com influência custom. Esse visual vinha do conjunto que tinha aro dianteiro de 19 polegadas e 18 na traseira.
A moto entregava cerca de 13 cavalos. O motor de 2 tempos tinha taxa de compressão elevada (10,8:1), que exigia a cara gasolina azul de maior octanagem. Não se deu bem por aqui. Já o preço era semelhante ao de uma Honda ML 125.
Pois bem, a Harley desistiu da ideia dos modelos de baixa cilindrada logo em 1978. Aliás, vendeu as instalações da Aermacchi para a italiana Cagiva. Na mesma época, a brasileira Motovi vendeu a linha de montagem em Manaus para – surpresa – a vizinha Honda!
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