Desde 2016, o Governo estabeleceu uma nova política de preço para a Petrobrás calcular o preço da gasolina e mais. A nova abordagem se chama PPI (Preço de Paridade de Importação), onde a Petrobrás determina em Dólar o preço do barril.
A medida é polêmica e cara, pois ao simular a importação de um produto que é extraído aqui no Brasil, adiciona custos para lá de duvidosos, como taxas portuárias e de transporte.
O fim do PPI provocaria um efeito dominó, jogando para baixo os demais custos, já que a maioria dos impostos é calculada num percentual a partir do preço definido pela Petrobrás. É o caso do ICMS.
O PPI é comum em países com pouco petróleo (como Alemanha, Chile e Espanha), mas não faz tanto sentido no Brasil. Afinal, 94% do petróleo refinado pela Petrobras é nacional. Com o pré-sal, o nível de produção disparou.
Estes dados mostram que o PPI é custoso ao Brasil e é favorável para acionistas e multinacionais. Com o PPI, este problema acaba, já que a Petrobrás é forçada a seguir os mesmos preços do mercado internacional.
Os críticos poderiam chamar este sistema de precificação de sabotagem, pois o consumidor tem seu poder de compra reduzido drasticamente. Além de todo efeito em cascata causado pelo elevado preço do combustível.