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Motos Honda: 6 modelos que saíram do Brasil e você nem viu

24/06/2021 - por

Se a Honda é a maior fabricante de motos do Brasil significa que ‘basta ser Honda que vende’? Nem sempre. Recordamos 6 motos Honda que saíram das lojas em diferentes épocas e você nem percebeu. Aliás, talvez nem saiba que algumas delas já estiveram à venda por aqui.

6 motos Honda que saíram de linha e você não viu

Como ninguém tem bola de cristal, mesmo as grandes fabricantes podem se surpreender como o público local recebe determinada novidade, seja esta uma resposta muito positiva ou negativa. Enquanto algumas motos  Honda da lista saíram de linha porque não caíram no gosto do brasileiro, outras nos deixaram pelos motivos mais diversos.

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Nem todas as motos Honda formaram filas nas concessionárias. Algumas saíram de linha e você nem viu. Aqui, nosso teste com a Varadero

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O posicionamento global da marca é um dos mais comuns. Ele – e não nossa falta de apreço pelo segmento – que erradicou a bela gama de motos custom que tínhamos da marca à venda por aqui. Outro fator que contribuiu neste episódio específico foi a nossa legislação de emissões, carrasco das motos mais beberronas ou barulhentas.

1 – O (inusitado) scooter CH 125 Spacy (1994 a 96)

Quando se fala em scooter dos anos 1990 todos lembram do Jog 50. É quase unânime. Porém, o barulhento Yamaha teve um concorrente da principal rival por algum tempo. Era o CH 125 Spacy.

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Com design incomum e rodas pequenas, o Spacy tinha tudo para não cair no gosto do brasileiro. E assim foi

O Honda apostava no design futurista, com direito a sinalizadores embutidos e farol fixo na carenagem. Com um motor 4 tempos e 124 cm³, acelerava até perto dos 110 km/h e chegava a rodar 30 km com um litro de gasolina. Porém, o visual incomum e as rodas de 10 polegadas (vistas com preconceito na época) anteciparam seu fim. Ficou à venda durante apenas 3 anos.

2 – Prima da Shadow, a Magna 750 (94 a 98)

A Shadow é uma das mais famosas motos Honda no Brasil. Com as versões 650 e 750 a custom surfou na era dourada do segmento no país e emplacou dezenas de milhares de unidades. Quem não construiu a mesma fama, porém, foi a ‘prima’ Magna 750.

A ciclística podia não ser das melhores, mas o motor de 4 cilindros em V da Magna 750 ainda causa arrepios

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Se a ciclística tinha lá seus poréns, ninguém reclamava da falta de motor. Ela era movida por um quatro cilindros em V herdado da esportiva VFR 750 que despechava quase 90 cv e mais de 7 kgf.m de torque a quem tivesse coragem de torcer todo o punho – saiba mais aqui. Saiu do mercado após apenas cinco anos nas lojas.

3 – A ousada Super Hawk (97 a 98)

Conhecida em outros mercados como Firestorm, nos Estados Unidos recebeu o nome de Super Hawk e acabou sendo chamada assim também por aqui. A VTR 1000F era uma esportiva audaciosa, que trouxe uma série de inovações às ruas.

Apesar do nome descolado, a Fire Storm (ou Super Hawk) está na lista de motos Honda que não encontram seu lugar ao sol no nosso país

Utilizava garfo e amortecedor HMAS (Honda Multi-Action System) e deu início a novos conceitos de design da Honda – incluindo o quadro semipivotless, onde o motor era parte do braço oscilante parafusado diretamente a ele. Outro destaque estava no motor de dois cilindros, 996 cm³ e 110 cv de potência máxima. Chegou num ano e já disse adeus no seguinte.

4 – XR 650, a grande aventureira raiz (97 a 98)

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A linha XR dispensa apresentações. Criada no Japão, a família atravessa décadas apresentando motos de uso misto que, em muitos casos, se tornam símbolos de versatilidade. Um destes ícones é a XR 650 que, você saiba ou não, já esteve entre nós.

A XR 650 é uma moto símbolo do segmento trail e que teve vida (muito!) longa em alguns países. Ela esteve aqui e você nem soube

Foi uma aventura curta, apenas entre 1997 e 1998. Ela utilizava a mesma plataforma da irmã Dominator 650 (à venda no Brasil na mesma época), tinha visual clássico e herdava seu conjunto da XR 600R, multicampeã no GNCC, importante competição offroad. Quem teve, tem saudades.

5 – A grandalhona Varadero 1000 (2007 a 2009)

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Responda rápido – quais são as principais bigtrails da década passada? BMW 1200 GS, Suzuki V-Strom… e Honda Varadero?! A bigtrail com motor de esportiva foi importada pela marca entre 2007 a 2009.

Se você acha que a Africa Twin encara uma briga feia contra as concorrentes atuais é porque não lembrava do que a Varadero passou há alguns anos

Era movida por um propulsor de 2 cilindros em V, 90 cv e quase 10 kgf.m de torque. Acompanhado pelo câmbio de seis velocidades, o conjunto tinha como missão mover um conjunto volumoso e de quase 210 kg. Também trazia tecnologias convenientes, como freios ABS (incumom na época) – veja o teste a Varadero.

6 – CTX 700, uma neocustom que não bombou (2014)

A CTX 700 chegou com muita audácia e uma proposta nova. Trazendo no nome comfort, technology and experience ela queria aliar a ciclística tradicional das motos custom a um conjunto inédito, econômico, leve e com bom desempenho.

CTX tinha um conceito inédito e tão inovador que ficou aquém da compreensão do brasileiro. Como resultado, ficou nas lojas por apenas um ano

Na teoria era a ideia era ótima, mas na prática o produto acabou não agradando nem os fãs de custom – que preferiram modelos maiores e mais beberrões – tampouco quem buscava inovação. Ficou apenas um ano por aqui. Movida pelo motor da NC 750X ela segue à venda em outros mercados. Veja sua ficha técnica e o teste com a CTX 700.

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