A KTM Duke 160 combina motor de 164,2 cc, ABS de série e tecnologia conectada. Modelo é uma pequena "naked". Seria bem-vinda aqui?

A KTM Duke 160 (ou 160 Duke) foi lançada recentemente na Índia como uma evolução naked de baixa cilindrada. O modelo chega como substituta direta da 125 Duke (comercializada por lá), com proposta de oferecer mais potência e recursos tecnológicos sem perder a agilidade que caracteriza a linha. Mas é realmente premium? Valeria a pena no Brasil? É o que vamos ver!

A KTM Duke 160 vai substituir a linha de 125cc na Índia - Divulgação
A KTM Duke 160 deverá substituir a linha de 125cc na Índia – Divulgação

Sobre a KTM Duke 160

Com preço de 185 mil rúpias indianas (cerca de R$ 11.500, em conversão direta, sem considerar variações de mercado – veja mais detalhes no final do artigo), a nova moto da KTM se posiciona para competir diretamente com modelos do mercado indiano considerados como “superior”. Um exemplo, é a Yamaha MT-15 – que não temos no Brasil – mas que na Índia, tem praticamente o mesmo preço da 160 Duke. 

O motor de 164,2 cc, monocilíndrico e refrigerado a líquido, deriva da Duke 200 e foi desenvolvido em parceria com a Bajaj. São 18,74 cv a 9.500 rpm e torque de 1,5 kgfm a 7.500 rpm. O câmbio é de seis velocidades e traz embreagem assistida e deslizante.

A KTM Duke 160 herda a estrutura da 200 Duke - Divulgação
A KTM Duke 160 herda a estrutura da 200 Duke – Divulgação

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Estrutura herdada da linha superior

A KTM Duke 160 utiliza o mesmo chassi em treliça de aço da Duke 200, garantindo rigidez e boa distribuição de peso. A suspensão dianteira conta com garfos invertidos WP de 43 mm e curso de 138 mm, enquanto a traseira recebe monoamortecedor com ajuste de pré-carga e curso de 161 mm.

Os freios utilizam discos de 320 mm na dianteira e 230 mm na traseira, com ABS de dois canais de série fornecido pela Brembo. Já as rodas de 17 polegadas, calçadas com pneus sem câmara, reforçam a proposta urbana.

160 Duke - painel digital em LCD, mas com conexão ao APP - Divulgação
160 Duke – painel digital em LCD, mas com conexão ao APP – Divulgação

Tecnologia e conectividade

A KTM Duke 160 aposta em um pacote tecnológico que se destaca entre motos da mesma faixa. A iluminação é full LED, e o painel é digital, mas em LCD. Nesse caso, fica nítida a intenção da KTM em buscar um preço menor, já que os modelos maiores utilizam painel em TFT.

O destaque fica por conta da conectividade com o aplicativo KTM Connect, que permite navegação curva a curva e controle de chamadas e músicas diretamente pelo painel. O tanque de combustível tem capacidade de 10,1 litros, e a distância entre-eixos de 1.357 mm favorece manobrabilidade em ambientes urbanos.

No mercado indiano, a moto será vendida em três opções de cores: Laranja Eletrônico, Azul Atlântico e Prata Metálico Fosco.

A KTM Duke 160 valeria a pena no Brasil? - Divulgação
A KTM Duke 160 valeria a pena no Brasil? – Divulgação

Valeria a pena no Brasil?

A marca já trouxe a Duke 200 (200 Duke) para o mercado nacional entre 2015 e 2021, mas o preço elevado sempre a posicionou como opção premium, distante dos modelos mais populares.

Com perspectiva de que a KTM pretende iniciar sua produção em Manaus, quem sabe sob a “tutela” da Bajaj, cresce a expectativa de uma ampliação de portfólio da marca austríaca e quem sabe uma possível chegada da KTM Duke 160. Porém, oficialmente, não existe nada confirmado!

Em termos de precificação, provavelmente ficaríamos longe do que é oferecido na Índia. Como referência, a Duke 200 ano 2021 tem hoje preço médio de R$ 20.761 na Tabela Fipe.

Outra fonte de comparativo é própria Honda Titan 160, que tem o seu preço sugerido, sem taxa de frete, de R$ 19.520, e não é considerada um “modelo premium”. Em termos práticos, caso venha a ser disponibilizada no mercado nacional, a KTM 160 Duke ficaria num nível bem acima. Talvez mais próximo dos R$ 30 mil. 

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Jornalista, web designer, desenvolvedor web e editor ao mesmo. Já fui radialista, publicitário e até metalúrgico metaleiro. Acabei entrando e abraçando o mundo 2 rodas por influencia do meu irmão mais velho.
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