O Inmetro anunciou que, a partir de 1º de julho de 2026, capacetes para motociclistas, extintores de incêndio e cilindros de GNV só poderão ser comercializados no Brasil com um novo selo digital equipado com QR Code. A mudança integra o projeto “Inmetro na Palma da Mão“ e tem como objetivo central combater a falsificação de produtos regulamentados e reforçar a proteção do consumidor.
O que muda na prática para quem compra capacete?
A principal diferença está no controle. Com o modelo atual, o consumidor depende exclusivamente da análise visual do selo, o que facilita a circulação de produtos falsificados. Com o novo selo digital, a verificação passa a ser feita em tempo real, diretamente pelo celular, no momento da compra. A partir da data de vigência, produtos que não tiverem o novo selo não poderão ser vendidos no mercado brasileiro. Lojistas e fabricantes terão o período até lá para realizar a adequação.
Por que os capacetes entram na primeira fase
O Inmetro priorizou, nesta etapa inicial, itens cujas falhas representam risco direto à vida. Os capacetes para motociclistas lideram essa lista por um motivo objetivo: o índice de falsificação nesse segmento é considerado alto pelas próprias autoridades do órgão.
Um capacete sem certificação real pode ter estrutura comprometida e não oferecer proteção adequada em um acidente. Por isso, a exigência do novo selo afeta diretamente o dia a dia de quem usa moto, seja para trabalho ou lazer. Além dos capacetes, a primeira fase também contempla extintores de incêndio e cilindros de GNV, outros produtos onde a falha pode ser fatal.

Como confirmar a autenticidade pelo celular
O processo de verificação foi desenhado para ser rápido e acessível. Não é necessário instalar nenhum aplicativo específico, basta usar a câmera do smartphone.
- Localize o QR Code no selo do produto
- Escaneie com a câmera do celular
- Confirme os dados cadastrados no sistema do Inmetro
Em poucos segundos, é possível saber se o capacete tem certificação válida antes mesmo de avaliar modelo ou conforto. A recomendação é clara: a verificação do selo deve ser o primeiro passo na hora da compra.
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A falsificação que motivou a mudança
A digitalização do selo não é uma atualização cosmética. Dados do próprio Inmetro revelam que milhões de selos falsificados circulam no país. O modelo anterior, baseado em impressão terceirizada, apresentava brechas que tornavam a fraude relativamente simples de executar.
Com o controle centralizado no sistema digital, essas brechas são eliminadas. O selo passa a ter uma identidade única e verificável, o que dificulta a reprodução e torna o mercado de produtos de segurança mais confiável para o consumidor final.
