A nova geração da Honda CB 350 é uma daquelas motos que têm tudo para fazer sucesso no Brasil. Porém, foi desenvolvida num mercado muito longe do nosso e com um objetivo claro: fazer frente à Royal Enfield.
Não é preciso se esforçar para notar que a CB se parece visualmente com os modelos da Royal Enfield. E isso é proposital. Por lá, quase todas as motos do segmento lembram às Royal, líder entre as clássicas.
A CB surgiu em 2020, para representar a Honda no segmento das motos clássicas indianas. E não quis reinventar a roda. Além do visual próximo aos das Royal, adotou a mesma filosofia mecânica.
Assim, seu motor de 348 cc entregava ‘apenas’ 20,8 cv e 3 kgf.m de torque. Números bem próximos aos 19,1 cv e 2,8 kgf.m da Classic 350 (foto). Semelhanças para conquistar o interesse - e não a resistência - do público.
Porém, a Honda precisava mostrar que era melhor que as Royal. Por isso, equipou a CB 350 com luzes em LED, ABS, embreagem assistida e deslizante, tomada USB e até sistema de conectividade com comando por voz.
Apesar dos esforços japoneses, a Royal segue dominando o nicho. E não é por custar menos. Classic 350 e Honda CB 350 custam praticamente o mesmo, com versões na casa das 210 mil rúpias (R$ 13 mil).
O sucesso rápido da CB 350 na Índia a levou para vários outros países da Ásia - incluindo o Japão, onde adota o nome GB 350. Porém, não há previsão de vê-la aqui do outro lado do mundo, no Brasil.
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