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Semi-autonomia em meados da década

Elas visam aliviar as demandas aos motoristas em certas circunstâncias, deverão ser introduzidas a mercado dentro de uns cinco anos, vão influenciar o comportamento dos condutores, mas não são suficientemente avançadas para simplesmente os retirarem de trás do volante. As grandes fábricas e seus principais fornecedores estão pesquisando sem parar tentando identificar quais, entre tantas, ajudarão a garantir a segurança dos veículos dotados de futuros sistemas realmente autônomos.

Para a pesquisa, estão sendo estudados muito de perto os ‘fatores humanos’ dos veículos semi-autônomos, com foco em como as pessoas poderão mudar seu comportamento à direção ao usar veículos que compartilham com elas a tarefa de dirigir.
Este tipo de pesquisa está sendo feito em boa parte com simuladores de direção. Pesquisadores da GM e de suas associadas, Purdue University em laboratório em Indianapolis, e Virginia Tech Transportation Institute (VTTI) numa pista de provas em Michigan, esmiuçam a atenção visual em condições de esterçamento manual e automatizado, ambos com controle de velocidade de cruzeiro adaptivo ligado.

Os pesquisadores observaram que em atividades não de direção (envio de textos etc) os participantes dividem sua atenção visual entre a estrada e tarefas secundárias, olhando a estrada com frequência relativa e breve. Obviamente, algo muito errado.
A GM e outras fabricantes de automóveis estão adicionando sensores e ações automáticas a seus veículos, mas os designers sabem que os condutores ainda precisam manter um olho na estrada para monitorar o carro e sua segurança. A montadora teve de perguntar aos participantes “O que temos de fazer para que vocês prestem atenção à rodovia e ao tráfego?”
O estudo mostrou que quando o esterçamento automatizado está em operação, o foco na estrada à frente é ampliado em 126% pelas características avançadas de monitoramento e de assistência, como o Forward Collision Alert, alerta de colisão dianteira, que avisa visual e audivelmente a iminência de uma colisão. Quando os carros autônomos estiverem disponíveis ao público, provavelmente haverão monitores que garantirão que a atenção humana seja direcionada ao local correto.

A GM, décadas atrás, trabalhou muito com estradas e veículos automáticos. O veículo-conceito EN-V, autônomo de dois lugares para mobilidade urbana, é um exemplo atualizado – e os novos Cadillac XTS e ATS 2013 virão com um Driver Assist Package, pacote de assistência ao motorista, com controle adaptivo de cruzeiro e frenagem automática de emergência.