Comprou um capacete novo e não sabe o que fazer com o antigo? Ao invés de descartar, talvez a iniciativa de alguns motociclistas dos Estados Unidos seja uma boa ideia para adotar no Brasil: aqueles capacetes “parados” foram doados para bombeiros e forças de resgate para treinamentos práticos de remoção do equipamento em vítimas de acidentes.

Segundo destacado pela revista RideApart, o motociclista Scott A. Williams decidiu levar seu capacete modular aposentado ao corpo de bombeiros local, em Springfield, Massachusetts. No quartel, ele mostrou aos socorristas como funcionava o mecanismo de abertura, onde ficava o botão de liberação rápida e como acessar o rosto da vítima sem remover todo o capacete. O gesto inspirou outros pilotos e resultou na doação de quatro capacetes, entre modelos fechados e modulares, ao departamento de bombeiros.
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Doar capacete no Brasil faz sentido?
No Brasil, diferentemente dos Estados Unidos, não há campanhas ou iniciativas organizadas para a doação de capacetes usados a corpos de bombeiros ou equipes de resgate como ferramenta de treinamento. Entretanto, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), por exemplo, informou que possui protocolos técnicos operacionais próprios para atendimento pré-hospitalar (APH), elaborados com base em diretrizes nacionais e internacionais. Esses protocolos são aplicados exclusivamente por equipes especializadas, treinadas e equipadas para lidar com situações de emergência, incluindo a remoção do equipamento em acidentes de moto.

Para o público geral, o CBMDF oferece orientações gerais de conduta em caso de acidente com motociclistas, com foco na segurança da vítima e do socorrista até a chegada do atendimento especializado. As recomendações incluem:
- Acionar imediatamente o serviço de emergência pelo telefone 193, informando o local exato do acidente e as condições aparentes da vítima;
- Garantir a própria segurança e a de terceiros, sinalizando o local para evitar novos acidentes, quando possível e seguro;
- Evitar movimentar a vítima, especialmente em casos de suspeita de trauma, pois isso pode agravar lesões na coluna vertebral ou em outras estruturas vitais;
- Observar o nível de consciência e a respiração da vítima, informando essas condições à central de atendimento durante a ligação;
- Não oferecer alimentos, bebidas ou medicamentos à vítima;
- Manter a vítima aquecida e calma, conversando de forma tranquila até a chegada do socorro especializado;
- Não remover o capacete, caso a vítima esteja consciente, respirando e em posição estável, deixando essa tarefa para as equipes de emergência.
