A Kawasaki já provou que sabe fazer máquinas absurdamente rápidas. A Ninja H2R, com mais de 300 cv e supercharger, é praticamente um foguete sobre duas rodas. Mas agora, a fabricante japonesa pode estar prestes a aplicar essa expertise de engenharia extrema em algo bem diferente: um míssil de cruzeiro.

Segundo informações da Reuters, a Kawasaki Heavy Industries está em conversas com o governo alemão para participar do desenvolvimento do motor do Taurus NEO, uma nova versão do míssil Taurus, usado por países como Alemanha, Espanha e Coreia do Sul.
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O interesse alemão na Kawasaki não é por acaso. A empresa tem décadas de experiência em motores compactos, leves e potentes — exatamente o que um míssil moderno precisa. A ideia é criar um sistema de propulsão mais eficiente, com maior alcance e menor peso. E se tem uma coisa que a Kawasaki entende, é como tirar o máximo de desempenho de um motor.

Kawasaki, uma indústria completa
Se você é fã da marca, deve lembrar que a Kawasaki fabrica muitos produtos além de motocicletas. São navios, veículos 4×4, aviões e inúmeras outras tecnologias. O que talvez não lembre é que ela também criou o que é considerado por muitos como sendo o primeiro avião militar produzido em alta escala no Japão.

Quando falamos na gigante japonesa, logo lembramos de suas motos potentes, mas a marca também tem uma ligação com a aviação. O Type Otsu 1 foi o primeiro avião da empresa e o começo de uma história com muita ousadia e engenharia. O avião foi construído em Hyogo, em 1922, e depois levado para testes em Sohara Village, no que hoje é Kakamigahara City, em Gifu. O modelo foi o primeiro de patrulha aérea do país e teve cerca de 300 unidades produzidas.

Mas a Kawasaki não parou por aí. Ao longo das décadas, ela também desenvolveu trens-bala, navios cargueiros, helicópteros, submarinos, robôs industriais, drones autônomos. E motos, claro.
