Embora a Sony seja imediatamente associada a Gran Turismo quando o assunto é corrida, a empresa japonesa também apostou em outra franquia do gênero em 2014 com Driveclub, desenvolvido pelo já extinto Evolution Studios.
No ano seguinte, o estúdio resolveu ousar ainda mais ao lançar Driveclub Bikes, uma expansão standalone que introduziu corridas de moto. A proposta era clara: dar uma nova cara ao jogo, trocando quatro rodas por duas e trazendo uma experiência mais intensa para a franquia.
Um novo jeito de correr
Em Driveclub Bikes, o foco sai dos carros esportivos e vai direto para as superbikes. Os jogadores encaram as mesmas pistas detalhadas do jogo base — das estradas sinuosas da Índia aos trechos úmidos e fechados da Escócia —, mas agora sobre motos extremamente potentes.
E não se trata apenas de uma mudança estética. Pilotar uma superbike altera completamente a sensação do jogo: as curvas exigem mais inclinação e precisão, a aceleração é mais agressiva e o controle da moto se torna parte central do desafio. Ainda assim, o estúdio conseguiu manter o equilíbrio característico de Driveclub, com uma jogabilidade acessível para iniciantes, mas cheia de nuances para quem busca dominar cada curva.
O fato de o conteúdo ter sido lançado como uma expansão separada faz sentido. A equipe precisou ir muito além da simples troca de veículos, retrabalhando a física do jogo e criando animações inéditas para os pilotos.
Um dos aspectos mais elogiados de Driveclub, o robusto sistema de clima dinâmico, ganhou ainda mais destaque em Driveclub Bikes. Chuva, neblina e pistas molhadas afetam diretamente a pilotagem, aumentando a sensação de risco e exigindo atenção redobrada em cada prova.
No lançamento, o jogo contava com 12 superbikes licenciadas de marcas consagradas como Yamaha, Ducati, Honda, BMW e KTM, com novas adições chegando posteriormente via atualizações e DLCs. Cada moto apresenta visual e sonoridade bem característicos, além de opções de personalização tanto para as máquinas quanto para os pilotos, incluindo pinturas, capacetes e equipamentos.
Recepção e legado
De forma geral, Driveclub Bikes foi recebido como uma expansão competente. A sensação de velocidade e o controle das motos foram bastante elogiados, embora parte da crítica tenha apontado a ausência de pistas inéditas e a quantidade limitada de veículos em comparação ao jogo base. Ainda assim, muitos jogadores curtiram o desafio extra de reaprender circuitos conhecidos sobre duas rodas.
O título se destacou entre outros jogos de moto ao apostar em uma abordagem equilibrada entre arcade e realismo. Sem a ambição de competir diretamente com simuladores puros, Driveclub Bikes priorizou a acessibilidade, mas sem abrir mão da sensação de peso, velocidade e controle que define a experiência de pilotar uma superbike.
Considerações finais
Driveclub Bikes representou uma tentativa ousada de expandir o universo da série ao abraçar o lado mais intenso das corridas de moto. Pode não ter sido um spin-off gigantesco, mas entregou personalidade, estilo e uma experiência distinta o suficiente para deixar sua marca na história da franquia.
Vale lembrar que, em março de 2020, a Sony encerrou os servidores online de Driveclub, deixando Driveclub Bikes restrito ao conteúdo offline. Ainda assim, a expansão permanece como um interessante exemplo de experimentação dentro do catálogo da empresa.


