A casa caiu, coluna do Paulo Couto

A casa caiu, coluna do Paulo Couto

A casa caiu, coluna do Paulo Couto

Olá Paulo bom dia, lendo motonline para me atualizar e aprender como de praxe, sou gerente de uma concessionária Honda, compartilhando de sua coluna como de costume, o texto – A casa caiu – denota a visão de mercado que tem e a inteligência que possui, porém sinto-me obrigado a discordar quando orienta os leitores a não efetuar compras nesse momento,é sabido que em grandes crises é que se faz os melhores negócios. Aqueles que tem caixa pra efetuar compra a vista ou em parcelas de curto prazo direto pela loja digo que devem fazê-lo, as margens estão totalmente achatadas e alguns modelos a preço de custo que mesmo com taxas de juros mais altas ainda ficam com parcelas iguais ou até menores do que as praticadas anteriormente. Um grande abraço !
UNIVERSO HONDA / Adriano Amorim / Gerente
–Bons meninos vão para o céu, motociclistas vão à todos os lugares! —

R – Adriano, como vai? Entendo seu ponto de vista e respeito, porém você há de concordar comigo que há casos e casos. Por exemplo, hoje (aquela coluna já tem quase um mês, foi escrita no inicio da crise) há algumas marcas que estão oferecendo descontos no preço a vista para alguns modelos, e em certos casos há credito na própria loja para facilitar o negócio, mas são poucas que estão praticando essa política. Quanto escrevi aquela coluna a regra era: acabou-se os descontos (vale a tabela cheia), e acabou-se praticamente o crédito.

Outro ponto que você não está levando em consideração é o desemprego. Há muita gente que estava empregada há um mês atrás e que hoje não está mais, ou ainda nem sabe se estará empregada em janeiro de 2009. Comprar algo a
prazo, com prestações, onde sua renda futura é incerta é um tremendo risco. Daí a minha recomendação de prudência! um abraço,

Caro Paulo Couto, sou apaixonado por motos desde pequeno, hoje tenho 27 anos, Sou motociclista faz oito anos e motociclista da PM de Minas Gerais faz dois anos e meio. Tenho uma XTZ 250 Lander e trabalho com motos como a Tornado, Falcon e Shadow. Há bastante tempo acesso o motonline e venho acompanhando além das matérias sobre motos, testes e duvidas de manutenção e afins, venho também observando os artigos que você publica através de sua coluna e sempre fico impressionado com o raciocínio correto, a forma clara com que transmite assuntos complicados como economia por exemplo e principalmente como transmite conselhos para os motociclistas. Como por exemplo, nos dois parágrafos finais do artigo “A Casa Caiu!”, no qual aconselha a freiar o impulso consumista, poupar dinheiro e a rever que podemos, junto com as pessoas que gostamos, ser muito felizes com o que já temos em mãos (as motos)rs.

Gostei muito também do artigo “As motos que ninguém quer comprar!”, vc colocou em palavras o que eu já vinha pensando quando avaliava futuramente em “qual moto comprar daqui uns dois anos???”. Realmente como vc bem disse nos faltam opções em faixas variadas de estilo, cc e de $$.
Gostaria de sugerir que escrevesse sobre a carga tributária (I.P.I) que incide sobre as motos novas e conseqüentemente no preço final, mostrando o quanto poderiam custar os modelos existente no mercado se o governo ao invés de querer morder muito imposto em cada moto produzida e vendida optasse por morder menos em cada moto porém tendo muito mais motos a serem taxadas, e o impacto positivo que isso poderia gerar no mercado.

Faço através deste e-mail um elogio que faz tempo deveria já ter feito, mas como antes tarde do que nunca… meus sinceros parabéns! E continue sempre assim. Um grande abraço. Leonard Souza Pereira.

R – Leo, muito obrigado pela força! De fato, eu já estou pensando em fazer uma coluna sobre a carga tributária a algum tempo, o problema é conseguir os dados necessarios para o mercado brasileiro (e compreender essa terrivel engenharia tributária, que afeta modelos de formas diferentes) e os dados dos paises vizinhos como o chile e talvez a argentina, para servir de parametro comparativo.

Mas assim que eu conseguir as informações necessarias, mesmo que ligeiramente imprecisas, eu vou escrever algo a respeito.
um abraço,