Ambulantes atrapalham o trânsito nas marginais, São Paulo,SP

Numa cidade em que os congestionamentos são constantes, os vendedores ambulantes aproveitam a ocasião para vender os seus produtos e lucrar às custas de motoristas e caminhoneiros presos em trânsitos caóticos.

A água fresca em dias de calor já não é mais a única fonte de renda, muitas outras mercadorias foram incorporadas à rotina dos vendedores, que criam até mesmo promoções entre si.

Sucos, refrigerantes e a famosa cerveja gelada podem ser encontrados nas beiras das Marginais do Rio Tietê e do Pinheiros, sem contar na variedade de doces e salgados expostos ao sol em barracas montadas em espaços improvisados. Porém, a origem duvidosa dos alimentos e a data de validade muitas vezes camuflada não são os únicos vilões da história.

Segundo o Engenheiro Civil Flavio Figueiredo, da Daniel & Figueiredo Consultores Associados, este tipo de comércio, além de ser irregular, também reflete no índice de acidentes e, consequentemente, prejudica o trânsito.

“O grande problema é a circulação destes camelôs pelos corredores que se formam entre as filas de carros, por onde passam os motociclistas. Numa situação de tráfego carregado qualquer interferência que reduza o fluxo de veículos complica mais ainda o trânsito caótico de São Paulo”, observa.

De acordo com dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), aproximadamente 100 ambulantes trabalham nas Marginais fora do horário de pico diariamente. Além disso, destacam-se pelo menos cinco pontos críticos, onde há maior número de vendedores. Um dos piores está localizado na Lapa, Zona Oeste de São Paulo.

Os contras não param por aí, além atrapalhar o trânsito, os próprios ambulantes e pessoas comuns ficam expostas ao risco de acidentes, isso sem falar no descarte das embalagens dos produtos consumidos, que contribui para o acúmulo de lixo na cidade.

Como alternativa para atenuar a situação, a Engenharia de Trânsito deve ficar atenta a esses microgargalos, que em grande proporção causam transtornos nas vias. No entanto, ações de conscientização já estão sendo implantadas nas Marginais, e vistorias são feitas com freqüência para análise dos alimentos e bebidas comercializados.