8ª Etapa Moto 1000 GP - Curitiba - Nov/2015. 
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É hora de repensar a motovelocidade no Brasil?

Em uma entrevista exclusiva concedida ao Motonline em maio de 2015 pelo Presidente da CBM, Firmo Henrique Alves, perguntamos-lhe se a CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) estaria pensando em criar um Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, administrado pela própria, como acontece no motocross. A resposta do presidente foi a seguinte: “Estamos bastante satisfeitos com o Campeonato Brasileiro de Motovelocidade sendo organizado pela empresa Moto 1000 GP. Hoje não existe essa possibilidade”.

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A motovelocidade brasileira precisa ser repensada – arquivo

Entretanto, daquela data para cá muita água passou por baixo da ponte e a realidade mudou, tendo como desfecho a migração da Equipe BMW Motorrad Alex Barros Racing, que deixa a Moto 1000 GP (detentora da chancela de Campeonato Brasileiro de Motovelocidade) e passa a competir no SuperBike Brasil já em 2016.

Logo_SBKBr2015_200x100Apesar de reunir as principais equipes oficiais de fábrica (Honda, Kawasaki, Suzuki e agora a BMW) e há muito tempo ser o principal e maior campeonato de motovelocidade no país, o SuperBike Brasil não tem o reconhecimento da CBM como Campeonato Brasileiro, fato que não entendemos e desconhecemos as forças que trabalham contra o desenvolvimento da motovelocidade no Brasil. Não encontramos justificativa para termos dois grandes campeonatos que disputam entre si a preferência do torcedor e têm que ficar concorrendo para obter datas propícias no calendário das poucas pistas de motovelocidade existentes em nosso país.

Logo_Moto1000GP_300x225Chegou então a hora de repensar o tema e tomar medidas em prol do esporte e do torcedor, que da arquibancada está de olho nessa disputa comercial envolvendo o Moto 1000 GP e o SuperBike Brasil.

É preciso que a CBM assuma efetivamente seu papel de gestora da motovelocidade no Brasil e crie um Campeonato Brasileiro por ela administrado, ou reavalie qual campeonato efetivamente reúne as melhores condições de ostentar a chancela de Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, sob pena de perder credibilidade junto aos torcedores, pilotos, equipes, patrocinadores e federações estaduais.

Logo_CBM_1000x522Com essas providências veremos uma concentração de talentos em um único campeonato, em busca do título de Campeão Brasileiro, fortalecendo e dando credibilidade à imagem da motovelocidade, e também da CBM. Quem ganhará com tudo isso é o torcedor, objetivo principal do esporte, que poderá concentrar sua atenção e a sua torcida em um único campeonato, que reúna os principais nomes da modalidade em atividade.

O Motonline coloca desde já espaço editorial disponível para as organizações citadas neste editorial ou outras ligadas ao tema, para que divulguem sua posição sobre esse assunto.

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Mário Sérgio Figueredo

Motociclista apaixonado por motos há 42 anos, começou a escrever sobre motos como hobby em um blog para tentar transmitir à nova geração a experiência acumulada durante esses tantos anos. Sua primeira moto foi a primeira fabricada no Brasil, a Yamaha RD 50.