Foto: André Garcia

Reclamação Kasinski

Foto: André Garcia

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Amigos, comprei uma Mirage 2010, injetada, e estou com um pequeno problema: a moto morre com relativa freqüência. Li em um fórum que seria um problema na borboleta. Isto procede, vocês têm alguma informação a respeito? A Kasinski já se pronunciou oficialmente sobre o problema? Desde já muito obrigado. Charles Frederico Mac Laren (47) Rio de Janeiro – RJ

Charles a Kasinski por meio de sua Assessoria de Imprensa respondeu: “o cliente agendou a manutenção junto com a revisão de 1.000km o revendedor já esta ciente. Aconselho solicitar que o cliente procure a ABM Recreio para análise e manutenção da motocicleta.”

Nosso consultor técnico Bittenca esclarece: “Esse problema é típico de desequilíbrio da mistura em lenta, que o sensor de oxigênio não consegue corrigir. Uma alteração da posição da borboleta em relação ao sensor de posição do acelerador pode resolver, mas o correto seria remapear o sistema como um todo e isso deveria ser feito pelo fabricante. Um outro fabricante/marca tem uma válvula especial que adiciona ar na mistura e mantém o motor acelerado na partida a frio e na condição de quente esse sistema não opera. Isso porque há uma diferença grande entre o mapa necessário para partida a frio (com álcool misturado) contra o que seria ideal para partida a quente e como conseqüência um ou os dois fica comprometido. A adição do álcool na gasolina pode causar isso porque o sistema importado não compensa automaticamente essa condição pelo sensor de oxigênio, de espectro estreito. As grandes montadoras têm esse problema um pouco mais bem resolvido. Perceba que resolver essa questão é crucial para a fabricação da moto flex. Eu tenho para mim que é necessário um sensor de oxigênio de espectro muito mais amplo do que os que são oferecidos pelas motos nacionalizadas para que o mapa programado alcance tempos de injeção compatíveis com a necessidade de cada combustível É necessário encontrar um componente que dê uma mensagem na amplitude necessária à CPU para que ela ajuste o tempo de injeção do bico.”

Em réplica nosso leitor respondeu: “ Na última sexa, 23 de outubro, levei minha moto na autorizada. Pra minha surpresa, já na linha vermelha, em um engarrafamente enorme, a moto não morreu uma única vez. Lá na concessionária, o Beto (mecânico) deu umas voltas na moto e fez apenas alguns ajustes no cabo do acelerador e constatou que a moto não estava morrendo.
Presumi que o problema seja com a altitude. Minha moto fica em Petrópolis, que está a aproximadamente 800 metros de altitude, lá ela morre toda vez que para, tem que segurar no acelerador. No nível no mar ela está funciona feito um relógio suisso. No domingo subi a serra novamente e bastou chegar lá que começou a morrer novamente. Das duas uma, ou a moto detesta a serra ou gosta de praia.Brincadeiras a parte, se puder reportar o problema à Kasinski agradeço. O Beto, da ABN, afirmor que estão aguardando um novo software para a injeção.
Muito obrigado.”

Bitenca esclarece: “Esse caso parece causado por defeito no sensor de pressão atmosférica, mas pode ser mapeamento também, como sugeriu o mecânico. No nível do mar a mistura é mais pobre porque a densidade do ar é maior, ou seja deve haver um pouco de excesso na mistura da lenta na altitude maior, ou não está compensando a variação da pressão (sensor).”

Na esfera jurídica, esclareço: De toda forma o consumidor não pode ser lesado com o mal funcionamento da motocicleta, que caracteriza vício de qualidade. Pela Lei 8078/90, em seu artigo 18, o problema/vício deve ser sanado em 30 dias, sob pena do consumidor exigir alternadamente: substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; o abatimento proporcional do preço.

Vale lembrar que se houver um acidente de trânsito pelo mal funcionamento da motocicleta, como no caso narrado, independentemente da culpa, o fabricante responde civil, penal e administrativamente pelos danos ao consumidor e até aos envolvidos. (art. 12 e 61 e seguintes da Lei 8078/90).

Caso a Kasinski deseje se manifestar mais detalhadamente sobre o problema o canal está aberto.