500 milhas de Interlagos, pagando, nunca mais.

500 milhas de Interlagos, pagando, nunca mais.

500 milhas de Interlagos, pagando, nunca mais.

Mesmo sendo o 3º maior mercado de motos do mundo, com mais de 2 milhões de motos produzidas só no ano passado, é inacreditável como o motociclismo de competição no Brasil, e em especial em São Paulo , possa ser tão desorganizado.

No último domingo, 18.1, fui a Interlagos assistir a prova das 500 milhas por minha conta e risco, afinal, a prova não acontecia há 18 anos e portanto nunca tive a oportunidade de assistir. Sem ganhar ingresso de ninguém muito menos credencial para box paguei do meu bolso para mim e minha namorada.

Com todas as promessas de chuva, preferi estar na arquibancada coberta e sendo estudante paguei meia entrada sendo R$20 cada.

Ou seja, “morri” com R$ 40 porque sou estudante, se não seria o absurdo de R$80 mais R$ 20 do estacionamento. Para, ao chegar e entrar com meu carro, sequer pegarem nossos ingressos!

Isso mesmo, assisti, voltei para casa com os ingressos no bolso, ninguém me pediu nada em momento algum.

E não parou por aí: entramos nos boxes sem o menor controle, circulamos livremente (claro que adorei, vi tudo de perto) mas é lamentável.

Penso na desorganização. Se nem do dinheiro os organizadores cuidam direito, fico pensando na segurança, na limpeza, na manutenção etc.

Ou seja, se com uma zona como essa em que dá até para entrar sem pagar (ou pior, você paga e descobre que foi enganado), dá para acessar os boxes livremente, mexer no que quiser, enfim até zoar se quiser, alguém vai querer me convencer de que dá para confiar em ambulância UTI por exemplo, prevenção de incêndio, preparação para acidentes ou o que for?

Acho que enganado mesmo devem se sentir os pilotos, oficinas, mecânicos, enfim todos que investem, pagam as extorsivas taxas para competir, promovem o espetáculo, botam máquinas de mais de R$ 50 mil na pista e não têm o menor retorno ou no mínimo não têm a estrutura pela qual pagam. E pagam muito bem! (será que pelo menos essa grana alguém controla?).

Na saída, indignado e com os ingressos no bolso, ao fazer a reclamação ao “responsável” pela organização da entrada, tive que ouvir:

“- Você se divertiu não? Então pronto.”

Sem estender muito a crítica, a parte mais divertida do meu domingo foi ver um maluco invadir o autódromo com uma Honda 900 que ficou dando voltas na pista e não deixava a corrida começar porque ninguém pegava o cara.

No final das contas, o prejuízo só não foi maior por que convenci minha namorada a dividir a grana comigo. Coitada.