Foto: Tite

Boa viagem

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J  recebi dezenas de cartas dos leitores com d£vidas para realizar uma viagem. As mais freqentes sÆo com rela‡Æo … quilometragem percorrida, o que levar e como prender a bagagem, e at‚ mesmo qual o roteiro mais indicado para cada caso. Para esclarecer algumas destas d£vidas, relacionei sete perguntas campeÆs na estat¡stica das cartas dos leitores. Aqui as respostas:

1. Qual a melhor motocicleta para uma longa viagem?
Em princ¡pio qualquer moto pode ser utilizada para viagens. Os aventureiros estÆo a¡ para comprovar. Por‚m, cada tipo de moto tem uma destina‡Æo projetada pelo fabricante. Assim, as motonetas e motos pequenas se ajustam basicamente para uso urbano: as motos de uso misto se dÆo bem na terra e no asfalto, e as motos de passeio preferem a lisura do asfalto. Mas isto nÆo quer dizer que elas nÆo possam ser usadas de outras formas. Enfrentar uma longa viagem com um Scooter ou uma 125/150cc ‚ uma aventura poss¡vel, como ficou comprovado na viagem de um grupo de baianos que saiu de Salvador e chegou a SÆo Paulo, todos pilotando Burgman 125! Ou aquele “pagador de promessa” que viajou o Brasil em uma setentinha Honda caindo aos peda‡os. Basta fazer um planejamento com boa antecedˆncia que dificilmente ocorrerÆo problemas. Evidentemente, quanto maior a moto, mais confort vel ser  a viagem, porque al‚m de manter uma m‚dia de velocidade maior, cobrindo as distƒncias em menor tempo, pode-se rodar com reserva de potˆncia, garantindo mais seguran‡a nas ultrapassagens.

As motos de uso misto. oferecem uma vantagem a mais. Al‚m .de proporcionarem bom conforto no asfalto esburacado, podem enfrentar os trechos de terra e lama mais tranqilamente do que uma moto de passeio Al‚m disso, levando-se em conta o p‚ssimo estado da maioria das estradas brasileiras, uma moto trail ‚ mais do que indicada para viajar pelo Pa¡s. As motos de passeio tˆm a limita‡Æo de nÆo adaptarem-se bem …s estradas de terra, mas muitos aventureiros j  enfrentaram terra e lama com motos como CG 125, Yamaha YBR 125 ou CB 500. As motos que realmente nÆo gostam de andar fora da estrada asfaltada sÆo as esportivas essas nem podem chegar perto de uma lama. Em todo caso. ‚ recomend vel velificar nos mapas em que tipo de estrada ser  feito o roteiro, afinal uns poucos quil“metros de terra nÆo sÆo tÆo terr¡veis.

2. Moto usada pode fazer viagem longa?
A idade da moto realmente ‚ o que menos importa, mas sim o seu estado de conserva‡Æo e manuten‡Æo. Uma moto nova, com baixa quilometragem pode apresentar problemas mecƒnicos se nÆo forem obedecidas as recomenda‡äes de revisÆo, enquanto uma moto antiga, mas em perfeitas condi‡äes de manuten‡Æo, pode rodar por milhares de quil“metros sem problemas.

Um detalhe que precisa ser lembrado no caso das.motos zero, ‚ que deverÆo ser feitas as revisäes peri¢dicas e que para isso deve-se procurar as revendas autorizadas, elas geralmente ficam em cidades grandes, e podem demorar para realizar o servi‡o. De qualquer forma. com moto nova ou usada, quem for fazer uma longa viagem deve preocupar-se em fazer uma cuidadosa revisÆo na parte mecƒnica e sistema de freios antes de sair. Caso a viagem seja longa o suficiente para acabar com um pneu, deve-se lembrar que nem sempre ‚ poss¡vel encontrar pneus no meio da selva boliviana, por exemplo, portanto. O melhor ‚ levar um jogo de reserva.

3. Devo fazer alguma altera‡Æo na minha moto para viajar?
As f bricas ao projetarem suas motos levam em conta que o usu rio poder  fazer uma longa viagem. Por isso. quando as motos saem da linha de montagem nÆo precisam de adapta‡äes especiais para percorrerem longos roteiros. Por‚m, de acordo com cada caso ‚ poss¡vel fazer alguma pequena altera‡Æo em fun‡Æo do tipo de piso, clima, distƒncias percorridas sem paradas etc.

O primeiro exemplo ‚ o das motos trail que possuem uma rela‡Æo secund ria (coroa/pinhÆo) mais curta em rela‡Æo …s motos de passeio. No caso de se manter uma velocidade de cruzeiro muito alta. o motor ir  trabalhar em regime de alta rota‡Æo. consumindo mais combust¡vel. Uma solu‡Æo ‚ trocar a rela‡Æo secund ria, substituindo o pinhÆo por um com mais dentes (apenas um, viu?). Assim. o motor vai funcionar mais “folgado” e consumir menos combust¡vel, mas vai aperrear na hora de subir a serra.