Foto: Francis Vieira

Comet 250 em nova fase

Foto: Francis Vieira

Foto: Francis Vieira

A Comet 250 evoluiu e chegou na Phase 2 com o mesmo estilo esportivo, motor de dois cilindros em V e ecologicamente correta.

Ela ‚ a maior 250 do mercado. Tem motor V2 e porte de caf‚-racer. NÆo por acaso, a pergunta que mais ouvi quando estava rodando com a Comet 250 foi “essa ‚ a nova 400?” NÆo, nÆo ‚, mas uma 250 com peso – e pre‡o – de moto bem maior! A hist¢ria da Kasinski Comet 250 Phase 2 come‡a l  na distante Cor‚ia, em uma f brica chamada Hyosung.  l  que elas sÆo fabricadas e desembarcam aqui com o nome Kasinski e alguns itens nacionalizados na Zona Franca de Manaus (AM).

Durante o processo de nacionaliza‡Æo das primeiras unidades foi constatado que o cilindro 2 (aquele que fica atr s) apresentava superaquecimento. Como o motor ‚ refrigerado a ar (com aux¡lio de radiador de ¢leo) foi feito um trabalho na curva do escapamento para acelerar a sa¡da dos gases, acrescentado o catalisador e ainda os dois carburadores tiveram mudan‡as nos giclˆs de alta: antes o carburador dianteiro (do cilindro 1) tinha giclˆ 92,5 e o traseiro era 95. Agora eles passaram para 100 e 102,5 no dianteiro e traseiro respectivamente.

A boa not¡cia para os donos da Comet “fase 1″ ‚ que basta procurar uma oficina autorizada da Kasisnki e fazer as mesmas altera‡äes. O resultado dessas mudan‡as refletiu em um motor mais confi vel, que trabalha em uma temperatura mais baixa, com um pingo de desempenho a mais, no entanto o consumo teve um ligeiro aumento, como vocˆ ver  a seguir.

Foto: Mario Villaescusa

Foto: Mario Villaescusa

Ainda lembrava da £ltima vez que pilotei a Comet 250, agora apelidada de “fase 1″. Naquela oportundiade chamou aten‡Æo a posi‡Æo de pilotagem no estilo leg¡timo caf‚-racer, com banco esportivo, pedaleiras bem recuadas e guidÆo quase plano. O banco em dois n¡veis encaixa perfeitamente um piloto at‚ mais alto, uma surpresa em se tratando de esportivas! J  quem vai na garupa ter  uma vida dura, literalmente, porque o banco ‚ pequeno e duro.

E j  me mandei para a estrada! Logo de cara percebi que ela ganhou um tiquinho de velocidade final. Antes tinha chegado aos 175 km/h (no veloc¡metro) e com essa atual chegou a 180 km/h a 10.500 rpm. S¢ que essa velocidade foi obtida na descida! Porque quando a estrada fica plana ou levemente subida a velocidade cai para 140 km/h. Essa caracter¡stica mostra que a rela‡Æo final (coroa/pinhÆo) continua muito “longa” para os 170 kg da Comet. Uma rela‡Æo ligeiramente mais reduzida poderia melhorar a retomada de velocidade, aproveitar melhor a potˆncia de 32,5 cv sem comprometer a velocidade final.
Na hora de abastecer duas confirma‡äes. A primeira foi constatar que o motor V2 de 8 v lvulas e duplo comando perdeu um pouco da economia, o que ‚ natural pelos giclˆs maiores; a segunda ‚ perceber que ela continua econ“mica, fazendo de 19 a 22 km/litro, para um tanque de 17 litros.

A Comet tem a estrutura de uma moto grande, com quadro de a‡o perimetral e at‚ o garfo invertido upside down regul vel. Na traseira, a suspensÆo monoamortecida tem regulagem na compressÆo da mola. No entanto, na pr tica a Kasinski continua com a mesma caracter¡stica de instabilidade, principalmente nas curvas de raio longo. Com certeza ‚ uma questÆo de regulagem, mas pneus mais finos e altos tamb‚m poderiam ajudar. A Comet tem o pneu dianteiro 110/70-17 e traseiro 150/70. Para uma moto 250 ‚ muito pneu! SÆo as mesmas medidas usadas na Suzuki GS 500! O pneu largo oferece muita resistˆncia na hora de inclinar nas curvas e o resultado sÆo curvas “quadradas” com o piloto sempre puxando a frente para corrigir. Quanto … suspensÆo traseira, se a moto for usada freqentemente com garupa ‚ aconselh vel “endurecer” a compressÆo da mola porque ela chega no fim de curso com facilidade, quando com duas pessoas. Uma boa surpresa ‚ o conforto! Se algu‚m torce o nariz para essa posi‡Æo esportiva, pode ficar sossegado porque o baixo ¡ndice de vibra‡Æo e o motor silencioso garantem uma viagem tranqila.

Outra cena curiosa com a Comet foi um motociclista que parou do lado e perguntou “vocˆ tirou um disco de freio?”. Essa 250 tem ¢timos freios, com um disco de 300 mm na dianteira e disco de 230mm na traseira. Como o garfo ‚ usado tamb‚m na versÆo 650 (com outra regulagem, claro), tem o suporte para um segundo disco de freio, o que gera uma certa confusÆo.

Os comandos dos punhos sÆo de pl stico com um detalhe interessante: o farol ‚ do tipo sempre aceso, acionado quando se d  a partida do motor, mas tem a chave seletora no punho direito.  preciso lembrar de ligar a chave senÆo o painel fica …s escuras! Os instrumentos – veloc¡metro e conta-giros – sÆo grandes e f ceis de visualizar mesmo … noite, por outro lado as luzes de advertˆncia sÆo pequenas e ficam dif¡ceis de ver durante o dia. E, por favor, algu‚m precisa avisar que motos precisam de espelhos retrovisores convexos (panorƒmicos) porque o espelho de vidro plano dificulta muito a focaliza‡Æo e reflete os bra‡os do piloto a maior parte do tempo!

A semelhan‡a com o quadro da Suzuki GS 500 nÆo ‚ mera coincidˆncia. A Hyosung tem tecnologia Suzuki e produz motos muito parecidas com a marca japonesa. A fam¡lia Comet tem ainda as versäes 125 e 650, ambas com motor de dois cilindros em V. No Brasil a 250 tem uma legiÆo de admiradores que nÆo se importam em pagar quase R$ 14.300 em uma 250 com estilo exclusivo e praticamente imune a roubos. Com pequenos ajustes, essa 250 pode incomodar muito dono de 500 por a¡!

Pre‡o, cores e ficha t‚cnica no site www.kasinski.com.br