Detrans do Brasil estão equipados com simuladores de direção para pessoas com deficiência

No Brasil existem quatro Detrans equipados com centros especialmente desenvolvidos para facilitar a habilitação de motoristas portadores de deficiência física. Estão nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba.

Os quatro centros oferecem, como principal novidade, um simulador de direção de tecnologia inédita na América Latina, que auxilia na avaliação da capacidade psicomotora do condutor por meio de testes específicos.

Importado da Itália, o simulador de direção do Centro de Mobilidade é capaz de medir a força residual da pessoa em seus membros superiores e inferiores, sua capacidade de reação física e mental a estímulos visuais e sonoros, seu campo visual e seu senso de direção, entre outras funções. Os resultados dos testes são apresentados na forma de atestados objetivos, descritivos e pontuais, dados que auxiliam a análise da comissão médica, simplificando o caminho burocrático para a emissão da carteira de habilitação especial ao candidato portador de deficiência.

Após o teste no simulador, são realizadas as provas práticas de condução em um veículo de auto-escola.

O primeiro Centro de Mobilidade foi implantado na Itália em 1998 e hoje já são 35 espalhados por toda a Europa, sendo 14 na Itália e os demais na França, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Polônia. Nesses países, os Centros de Mobilidade já são uma iniciativa de sucesso e se tornaram um local de referência para os portadores de deficiência física. A tendência é que o mesmo venha a acontecer no Brasil, com os três centros recém-inaugurados.

Os simuladores são produzidos na Itália pela empresa Media in Progress. Os testes podem ser realizados sem que a pessoa precise sair da cadeira de rodas. As provas de aceleração e frenagem são feitas com os pedais ou pelo sistema push & pull, alavanca que permite acelerar e frear com movimentos manuais de rotação e pressão.
Já o grau de controle motor que a pessoa portadora de deficiência possui sobre seus membros superiores e inferiores é medido por meio de um teste que combina o movimento do acelerador com o ronco simulado do motor. O campo visual é avaliado com a ajuda de um semicírculo com luzes posicionadas ao redor da cabeça. A pessoa fixa o olhar para frente, indicando quando e de que lado percebe o sinal luminoso. A capacidade de análise e reação é medida por meio de luzes verdes e vermelhas que acendem em frente ao simulador.

Os sensores do simulador registram também a capacidade de direção, a progressão de aceleração e freada e a reação a qualquer tipo de sinal. Todos os impulsos são enviados para um computador que analisa os dados e imprime um atestado. Este documento oferece informações objetivas específicas com respeito à capacidade motora do portador de deficiência física, simplificando o caminho para a obtenção da habilitação especial.

Os simuladores são ímportados e distribuídos no Brasil pela empresa Guidosimplex, líder mundial em adaptação e transformação veicular.