Foto: Zandavalli planeja terceira vitória no ano de estreia

Em momento positivo, Zandavalli planeja terminar a temporada com terceira vitória

Foto: Zandavalli planeja terceira vitória no ano de estreia

Foto: Zandavalli planeja terceira vitória no ano de estreia

Fora da disputa pelo título do TNT Superbike e com chance de conquistar o vice-campeonato, cascavelense da Spiga Racing vai confiante a Interlagos

Motivação é o que não falta para o cascavelense Maycon Zandavalli às vésperas da oitava e última etapa do TNT Superbike. Já fora da disputa pelo título, o piloto cascavelense da Spiga Racing, quarto colocado no campeonato, aposta na conquista de sua terceira vitória no ano na corrida de 28 de novembro em São Paulo. “O nosso momento na motovelocidade não poderia ser melhor, tudo está dando certo. Essa corrida em Interlagos tem cheiro de vitória”, aposta.
A temporada de 2010 foi de superação para o piloto cascavelense, que se propôs a conciliar participações no TNT Superbike e no Pirelli Superbike – a soma dos dois campeonatos forma a classificação do Superbike Series. Nos treinos da primeira etapa, em fevereiro na pista de Interlagos, uma queda custou-lhe fratura no cotovelo e contusões no pé. “Achei que iria demorar bastante para poder voltar a pilotar, mas no mês seguinte já estava competindo”, lembra.
A estreia no TNT Superbike trouxe a Zandavalli um discreto 18º lugar. Na prova seguinte, válida pela segunda etapa do Pirelli Superbike, aproximou-se do pódio. Terminou em sexto. “Foi uma corrida encerrada depois de cinco voltas, por causa de dois acidentes. Eu, por estratégia, estava poupando equipamento para ir para cima nas voltas finais, acabei levando azar. Ali já poderia ter vindo a primeira vitória, senti que tinha condições”, revive o piloto da Spiga Racing.
A primeira aparição no pódio viria ainda no mês de abril, em Curitiba, na segunda etapa do TNT Superbike. Sob chuva forte, Zandavalli cumpriu uma prova sem erros e foi segundo colocado, na vitória de José Luís Teixeira “Cachorrão” de Camargo Júnior. “Aquela corrida foi meu batismo, tenho de admitir que fiz um bom trabalho, os outros pilotos começaram a me olhar com outros olhos depois que eu consegui aquele pódio”, ele define. “Comemorei muito”.
A comemoração maior viria três semanas mais tarde. “Era dia 16 de maio, dessa data eu não esqueço”, diverte-se Zandavalli, que na terceira prova do TNT Superbike comemorou sua primeira vitória, em Interlagos. “Por mais que sempre a gente trabalhe para vencer, eu sinceramente não esperava ganhar uma corrida já no primeiro ano de motovelocidade. Tudo que aconteceu naquele dia, naquele fim de semana, foi especial. E foi surpreendente”, reconhece.
Zandavalli voltou a São Paulo na terceira etapa do Pirelli Superbike. Terminou em quarto, mas foi punido. De volta ao TNT Superbike, o cascavelense desembarcou motivado no Rio de Janeiro. “Cheguei de uma viagem aos Estados Unidos e fui direto para o autódromo. Nem ia treinar, mas acabei participando do último treino livre e fiz o melhor tempo do dia. No classificatório não fui tão bem e acabei ficando para trás no grid. Eu precisava me recuperar”, diz.
Seu início de corrida na etapa carioca foi notável. “Vim lá de trás e já era o terceiro no fim da primeira curva. Na segunda, fui ultrapassar o segundo, retardei a freada, a pista estava um pouco molhada. Saí da pista e tive uma queda. Pude voltar, mas perdi todas as posições que podia, castiguei bastante a moto”, narra o piloto, que terminou a prova em sétimo lugar. “É aquele tipo de erro que você para e analisa depois, sempre serve como lição”, emenda, filosofando.
As duas etapas seguintes do TNT Superbike também marcaram atuações de destaque de Maycon Zandavalli. “Em São Paulo eu caí para 11º na largada e vim virando mais rápido que todo mundo. Estava me aproximando do grupo dos três primeiros quando o freio da moto praticamente acabou. Saí da pista algumas vezes, tive que me readaptar, acabei perdendo rendimento. Estar no pódio até que foi lucro”, considera, sobre o quinto lugar naquela corrida.
A etapa seguinte, na pista do Velopark, preocupou os pilotos. “Chovia muito, houve acidentes nos treinos, meu companheiro de equipe quebrou o pé”, lembra, citando a queda do catarinense Newton “Cisso” Crespi. “Depois tudo foi normal, larguei em 11º, vim buscando, já era o terceiro colocado. Mas perdi para mim mesmo. Me faltou preparo físico, eu fiquei extenuado”, admite, lembrando seu sexto lugar na corrida. “E eu tinha moto para ganhar”.
A sequência de dificuldades foi compensada pela conquista da segunda vitória, na etapa de três semanas atrás em Curitiba. “Eu tinha prometido entrar na pista para ganhar. Seria difícil, o maior adversário era o ‘Cachorrão’, que estreava a nova moto BMW 1000RR, muito rápida, e ele também estava muito competitivo, ele sempre se dá muito bem na pista de Curitiba. Tivemos um duelo muito bom, eu venci. O ‘Cachorrão’ latiu, mas quem mordeu fui eu”, repete.
O próprio Zandavalli faz questão de lembrar que sua vitória em Curitiba foi facilitada pela queda que tirou Teixeira Júnior da corrida ainda em sua primeira metade. “Quando ele caiu o meu trabalho ficou bem mais fácil, mas eu tinha toda a condição de ganhar a corrida com ele na pista, mesmo. Como tenho condição de ganhar a última, na semana que vem. Já consegui mais do que esperava para o meu primeiro ano, mas sempre cabe mais uma vitória”, finaliza.

CLASSIFICAÇÃO
A classificação do TNT Superbike é: 1º) Murilo Colatrelli (SP), 151 pontos; 2º) Alecsandre Brieda di Grandi (SP), 140; 3º) José Luís Teixeira Júnior (SP), 128; 4º) Maycon Zandavalli (PR), 120; 5º) Bruno Corano (SP), 106; 6º) Rodrigo di Benedictis (SP), 73; 7º) Alan Douglas dos Santos (SP), 58; 8º) Danilo Lewis (SP), 46; 9º) Ricardo Gornati (SP), 44; 10º) Alessandro Ferraz (SP), 43; 11º) Jaime Cristóbal (SP), 40; 12º) Heber Pedrosa (SP) e Sarin Carlesso (RS), 30.