Moto1000GP_Sarachu_2_23_09

Jacinto Sarachú é presença ilustre no Moto 1000 GP

O senhor de idade com uma máquina fotográfica parecia ser mais um torcedor admirando o ambiente de motovelocidade nos boxes do Moto 1000 GP, no fim de semana de corrida em Santa Cruz do Sul (RS). Mas os cumprimentos festivos e as manifestações de admiração por parte de pilotos e chefes de equipes, sobretudo dos mais antigos, denotavam que o senhor de 71 anos tinha história no mundo das motos.

Jacinto Sarachú, uruguaio que faz parte da história do motociclismo brasileiro

Jacinto Sarachú, uruguaio que faz parte da história do motociclismo brasileiro

Jacinto Sarachú é um mecânico e piloto uruguaio que morou no Brasil entre 1973 e 1989. Seu nome está associado a importantes conquistas brasileiras. Ele foi o preparador da moto de Antonio Jorge Neto quando o piloto paulista venceu em 1983 as 100 Milhas de Daytona (EUA). Sarachú também esteve junto de Alex Barros, mais vitorioso piloto brasileiro na motovelocidade mundial, em seu início de carreira, em 1977.

Mas foi na fabricação de escapamentos esportivos de alto desempenho para motocicletas, com sons característicos e inimitáveis, que seu nome quase virou lenda entre os motociclistas no Brasil durante as décadas de 70 e 80.

Os escapamentos Sarachú transformaram-se em conceito no Brasil, associando estilo, potência e torque. “Foi uma época muito bonita, nosso produto era uma referência”, relembra. No final dos anos 80 ele vendeu a fábrica de escapamentos e voltou à sua pequena cidade de Paysandu, no Uruguai.

“De vez em quando dou uma escapada e venho ao Brasil. Fazia tempo que eu queria vir ao Moto 1000 GP. Já conhecia o Gilson Scudeler, o trabalho dele. Aproveitei o convite do piloto Maximiliano Gerardo para conhecer”, informou, manifestando também sua avaliação sobre o Moto 1000 GP. “Vejo uma boa infraestrutura, muita boa vontade e trabalho da organização. Na pilotagem me parece que no Brasil falta uma base, os pilotos precisam começar mais novos, em motos de menor cilindrada. Acho que falta uma base maior”, finalizou o veterano entre um e outro abraço dos conhecidos.