Nova geração do motocross pensa no futuro

Eles ainda estÆo em idade escolar, resmungam para dormir, trocam figurinhas, tem vergonha das meninas e at‚ mesmo fazem manha para comer.

Mas quando o assunto ‚ acelerar, ningu‚m segura a garotada que disputa a categoria 60 do Campeonato Brasileiro de Motocross. A £ltima etapa da temporada ser  nos dias 13 e 14 de setembro, em Jundia¡/SP. Ao todo sÆo aproximadamente 40 meninos com idades entre 8 e 13 anos em meio aos marmanjos das categorias mais fortes.

Anderson Cidade, de 13 anos, ‚ um exemplo. Desde os quatro ele compete no motocross. A influˆncia no esporte veio do pai On¡lio Cidade, que tamb‚m foi piloto durante 12 anos. Hoje, Anderson ‚ campeÆo por antecipa‡Æo do Brasileiro de Motocross 2003 na 60. Ele j  acumula 13 t¡tulos e garante que boa parte deles foi conquistada de tanto observar o seu principal ¡dolo, o piloto Milton Becker, o Chumbinho, atual campeÆo da categoria 125.

A mesma situa‡Æo acontece com o piloto Gustavo Amaral que deu suas primeiras aceleradas com apenas seis anos quando o pai, ex-piloto, o levava para as pistas de motocross. De l  pra c , Gustavo nunca mais parou. Atualmente, com 13 anos, ele est  em quarto lugar na categoria. “Andei treinando bastante para esta etapa porque cometi erros banais nas anteriores. Acho que posso terminar o campeonato entre os primeiros” – acredita.

Apesar de terem iniciado cedo a carreira, esses meninos sabem que ‚ preciso muito mais do que habilidade na pista. A maioria s¢ continua no esporte quando consegue cumprir alguns compromissos tamb‚m fora dela. A escola ‚ uma das exigˆncias dos pais. Quando o Anderson come‡ou a pilotar, deixamos bem claro para ele que s¢ ir¡amos apoi -lo se fosse bem nos estudos. Acho que ele entendeu o recado porque j  at‚ ganhou medalha de bom aluno, disse o pai, On¡lio.

A fam¡lia de Thales Villardi ‚ outra que nÆo d  mole quando se trata de escola. ·s vezes aparece uma nota vermelha, mas de maneira geral o Thales ‚ bom aluno, revela a mÆe, Elaine. Segundo ela, a coisa mais dif¡cil ‚ conciliar hor rios. Certa vez ele perdeu uma prova, conseguimos marcar outra data mas ela acabou coincidindo com um etapa do Brasileiro. A dire‡Æo do col‚gio entendeu a importƒncia do motocross na vida do Thales e ele acabou fazendo a prova num outro dia.

Quando era pequeno nÆo entendia a rela‡Æo entre ir bem na escola e andar de moto. Mas como nÆo queria ficar sem me divertir, fazia exatamente o que eles me exigiam. Hoje entendo o motivo da cobran‡a e acredito que o esporte cria uma disciplina em nossa vida, revela o piloto Kristofer Florenzano, da categoria 125. Atualmente ele cursa o terceiro ano de Engenharia Civil, na PUC de Curitiba. Para quem acha dif¡cil conciliar vida de atleta com boas notas na escola, a¡ est  o exemplo: ele entrou na faculdade quando ainda tinha 15 anos.