Foto: Paulo Couto

Pobre por natureza, Economia ao máximo, Potência x Potência,

Foto: Paulo Couto

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Decidi por curiosidade, remover a vela da minha Lander 2006, e notei que ela estava muito branca, sinal de mistura pobre, porém a IE não tem regulagem de mistura, o que pode ser ? Bico entupido ? A moto está perto dos 5 mil km para ir a segunda revisão, e possúi curva de escape dimensionada e escapamento esportivo. A moto liga fácil, não afoga, está pegando velocidade final de até 138km (no painel), média de consumo na cidade de 31 km/l e na rodovia de 28 km/l, e uso sempre gasolina aditivada. Lucas, 23, Birigui, SP

R: A mistura das motos injetadas realmente é pobre mesmo Lucas. Isso não causa perigo, pois na verdade a mistura se adapta à condição de carga que você dá ao motor. Como você mesmo informa sua moto anda bem e consome pouco. Normal para sua moto. Nas carburadas é que a coisa se complica, porque por segurança esse tipo de motor trabalha com mais combustível para não correr o risco de superaquecer, mas a injeção cuida disso de outra forma, pela ignição, não se preocupe. Abraços

Caro Bitenca, tenho muito ouvido falar sobre a melhor economia possível no uso de uma motocicleta. Não sou tão mão-fechada a ponto de usar uma técnica como esta no dia-a-dia, mas na estrada acredito ser extremamente necessário (ou longe de algum posto de gasolina), em casos de ser surpreendido com combustível na reserva, por descuido ou por algum problema de vazamento. Eu estaria forcando o motor, biela, seja lá o que for se estiver numa marcha alta demais pra velocidade? Claro que não chego a ponto de girar
bastante o acelerador e ouvir os pilões socando o eixo do virabrequim, e a cada soco a moto tremer por inteiro. Minha motocicleta tem eixo cardã (Virago 535). Este pode ser danificado com o uso desta técnica? Aliás, este modo de pilotagem realmente traz um reduzido consumo de combustível? Em casos extremos, meus esforcos são para manter o giro o mais baixo possível, e acelerar (fisicamente falando, não falo de girar o acelerador) o mínimo possível para atingir determinada velocidade. Estou fazendo algo errado? Girar levemente o acelerador e esperar o giro subir até a rotação correta consome mais ou menos do que eu simplesmente manter a maior marcha possível e girar o acelerador ao máximo (para abrir a borboleta e evitar perdas por compressões)?
No mais, te parabenizo pelo esforço de manter este site no nível como está, e ainda melhorá-lo ainda mais. Franco, 30, Vitória ES.

Foto: Bitenca

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R: Franco, você está certo. O consumo é uma função da carga que você coloca no motor, então quanto menor a aceleração e a rotação, menor será o consumo. Como sua moto é carburada o mínimo de consumo sempre será na marcha lenta, sem acelerar. Porém você tem que ser prático, não adianta virar o motor a duas rotações por minuto que você não vai conseguir resultado algum, Deve haver uma certa fluidez no giro do motor, sem trancos na transmissão e o uso esperto da embreagem pode resultar na melhor condição de rotação e velocidade da moto, em situações onde o câmbio, somente, pode não resolver. Use seu bom senso, o mínimo de rotação em que o motor fique estável na velocidade da moto e na condição do terreno. Quanto mais alta a marcha maior quilometragem desenvolvida por litro.
Também quanto à aceleração, você está certo. Quanto mais tempo levar para desenvolver velocidade, menor o consumo. Abraços, e obrigado.

Olá!!! Gosto muito do site, me iniciei no mundo de 2 rodas há pouco tempo e desde entao sempre consulto o site para ler reportagens e me informar sobre lançamentos e tal. Desde que comecei no mundo de duas rodas sempre tive motos pequenas, estou atualmente com uma yamaha fazer 250, mas agora quero evoluir, quero uma moto de média cilindrada, estou na duvida entre tres modelos, são eles; honda cb600 hornet, suzuki bandit n650 e kasinski comet gt650r. Gostaria de saber sobre a potencia e desempenho de tais motos. qual a potencia da hornet, dizem que os 102 cv declarados pela honda são no motor enquanto os
85cv da bandit sao na roda, isso é verdade??? qual a potencia da comet, são 81 ou 89 cv, na roda ou no motor?? Outra duvida, a comet, com cilindrada semelhante, mas tendo um motor com
configuração diferente, tem desempenho semelhante ao das outras? Desde já agradeço! Parabens pelo site! Leonel, 27, Barbacena MG

R: Pois é Leonel. Os números não deveriam deixar dúvidas, não é mesmo? Porém cada fabricante usa um método para fazer sua medição e afora isso, há ainda os diferentes padrões especificados. Norma européia (Kw) , americana (HP) e brasileira CV. Apenas as marcas que contam com fábrica e homologação do seu laboratório no país é que poderiam fazer uma medição consistente e passível de comparação. Há um compromisso da Suzuki e Kasinski com a nova diretoria em se adequar às normas ABNT mas isso não implica que os valores divulgados sejam comparáveis, de uma marca para outra. Ainda não há uma normatização quanto à divulgação desses valores na indústria.
Além disso há a “qualidade” da potência também, quer dizer, em que faixa de rotação foi medida o pico máximo… Como é a inclinação dessa “curva” de potência… E o torque, como se comporta em ralação à potência… Enfim, vários aspectos entram na questão e como você mesmo observa, a configuração do motor também conta.
Via de regra se considera um motor DOHC com quatro cilindros (como os da Hornet e Bandit) mais potentes, e têm a tendência de entregar esse valor de pico (mais agudo) nas rotações mais altas. Demandando um cambio bem desenvolvido e uma dinâmica na pilotagem mais especializada.
No caso do V2 DOHC 4 válvulas da Kasinski, ele se comporta mais como um propulsor de faixa maior de uso da potência, proporcionando menos mudanças de marcha e uma pilotagem menos agressiva. Em algumas situações pode superar a moto de maior potência de pico. Abraços,