Foto: Pneus casados - Divulgação Bridgestone

Revisões coerentes – Pneus aos pares – Troca de guidon, o que acontece – Injetada tem reserva sim

Foto: Pneus casados - Divulgação Bridgestone

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Olá Bitenca, gostaria de parabenizar o trabalho efetuado por você (e outros colunistas)e a imparcialidade com que os assuntos são tratados no site. Vamos lá, tenho uma GS 500 e por diversas vezes que fui levá-la a revisão ouvi dos mecânicos que a tolerância limite para revisão seria de 10% da kilometragem sugerida, ou seja, se a moto tem 12 mil Km, posso fazer a revisão entre 10,8 mil e 13,2 mil, porém no manual consta apenas 100km. Recentemente, adquiri uma CB 1300 SF, e olhando o manual constatei que a revisão pode ser feita com 10% de tolerância da km (exceto a primeira). Pergunto, o manual da CB está errado? Se não há alguma razão para que um motor com mais tempo, digamos 60 mil km, ter tanta folga na revisão? Abraço, Luciano, 33, São Paulo, SP

R: Luciano, os motores novos têm necessidade de serem amaciados e portanto no início de sua vida, alguns cuidados são importantes para o resto do tempo de uso. Por isso é normal uma tolerância menor nas primeiras revisões, mas também as concessionárias têm o direito, que normalmente usam, de aumentar ou diminuir essa tolerância discriminadamente, de acordo com as condições da moto e do tipo de uso que ela recebe. Os prazos publicados nos manuais se referem ao mínimo necessário para aquelas motos e proprietários que possam oferecer mais algum risco para a fábrica no que diz respeito à garantia que eles oferecem.
Ou seja, se os mecânicos percebem que a moto recebe bons cuidados eles são mais tolerantes, até mais do que consta do manual. Obrigado por ser motonliner.


Mensagem:olá a todos!! Estou escrevendo aqui devolta, para esclarecer mais uma duvida e adicionar uma sugestão minha, pois sei do proficionalismo e atenção dos integrantes do Motonline !!! Eu tenho uma Twister 2008, e esta na hora de trocar o pneu traseiro dela, sei e entendo que vcs não indicam marcas e modelos de motos, mas sera que com os pneus podem me ajudar? Pois sei que o original já não atende mais as espectativas e possui outros melhores. O pneu da Faser é melhor, ou vcs podem indicar um de melhor aderencia e durabilidade? E a minha sugestão é vcs darem mais enfase no mundial de Moto GP, WSBK, entre outros, pois sei da carencia da divulgação destas modalidades, pois aqui no Brasil é quase esclusividade o Off-Roud; e sem falar na qualidade deste material divulgado por profissionais como o Motonline Desde já agradeço a atenção!! Huegon, 20, Boa Ventura de São Roque, PR

Foto: guidon - Bitenca

Foto: guidon - Bitenca

R: Huegon, o melhor pneu é o que faz par com o seu dianteiro. Se quiser pode trocar os dois por um par compatível e da mesma medida dos originais. Na verdade, a qualidade dos originais é boa mas pode mudar sim, desde que seja por um par feito para trabalhar em conjunto. Não se deve usar um pneu dianteiro e um traseiro de marca ou modelos diferentes.
Sempre divulgamos os fatos marcantes do moto GP e do WSBK mas teremos mais material e um formato mais atraente em breve. Abraços.


Bitenca troquei o guidon da minha NXR 150 Bros 2009 para um Fyl para posteriormente colocar um protetor de mão da Circuit. O da bros era de aço e tampado nas extremidades. E bem pesado. Ja o fly e de alumínio. De cara senti a diferença da posição pois o Fly e mais baixo uns 4 cm (não medi) e mais largo, alem de ser mais “reto”. Melhorou para fazer curvas em baixa, mas em alta, 90-100Km/h sinto muito leve ao virar.
É impressão minha ou e o fato de não ter mais o peso nas extremidades?Acho que senti a sensação de esterçar descendo a serra com o guidon antigo, virava o guidon mas a moto continuava a fazer a curva… (e isso?) Como será com esse novo ja que na reta ja sinto uma diferença? Leonardo, 26, Rio de Janeiro, RJ

R: Então Leonardo, você está se deparando com os problemas que aparecem quando modificamos a moto. Perceba que os engenheiros da fábrica não passam a vida bolando peças bonitas como alguns fabricantes de acessórios que não se preocupam com a função deles. Muitos desconhecem detalhes do funcionamento de uma moto e das peças que fabricam e acabam por estragar um bom projeto.
De fato, os pesos no guidão entre outras coisas equilibram a moto nas curvas, permitindo um esterço natural e sem muitos repentes. Já com o guidão leve, você vai ter a moto mais arisca e às vezes vai ter a impressão que ela não obedece aos seus comandos. Experimente com a transferência do seu peso, dependendo da sua estatura, mais à frente e para dentro da curva. Tipo com o queixo sobre a mão do lado interno da curva. Vai sentir o pneu “pegar” melhor no chão e a frente deve estabilizar.
Vai contar com uma frente mais rápida mas menos equilibrada e vai ter que controlar a situação.
Boa sorte.