Horizon

Teste Dafra Horizon 250

Uma Moto custom tem que ter estilo e acabamento. Todo motociclista que procura uma moto desse tipo espera exclusividade, desempenho e conforto. A Dafra Horizon 250 vem preencher essa necessidade na categoria das 250 cilindradas. Não que as pequenas de 150 (Dafra Kansas, Kasinski Mirage e Suzuki Intruder) não agradem, mas a partir das 250 já é possível encarar uma estrada com mais desenvoltura.

Dafra Horizon 250: brilho de todos os lados

Dafra Horizon 250: brilho de todos os lados

A Dafra Horizon 250 tem muito cromo, muito preto fosco no motor e vários detalhes caprichados como as manoplas com frisos cromados e espelhos bons e bem acabados. Os detalhes da pintura de dois tons, com frisos estilo “pinstripe” mostra a atenção da fábrica em fornecer um produto bem acabado. E é isso que um consumidor desta categoria quer: brilho e estilo. E o desempenho desta moto está bem adequado à proposta.


A Dafra tem adotado um estratégia de atacar nichos com produtos de melhor qualidade onde os concorrentes não estão ou onde há demanda, mesmo que reduzida. Foi assim com o scooter Citycom que está sozinho há mais de 3 anos, com a Next, que capturou para si um pedacinho do segmento das street de 250/300cc, e agora com esta Horizon, que tenta ser a custom de entrada do segmento. Ela chega até a ser confundida com uma moto maior, como acontecia com a descontinuada Yamaha Viraguinho, sonho de consumo da maioria dos motociclistas que gostam de custom pequena. Seu porte avantajado impõe respeito no trânsito e o ronco mais encorpado do motor colabora decisivamente para isso.

Dafra-Horizon, com os equipamentos, bagageiro, encosto para o garupa e para brisa fica bastante atraente

Dafra-Horizon, com os acessórios: bagageiro, encosto para o garupa e para brisa fica bastante atraente e com maior utilidade

A posição do piloto é confortável e não muito avançada. Apesar dos controles serem adiantados, não vão muito à frente, obrigando o piloto a ficar quase esticado, como acontece em alguns modelos custom. A posição das pernas do piloto fica bastante natural e o assento dá um bom apoio para a coluna. Os braços acionam os controles do guidão em uma posição bem natural. Com garupa, o piloto fica um pouco mais adiantado e deve curvar um pouco a coluna, o que aumenta a fadiga. Talvez coubesse um ajuste da posição do guidão: um pouco mais baixo e mais reto.

Ao garupa é dado bastante conforto desde que a moto esteja com os acessórios. E neste caso o fabricante dos acessórios (junto com a Dafra) poderia ir além e oferecer um banco maior e um pouco mais alto para o garupa, que não ficaria com as pernas tão dobradas. Mas se a Horizon não tiver os acessórios, não arrisque levar um garupa sem esse encosto. Sua posição fica bastante instável e até arriscada.

O motor é pequeno mas dá a impressão de ser grande por causa das grandes laterais, simulando a caixa de câmbio

O motor é pequeno mas dá a impressão de ser grande por causa das grandes laterais, simulando a caixa de câmbio. O acabamento em preto, os cromados como os grandes escapamentos e a caixa circular influem nesse aspecto também

O motor é um monocilindrico de 250 cm3 arrefecido a líquido e conta com sistema de injeção eletrônica. Comandos de válvulas duplos no cabeçote (DOHC), quatro válvulas e uma configuração super quadrada (diâmetro maior que curso – 73 x 59,8mm) fazem os giros desse motor irem ao alto das 8000 rpm (imaginários, pois não há conta-giros) para poder entregar todos os 23 cavalos. O torque também é bom, com 2,2 Kgf.m, está presente em baixas rotações e permite trafegar com tranquilidade no trânsito já em 3000 rpm. Os escapamentos duplos, estilo “shot gun”  são mais decorativos do que qualquer outra coisa mas servem também para deixar o motor respirar mais livremente. Detalhes cromados recobrem as partes mais quentes para proteção e promovem maior brilho ao sistema.

Na visão do piloto ele repara no velocímetro bem centralizado, com uma pequena janela de cristal líquido para o odômetro parcial e os belos controles elétricos dos punhos - O para brisa é acessório

Na visão do piloto ele repara no velocímetro bem centralizado, com uma pequena janela de cristal líquido para o odômetro parcial e os belos controles elétricos dos punhos – O para brisa é acessório

O painel cromado sobre o tanque mostra o indicador de combustível e as luzes espia – Apoio lateral, reserva do tanque de gasolina, neutro e falha na injeção eletrônica. O bocal do tanque fica sobre esse painel também

Não tem tacômetro e as rotações ideais de trabalho, principalmente nas estradas, são bem altas e a vibração também. Uma velocidade de cruzeiro de 120 km/h é fácil de atingir, mas o erro do velocímetro é grande, da ordem de 12%. Quer dizer que quando o ponteiro indicar 100 km/h, na verdade você vai estar a 88 Km/h reais. Mas se a sua proposta for mais urbana ela pode trabalhar em rotações mais baixas, sem problemas. Porém, em dias quentes a embreagem, se mais abusada, vai sentir o aquecimento e acaba “saindo” mais cedo, com tendência a agarrar e fica mais baixa na alavanca e isso inclui alguma vibração.

Os instrumentos são compostos por um grande velocímetro sobre o farol e um painel cromado sobre o tanque com o indicador de combustível e várias luzes espia. Até acostumar-se, você fica procurando as luzes espia lá na frente e só vai encontrá-las aqui embaixo. Isso obriga o piloto muitas vezes a desviar completamente o olhar da pista, o que pode ser perigoso.

Rodar com a Dafra Horizon logo se percebe imponência do porte custom que atrai olhares, se não pelo porte, neste caso pelo brilho. As rodas de liga leve com pneus grandes fazem o rodar ficar macio, colaborando nisso também a suspensão. Macia e bem calibrada para uma custom, oferece até mais conforto do que seria esperado para uma moto desse tipo e porte, mas por isso mesmo, nos maiores e grandes buracos das ruas brasileiras a frente bate e a traseira, com garupa, dá fim de curso.

A moto é longa. Seus 1500 mm entre eixos não facilitam contornar muito bem entre os carros. Então a proposta é ir com mais calma e curtir o passeio. Chegando na estrada ela mostra suas outras qualidades. Bom motor, evolui bem nas arrancadas e atinge boa velocidade de cruzeiro. Acima do ponto de maior vibração, a viagem se torna mais prazerosa e a vibração diminui bastante e pode-se andar longos períodos sem se cansar. Parece uma cruiser original americana, mas com uma vantagem: custo baixo e muita economia com uma média de 30 km/litro que admite rodar 300 km com um tanque de gasolina sem risco.

A ciclística é padrão, mas no começo você estranha. Sobre pequenas imperfeições do piso, como canaletas ou faixas de sinalização, ela balança um pouco. Oferece menos precisão na direção do que seria desejável, mas não passa disso, mesmo em situação de estresse no chassi e suspensão ela responde bem. Apenas copia um pouco as irregularidades da pista. Mas não se assuste, pois ela balança, mas não compromete.

Ao preço de 14.385,00 (FIPE) ela entrega o que promete. Uma custom pequena, econômica, de bom visual, confortável e que pode até ser inserida nos grupos de motociclistas sem ficar pra trás.

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Ficha Técnica Dafra Horizon 250

Ficha Técnica Dafra Horizon 250