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Borracha que gera energia

borracha2A tecnologia digital está em todo lugar e a Internet of Things, IoT, está tomando forma, ambas preocupando muita gente por não saber de onde virá a energia necessária para tudo isso.

A Ricoh japonesa tem deixado claro que uma das soluções é a borracha que gera energia, com polímeros piezoelétricos convertendo tensão, pressão, deformação, distensão, vibração e outros esforços em energia elétrica, com extrema flexibilidade e durabilidade.

Os materiais piezoelétricos existem em duas formas principais, cerâmica e polímeros, ambos baseados no principio de uso de força mecânica para gerar eletricidade e ambos usados em eletrônica para gerar energia em aplicações especializadas, como sensores de vibração e pressão.

É verdade que ambos têm um lado fraco, com a cerâmica convertendo a vibração em energia com alta eficiência, mas que é pesada, frágil e geralmente inclui chumbo tóxico, enquanto os polímeros são mais leves e flexíveis, mas não muito eficientes.

borrachaA Ricoh garante que a nova borracha geradora de energia combina essa alta geração com flexibilidade. Ela não só é mais frágil que a cerâmica, mas também mais flexível e durável do que outros polímeros, suportando bem milhões de usos em testes. Além disso, é sensível a cargas leves e, curiosamente, sob cargas pesadas gera altas energias.

A Ricoh não está dizendo muito a respeito de como a nova borracha funciona, sua composição e especificações, mas diz abertamente que está no meio de mais pesquisas para produzir uma versão viável do polímero para aplicações tanto de sensores como de energia.

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José Luiz Vieira, Diretor, engenheiro automotivo e jornalista. Foi editor do caderno de veículos do jornal O Estado de S. Paulo; dirigiu durante oito anos a revista Motor3, atuou como consultor de empresas como a Translor e Scania. É editor do site: www.techtalk.com.br e www.classiccars.com.br; diretor de redação da revista Carga & Transporte.

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