Foto: Corte da corrente com retentor - Bitenca

Entrando areia na corrente – Atrito no corredor.

Foto: Corte da corrente com retentor - Bitenca

Foto: Corte da corrente com retentor - Bitenca

Areia na corrente, Bitenca nas perguntas do Leonardo (19/05/2010) e do Caetano (24/05/2010) voce disse que o melhor é uma relação com retentor e não passar oleo so o WD (ou similar). A minha moto é uma Yes e instalei um Kit de relação com retentor da VAZ, a transmição original da Yes é sem retentor, ai pergunto moro em Vitoria-ES e tem bastante areia por aqui é so passar WD ou de vez em quando tem que passar algum lubrificante especifico tipo o que a propria Vaz vende? Agradeço Antecipadamente. Alvaro, 26, Vitória, ES.

R: Teoricamente sim Álvaro. Se a sua corrente for de boa qualidade os retentores vão manter a lubrificação dentro dos pinos e a areia fora. O óleo atrai a areia e produz uma massa abrasiva que vai desgastar tudo mais rapidamente, por isso o anti-ferrugem atua melhor nesses casos. Porém, se os anéis de borracha e o material da corrente não for de boa qualidade a lubrificação se esgota rapidamente por infiltração nos anéis e o desgaste também é rápido. Apenas fique atento no desgaste da corrente. Boa sorte.


ATRITO NO CORREDOR
Boa Noite, sou novo no mundo das duas rodas. comprei minha 1a moto em Março desse ano. (YBR Factor ED). Como sou de São Paulo grande parte do trajeto que faço acontece em corredores, muitas vezes bem estreitos. Na moto original, percebi que o limite da largura são os retrovisores. Reparei que muitos motociclistas usam os retrovisores na vertical ou trocam por modelos menores perdnndo alguns centímetros de largura e ajudando na passagem pelo corredor. é seguro/aconselhável o procedimento visto que a área de visão do retrovisor diminui? Como coloca-lo na vertical já que ele nao permite tamanha mobilidade? (por favor responder no email também). Obrigado Ka, 24, São Paulo, SP.

Foto: Atrito no corredor - Arquivo Motonline

Foto: Atrito no corredor - Arquivo Motonline

R: Olá Ka.
De fato, os retrovisores foram feitos para verificar o trânsito atrás do motociclista e diminuir essa visão não acho conveniente.
Numa grande cidade como São Paulo, as motos competem pelo espaço com automóveis, ônibus, caminhões, pedestres, ciclistas, carrinhos de supermercado, bicicletas, etc. A atitude de alguns motociclistas é justamente tirar vantagem da agilidade e rapidez no trânsito com seus veículos. Acontece, porém, que essa atitude denigre a sua imagem pois eles acabam por não ter paciência em esperar um segundo a mais que seja, na passagem de um outro transeunte. Mostram impaciência, agressividade e assim despertam mais agressividade ainda dos que os rodeiam. Acabam por piorar a sua vulnerabilidade no trânsito, que naturalmente já é grande.
Use os espelhos (originais convexos) e todos os equipamentos de segurança da melhor forma possível e dirija com mais cortesia.
A motocicleta oferece muita mobilidade, então não procure tirar mais vantagem modificando sua moto e pagando o preço com sua segurança. Um pouco mais de calma, menor velocidade nos corredores aumenta sua segurança porque facilita uma manobra evasiva, muito mais que uns centímetros a menos na largura. Isso é que no fim, permite uma convivência melhor entre os habitantes das metrópoles. Abraços,

Bitenca, boa tarde, realmente concordo com tudo que você falou, principalmente na parte da agressividade gerar mais agressividade. Porém o principal problema que eu acho que vem acontecendo é a “agressividade” do motociclista com o próprio motociclista. Ao modificar o retrovisor, o principal motivo não é ficar mais ágil e sim não atravancar o corredor.
No trânsito de São Paulo muitas vezes é impossível o entra e saI do corredor por causa do trânsito parado e “aguardar um pouco” parado no corredor não é seguro por causa dos “vidas lokas” que querem te passar “no matter what”.
Um exemplo: Na última sexta-feira, pré-jogo do Brasil. Eu estava no corredor atrás de uma Custom que é um pouco mais larga. Apesar dela estar andando, estava em velocidade abaixo do “normal” do corredor. Eu, inexperiente e “com medo” ainda aceitei a situação e andei normalmente atrás dela. Depois de 1 minuto, porém, começou a juntar uma fila de motociclistas atrás de mim, xingando o companheiro a frente, buzinando, dando luz alta, subindo o ronco do motor e forçando passagem pelo lado. Não havia como ela enconstar porque 1-Ela estava andando a uma velocidade consideravel (40km/h) e 2-não havia espaços entre os carros por causa do transito parado. Visto a situação achei mais seguro ultrapassa-lo. não preciso dizer que é uma manobra totalmente arriscada (duas motos no corredor), mas seria melhor do que correr o risco de ter alguém me ultrapassando no corredor a cada 10 segundos.
Resumindo a história, com o aumento do número de motociclistas, podemos dividi-los entre os “agressivos” e os “seguros”. Porém o espaço não aumentou na mesma proporção. somos obrigados a dividir o pequeno espaço com os “agressivos”. Não vejo problema em aguardar um pouco entre dois carros, mas isso não significa que seja mais seguro. ignora-los as vezes pode ser até menos seguro. A faixa única para motos impede a ultrapassagem e o escoamento de pessoas em velocidades diferentes. Esse não seria um grande problema pro futuro? qual sua opinião? Obrigado pela resposta. Ka

Pois é Ka,
Vivemos essa situação todos os dias. Os dois centímetros a menos no guidão não vão desatravancar os corredores mas vão sim, prejudicar a visão pelos espelhos. Não acho que compensa.
Aos “Vidas Lokas” que querem passar quem anda a 40 Km/h nos corredores, esclareço:
Já nessa velocidade e pior acima disso, num corredor de um metro e meio, com carros parados ou quase, qualquer necessidade de desviar de uma moto que entre no corredor, uma porta que se abre, um carro que feche levemente o corredor, etc. vai coloca-los em uma situação de alto risco de acidente. Eles podem até escapar freando e com contra-esterço do primeiro obstáculo mas do segundo ou terceiro eles não escapam. Batem num automóvel ou pior, na traseira de um caminhão. Acho que nem eles querem isso.
O problema é o excesso de confiança que eles têm, se achando os “pilotos”. Mas isso acaba rápido, quando acontece um acidente. Esperamos que possam aprender a lição de maneira mais suave.
O segredo é ter paciência com eles, enquanto esbravejam e buzinam, só abrir espaço para passarem quando puder, com segurança. Rezando para que aprendam a andar em velocidade compatível sem sofrer a lição mais dura da vida. O choque de realidade.