Foto: Bitenca

Gosto pelas clássicas, Suzuki rica, Não indicamos moto, Não temos rabo preso, Efeito das massas em movimento

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Bom dia, primeiro gostria de dizer que o site é muito bom, e em segungo, eu gostaria de uma ajuda, eu estou pensando em adquirir uma moto e queria uma RD350 ou uma CBX750 Indy, mais não entendo muito de motos, é uma fria comprar um destes 2 modelos? é fácil achar peças, fazer manutenção? Sei que são antigas, mais tenho verdadeira paixão por esses 2 modelos. as 3 matérias que tem sobre elas, estão muito bons…. mais continuo na dúvida…
Sergio, 28, São Paulo, SP

R: Obrigado Sergio, e olhe só: Com certeza a RD vai ter manutenção mais barata, por ser de motor dois tempos que tem menos peças móveis. Mas nenhuma das duas seria uma boa opção para um uso cotidiano, no trabalho e em transporte diário. Vai requerer uma manutenção constante e as peças serão mais difíceis de arranjar. O bom gosto pelas motocicletas clássicas requer também um gosto pela mecânica, pelo menos tenha um profissional de confiança que dê conta do recado. Assim, tanto a Indy como a RD serão motos que com certeza vão lhe dar muito orgulho de possuir. Abraços, e boa sorte.

Tenho uma Suzuki 1994 que queima rico,nao tem jeito.Pode me dizer como passar no Controlar? Michel, 59, São Paulo, SP.

R: Michel, naturalmente essas motos têm um desgaste excessivo nas agulhas do difusor e a sua também, pode ter esse problema. O excesso de combustível pode ser resultado do aumento da folga entre as agulhas e os difusores causado pela vibração. Isso pode ser compensado até certo ponto pelo nível da bóia, que deve ser abaixado conforme necessário. Ajuste também a lenta com um pouco de falta para melhorar as emissões. Nas matérias Carburação 1, Carburação 2 e Carburação 3 explicamos a teoria e o funcionamento dos carburadores de motos. Pode lhe facilitar esse ajuste. Para melhorar as emissões na marcha lenta, ultrapasse o ponto de maior aceleração, em 1/4 de volta em cada parafuso de ar. Isso pode até uma pequena instabilidade na rotação lenta que você pode aceitar como um pequeno mal necessário à baixa emissão. Velas novas e se possível de Iridium vão minimizar essas emissões também.
Abraços,

Ola beleza? estou querendo comprar uma moto para pequenas viagens, mas com custo pequeno, qual seria ideal para mim. tenho 1,90 de h peso uns 85 kg. estava na duvida entre uma fazer 250, uma lander250 e uma falcon, apesar desta ultima ter saido de linha! por favor, me ajudem! ja li todos os testes desses modelos, mas ainda tenho muitas duvidas! obrigado pela atençao e aguardo respostas! Thiago, 27, Contagem, MG

R: Thiago, nós não indicamos motos, continue a sua pesquisa e escolha com base nos seus critérios e poder de compra. Visite nosso forum que contempla tópicos de todas as marcas e vários modelos. Boa sorte,

Olá pessoal, parabéns pelas sempre ótimas matérias e pela total imparcialidade sentida nos comparativos entre marcas, pois sempre ouvi dizer que este site era patrocinado pela Honda, e não é o que se vê. Gostaria de esclarecer uma dúvida. É verdade que as motos equipadas com eixo cardã na transmissão final sofrem a ação da força centrífuga desta peça nas curvas, o que remeteria/forçaria a moto a seguir em linha reta?
Flávio, 42, São Paulo, SP

Flávio, estamos abertos a todas as fabricas de motos e nosso compromisso é com o motociclismo, com nossos leitores e com a verdade.

Tenho uma dúvida que não consigo esclarecer. É que quando freio em circunstancias limites, a roda traseira se desloca para a direita, deixando assim a moto cruzada diagonalmente. O freio dianteiro responde e consigo manter a direção por uns metros, mas já o tive que soltar para corrigir o sentido da moto. Tento descobrir se o comportamento do veículo é próprio da sua estrutura ou o defeito vai montado nele. Ajudem-me com suas dicas!!! Abraços Gustavo, 43, Santa Rosa, RS

R: A força centrífuga do eixo cardan existe no momento de sua rotação sobre seu próprio eixo. Não há possibilidade dessa força agir de outra forma na moto que não seja sobre ele mesmo. Seus mancais e acoplamentos nos pares de engrenagens motora (coroa e pinhão) e tracionadora na roda é que sofrem um esforço adicional por mudar o eixo do movimento de rotação em 90 graus. Por exemplo, nas V2 de virabrequim transversal essa mudança se faz duas vezes e isso causa uma perda de energia adicional por atrito de cada um dos conjuntos coroa e pinhão.
Além disso, há uma má fama adquirida nas antigas BMW que por um desequilíbrio das massas em movimento (hoje resolvido muito bem, porque há várias peças que giram no sentido inverso do motor), provocava uma alteração na inclinação da moto na curva. Isso não era causado pela força centrífuga, e sim por causa das massas em rotação dentro do motor que quando aceleradas provocavam uma reação do conjunto que causava uma instabilidade, deitando a moto para dentro de uma curva ou fazendo com que ela saísse dela, dependendo do lado que se inclinava a moto. Aprenderam a fazer uso dessa força, principalmente nas motos de cross que aceleram para levantar a frente no ar ou freiam para descê-la. A própria BMW, na 450 X utilizou esse efeito, fazendo com que o motor virasse ao contrário, (sentido horário) para manter a frente no chão, nas altas acelerações, o que rendeu ao modelo uma dirigibilidade excepcional nos Enduros.

Gustavo, Se sua moto sempre sai para o lado, isso é conseqüência de um problema de alinhamento no seu chassis. Ou por causa de alguma folga excessiva na balança da suspensão traseira, ou por causa de algum tombo ou batida que ela tenha sofrido. Às vezes uma falta de alinhamento da frente, como garfo torcido e/ou mesa torta também podem causar uma falta de alinhamento entre as rodas e essa instabilidade nas curvas. Mande verificar seu chassis numa boa oficina de sua confiança.
Andando uma vez com um amigo numas trilhas, debaixo de chuva, ele não conseguia subir um oleoduto íngreme porque a sua corrente havia sido esticada por um lado só, colocando a roda numa leve diagonal em relação à frente, resultado: Vários tombos e permanecemos isolados na trilha até quase de noite, quando secou o chão e a moto passou pela subida antes enlameada.
Independente de disso tudo, há em nós a tendência de ao travar a roda traseira, levar a moto a sair para a direita, que é onde se tem o apoio do pé que está livre do freio, e assim procurar o apoio. De fato, a frenagem equilibrada, nos dois freios dá mais controle e modulação. Será que não é esse o seu caso? Se for, procure treinar em local seguro o controle nas situações limites, para se necessário, você executar uma frenagem perfeita, melhor que com ABS e com total controle da situação. Por isso, pessoalmente sou contra esse equipamento. Pés nas pedaleiras, vá sentindo o travamento das rodas na condição limite de frenagem, apertando e soltando os freios se travar, hora mais o dianteiro, hora mais o traseiro, hora os dois iguais e assim “pegando a mão” da melhor forma de parar a sua moto com controle e eficiência. Treine em condições de segurança e aprenda a sentir o quanto você pode aplicar de freio em cada roda, sem perder o controle da situação.
Abraços,

É isso Bittenca!!! A moto não é o problema, é nova e bem revisada. Mas quando aprendi com 15 anos com uma Lambreta 125, frear era preferentemente com a traseira, pela distribuição de peso e por que a suspensão dianteira tinha um curso muito curto é batia forte. Agora freio com a dianteira também, mas “o reflexo original” deve fazer com que ante no perigo atúe mais com o pé.
Obrigado, muito mesmo, pela resposta e por todo o que aprendo no seu site. Abraço. Gustavo

Obrigado Gustavo. O site é mantido por uma grande equipe e cada um faz o seu trabalho, coordenados pelo nosso grande editor Ryo Harada. Eu sou só mais um orgulhoso componente dessa equipe.