Desempenho de Jean Ramos no AMA SX despeta interesse da mídia americana

Jean Ramos ganha mais espaço na mídia americana

Desempenho de Jean Ramos no AMA SX despeta interesse da mídia americana

Desempenho de Jean Ramos no AMA SX despeta interesse da mídia americana

Jean Ramos no campeonato AMA de Supercross tem despertado o interesse da mídia especializada, que direciona seus holofotes ao piloto brazuca. Jean tem dado “dor de cabeça” para os pilotos favoritos do evento, o que  está gerando simpatia do público americano e, consequentemente, motivando a mídia a falar dele para o público da modalidade.

Leia abaixo a tradução da entrevista feita pelo site norte-americano South East MX com o piloto brasileiro Jean Ramos, que está disputando a classe 250 do AMA Supercross.

A primeira vez que ouvimos falar seu nome foi ano passado quando você veio para os EUA disputar algumas etapas do AMA Supercross. Você tinha acabado de conquistar o título brasileiro de Motocross e perdeu a vaga como piloto oficial Honda. Você era o campeão! Como isto aconteceu?

Jean Ramos: As coisas estavam diferentes no Brasil naquela época, 2011 foi um ano ruim para a Honda. Dos cinco pilotos oficiais, três estavam machucados e um faleceu, eu era o único na equipe participando dos principais campeonatos e em condições de disputar os títulos. Fui Campeão Brasileiro e Vice-campeão no Arena Cross, minha vinda para o AMA Supercross estava acertada, fiz tudo da maneira correta, mas parece que para a equipe não foi da forma que eles queriam. Assim que cheguei aqui nos EUA a equipe me informou que eu não os representaria mais na próxima temporada, o que me magoou muito e caiu como uma bomba em cima de mim. O curioso foi que em 2012, outro piloto foi campeão pela Honda e também ficou desempregado, acredito que o problema não são os pilotos.

No ano passado você disputou três etapas chegando à final e marcando bons resultados como um piloto privado. Como foi o restante da temporada e onde conseguiu ajuda para completá-la?

Jean Ramos: O ano passado foi uma loucura. Estava aqui nos EUA sem contrato para correr aqui e no Brasil, mas na última hora a X Motos do Brasil me ofereceu uma vaga em sua equipe e pudemos fazer um bom trabalho. Tenho um bom suporte do time e toda a estrutura e apoio necessários e, com isto, poderei neste ano me concentrar nas etapas que vou participar aqui nos EUA e para o campeonato nacional em meus país.

Você já tem equipe para este ano? Para quem vai pilotar nesta temporada? Vai disputar toda a rodada do Costa Oeste do AMA Supercross?

Jean Ramos: Aqui nos EUA eu tenho que ir atrás de tudo, desde minha alimentação até a gasolina especial para as corridas. Neste ano tem sido um pouco mais fácil, com muita gente me ajudando. Continuo defendendo a Escuderia X Motos do Brasil tanto no Brasil quanto aqui na Califórnia. Meu principal objetivo é disputar as seis primeiras etapas do AMA, mas tentarei voltar para correr as últimas três, vai ser na mesmo época da abertura do campeonato no Brasil, então precisarei checar as datas.

Você está disputando a classe 250 da Costa Oeste, até o momento das cinco disputadas você chegou ao evento principal em três delas, o que aconteceu em Phoenix e Anaheim 2, onde você não conseguiu chegar às finais?

Jean Ramos: Tudo acontece muito rápido no Supercross, então cada detalhe é muito importante. Em Phoenix eu sofri uma queda na primeira curva da ‘Heat’ e consegui me recuperar até a 10ª posição. Sem uma boa largada na ‘Last Chance’, não tive chances de me classificar. Em Anaheim estive em nono até a última volta mas cometi alguns erros e perdi a posição. Tenho sempre ficado entre os 20 mais rápidos nos treinos de classificação, mas ainda estou errando muito e isto tem me custado algumas classificações para o Evento Principal.

O que tem sido o mais difícil em vir para os EUA e tentar sozinho se estabelecer no esporte?

Jean Ramos: Tive apenas três semanas para me preparar para o AMA Supercross e os pilotos daqui tiveram três meses, além das melhores pistas e equipamentos do mundo. Quando consigo andar no mesmo ritmo, já é hora de voltar para o Brasil, acredito que com mais tempo e uma moto melhor preparada poderia mostrar muito mais do que sou capaz.

Antônio Balbi é um piloto brasileiro bastante conhecido aqui e teve algum sucesso nas provas do AMA Supercross e Motocross, vocês tem treinado juntos?

Jean Ramos: O Balbi tem um nome muito forte aqui e é reconhecido, isto tem me ajudado muito. Sempre nos encontramos nos boxes e trocamos informações, como as melhores linhas de cada pista e algumas dicas no que preciso melhorar.

Vocês se falam com frequência? Ele te dá algum conselho em como melhorar sua carreira aqui nos EUA?

Jean Ramos: Ele tem muita experiência aqui nos EUA e sempre me explica como as coisas funcionam por aqui, mas evoluir aqui só depende de mim. Treinar duro e correr atrás de meus objetivos.

Com quem você tem treinado para melhorar sua velocidade e resistência para as provas do AMA Supercross, e tem sido muito diferente de sua rotina para vencer as provas dos campeonatos no Brasil?

Jean Ramos: Estou sempre na pista, adoro treinar. Sempre procuro os traçados mais difíceis e quando Tomac, Roczen, Musquin e outros pilotos de ponta aparecem para treinar, tento acompanhá-los para ver onde preciso melhorar. As competições são diferentes aqui, com várias provas curtas onde as primeiras voltas são muito importantes e isto tem sido minha fraqueza por enquanto, mas tenho trabalhado duro pra melhorar.

Que conselho você daria aos pilotos brasileiros que pensam em vir competir aqui, se espelhando em sua atuação, assim como você se espelhou em Balbi?

Jean Ramos: Nunca desista, sempre vai ser difícil mas sem dor não há vitória.

Depois do fim das etapas da 250 na Costa Oeste você planeja ir para o Leste e disputar alguma etapa da 450?

Jean Ramos: Não, meus planos são de ficar aqui na Califórnia treinando em pistas de Motocross e me preparar para a temporada brasileira.

Você planeja disputar alguma prova do AMA Motocross este ano ou até mesmo toda a temporada?

Jean Ramos: Sim, planejo voltar e participar de algumas etapas do AMA Motocross, talvez a segunda e terceira rodadas, mas preciso esperar a confirmação do calendário brasileiro.

Quem está em sua equipe este ano e quem gostaria de agradecer?

Jean Ramos: Gostaria de agradecer a X Motos do Brasil, Adrenalinamx.com, Thato Graphics, TBT Supension, Pro Circuit e Denis Steperson, Travis Flateau, Travis Cage, Bernardo Bens, além de todos que estão me ajudando aqui.

Jean, obrigado por nos ceder um pouco do seu tempo, esperamos que esta entreviste lhe traga um pouco mais de visualização tanto de nossos fãs como do pessoal da industria daqui deste lado dos EUA que nos acompanha.