Motocicletas- mercado acelerado

A venda de motocicletas cresceu cerca de 75% nos £ltimos dez anos e para 2003, a previsÆo ‚ de que um milhÆo de unidades sejam produzidas no Brasil

Segundo pesquisa da Abraciclo- Associa‡Æo Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas, somente 8% dos compradores levam um modelo de duas rodas para desfrutar de sua potˆncia. Metade dos consumidores adquire uma moto para substituir os transportes coletivos. As motos se tornaram uma sa¡da econ“mica para milhäes de pessoas, pois saem mais em conta. Passaram a competir, inclusive, com o carro – cujas vendas ca¡ram cerca de 25% nos £ltimos cinco anos.

O reflexo de situa‡äes como estas ‚ o aumento na venda de motocicletas por aqui, cerca de 75% nos £ltimos dez anos. Atualmente, o Brasil ocupa o sexto lugar no ranking de produtores. O n£mero de motos trafegando no pa¡s aumenta cerca de 20% a cada ano. Segundo a Abraciclo, a produ‡Æo deve alcan‡ar em 2003 o patamar de um milhÆo de unidades, contra as mais de 861 mil do ano passado.

Franklin de Mello, diretor executivo da Abraciclo, afirma que as vendas de motocicletas deslancharam a partir de 1993, quando as montadoras decidiram alcan‡ar os consumidores que ganham entre dois e trˆs sal rios m¡nimos. Como? Com o cons¢rcio, no qual o cliente paga presta‡äes em torno de R$ 70,00. De acordo com Mello, esse valor ‚ inferior ao que a pessoa gastaria com transporte p£blico. Hoje, essa forma de pagamento representa 54% das compras.

Al‚m da facilidade de pagamento, um outro dado chama aten‡Æo. Em janeiro de 1994, as motos chamadas “populares” de 100 a 125cm3 custavam em torno de US$ 2.950. Atualmente, custam US$ 1.440. “Esses ve¡culos tiveram reajuste de 60%, contra uma infla‡Æo em torno de 200% desde a implanta‡Æo do Plano Real”, informa Franklin de Mello.

Propriet rio de uma concession ria na Asa Sul, Ant“nio Augusto acredita que um fator importante ‚ a economia com combust¡vel que as motos populares proporcionam. Uma Honda C 100 Biz faz cerca de 50km por litro. Normalmente, as motos de 125 fazem em torno de 35km por litro. Bem mais econ“micas que os carros populares.

Junto com o crescimento nas vendas e na produ‡Æo, vieram os acidentes. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econ“mica Aplicada (IPEA), 82% dos acidentes com motocicletas envolvem v¡timas. Cada um custa cerca de R$ 35 mil. O valor cai para R$ 8,8 mil nos casos que nÆo envolvem v¡timas.

Segundo recente pesquisa do Departamento de Sa£de Coletiva da Universidade de Bras¡lia, 77,5% dos motociclistas do DF j  se feriram em acidente de moto. Quase a mesma quantidade dos que conheceram algu‚m que faleceu em acidente com motocicletas (74,3%). A pesquisa revela tamb‚m que 90,8% dos entrevistados admitiram nÆo se importar com as leis de trƒnsito em caso de urgˆncia.