Foto: Divulgação

Parte 2 – Respostas da Concessionária e J. Toledo Suzuki

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A Concessionária Feltrin Suzuki nos respondeu: “Prezado Sr. André Garcia Colunista Segurança & Legislação e Consultor Jurídico do Motonline

Acusamos o recebimento de reclamação do Sr. Marco Villan, datada de 09/09/2010. Sobre ela, temos a tecer as seguintes considerações:
1 – O Sr. Marco Villan deixou sua moto (GSX 650-F) em nossa oficina, em 06/09/10, para fazer a revisão de 1000Km; no entanto, diversamente do que relatou, nenhum problema foi constatado por ele no momento da retirada da moto, até porque não havia problema.

2 – É absolutamente descabida a afirmação de que “a moto havia rodado 10Km dentro da oficina”; aliás, quanto à quilometragem, é de se esclarecer que a tolerância para as revisões gratuitas de 1000 e 3000Km é de 10%, sendo certo que a moto do Sr. Marco Villan entrou em nossa oficina com 1232Km, quando já ultrapassada a faixa de tolerância, portanto; e ainda assim fizemos a dita revisão gratuita. E mais: ao deixar a moto em nossa oficina, o Sr. Marco Villan nem mesmo apresentou o certificado de garantia do veículo, prometendo fazê-lo ao retirar a moto, o que novamente não aconteceu; apesar disso, liberamos o veículo, sob o risco de nossa loja nem mesmo receber o valor da mão-de-obra da Suzuki (para isso dependemos da apresentação do cupom constante do mencionado certificado). Para revisões fora do prazo, como foi o caso do Sr. Marco Villan, o valor de mão-de-obra é de R$ 230,00, e nem mesmo essa quantia foi cobrada do referido cliente.

3 – Quanto à afirmação de que a “lâmpada de seta estava queimada”, esclarecemos que, ao retirar a moto de nossa loja, não havia nenhuma lâmpada queimada e nenhum problema foi constatado na parte elétrica. Segundo informou nosso técnico, na inspeção que realizou em 09/09/10, na residência do cliente, foi constatado que havia um plug desconectado, que foi gentilmente reconectado por nosso funcionário. É de ressaltar, ainda, que lâmpadas são componentes elétricos que podem queimar a qualquer momento; ao entrar em contato com nossa loja, para fazer a reclamação, o Sr. Marco Villan somente informou a respeito de suposta falta de troca de óleo, e nada mencionou sobre lâmpada queimada.

4 – No que toca à falta de “lubrificação na moto, nem nos manetes, relação, nada, não calibraram os pneus, nem regularam a relação”, temos a informar, por primeiro, que nosso lubrificante de corrente é líquido (SAE90 MOTUL) e não deixa resíduos perceptíveis (como, por exemplo, a graxa branca que é usada somente por pedido expresso do cliente, uma vez que essa graxa acumula muito resíduo abrasivo, como areia). Quanto aos manetes, não houve necessidade de lubrificação, porque no local de atrito com os parafusos há uma bucha de bronze grafitado, o que dispensa a lubrificação. Já a corrente não foi tensionada ante sua desnecessidade, pois fazer isso aos 1000Km seria somente no caso de desgaste precoce, o que não foi o caso. Por fim, diversamente do que alega o Sr. Marco Villan, os pneus foram calibrados.

5 – Quanto à lavagem, informamos que esta não é coberta pela revisão gratuita, e foi feita por mera cortesia de nossa loja, não sendo verdadeiro o fato de ele ter secado a moto em sua calça.

6 – Por último, quanto à absurda alegação de que não houve troca de óleo, informamos que qualquer especialista poderia facilmente concluir que seria impossível transitar de Campinas (nossa loja) até Sumaré (residência do cliente), se a moto estivesse nas condições relatadas pelo cliente. O óleo “preto” mencionado na reclamação refere-se ao MOTUL 3000, de pigmentação mais escura dos demais. Se o cliente visualizou (pelo visor) o “óleo preto”, é porque no interior do motor existia, no mínimo, 2,3 litros de óleo.

Salientamos que ao recebermos a reclamação do cliente, por telefone, imediatamente prontificamos enviar funcionário nosso para verificação dos alegados problemas, o que de fato foi feito no fim da tarde de 09/09/2010, oportunidade em que o mecânico Márcio Henrique G. Calderan esteve na residência do cliente. Não sabemos, de fato, o que move o cliente com essa absurda e inverídica reclamação. Por fim, informamos que nosso departamento jurídico já foi acionado para analisar as inverdades e ofensas feitas pelo cliente, tanto à empresa, quanto à suposta fala de um de seus diretores.

Atenciosamente,

Mendes da Silveira Feltrin Comércio de Motos Ltda.”

A J.Toledo Suzuki do Brasil respondeu: “Olá André,Boa tarde! Informo que a Suzuki atenderá novamente o senhor Marco Villan em cortesia através da Snake de Cordeirópolis. Entretanto, o mesmo deverá encaminhar a motocicleta até a Concessionária, pois o envio não é coberto pela garantia.”

Veja link abaixo da solução e comentário: