Rally dos Sertões 2013 promete desafios ainda maiores aos pilotos

Saiba tudo sobre o Rally dos Sertões 2013

A competição, que tem como pontos de partida e chegada a cidade de Goiânia (GO), começa no dia 25 de julho e percorrerá 4.115 quilômetros no coração do Brasil até o dia 3 de agosto, quando os campeões serão coroados e os que conseguirem terminar irão comemorar. Na noite desta terça-feira (25) em São Paulo foi realizado o briefing com pilotos, navegadores e equipes que apresentou o roteiro do Rally dos Sertões 2013, que vale como etapa de dupla pontuação para o Campeonato Mundial de Rally Cross Country da FIM, para motos e quadriciclos.

Rally dos Sertões 2013 promete desafios ainda maiores aos pilotos

Rally dos Sertões 2013 promete desafios ainda maiores aos pilotos

Goiânia receberá o Sertões pela 11ª vez, e no ano em que a capital goiana completa 80 anos de fundação. As grandes novidades do roteiro são a cidade de Goianésia, que recebe uma etapa do rali pela primeira vez, e o “laço” que será feito em Palmas para a sexta e sétima etapa, em que as equipes permaneceram por dois dias na capital do Tocantins.

Felipe Zanol prestigiou o Briefing de apresentação oficial do Sertões

Felipe Zanol prestigiou o Briefing de apresentação oficial do Sertões

“Pela primeira vez vamos fazer isso, que é algo que tentávamos há muito tempo e que as equipes também vinham pedindo, que é a permanência dos equipes na mesma cidade por dois dias seguidos. Isso ajuda muito em termos de descanso da equipe, que não precisa fazer um longo deslocamento. Apesar disso, o laço vai ser a maior etapa do rali, passando por dentro do Jalapão, que quem conhece sabe o quanto é difícil e desafiadora para todo mundo”, destacou Marcos Moraes, diretor-presidente da Dunas Race, organizadora do Rally dos Sertões. A área a ser “explorada” no Jalapão nesta edição é inédita na história do evento.

Dos 4.115 quilômetros da prova, 2.488, ou 60,4%, serão cronometrados. É uma das maiores porcentagens da história do Sertões. Depois do levantamento inicial, aéreo, realizado ainda no primeiro semestre, e da conferência por terra, o diretor técnico da prova, Eduardo Sachs, destacou que as dificuldades serão grandes para os competidores. Sem, no entanto, tirar o prazer de disputar a prova.
“Tecnicamente podemos afirmar que o Sertões deste ano será o mais completo e duro dos últimos tempos, mas sem dúvida irá agradar a todos. Condicionamento físico de pilotos e navegadores, resistência das máquinas e uma ótima estratégia de prova serão decisivos no resultado final”, sublinhou Sachs.

A prova começa com o prólogo no dia 25, em Goiânia, onde serão definidas as posições de largada para carros, caminhões, motos, quadriciclos e UTVs. Ao total, o Sertões terá nove etapas, passando por oito cidades em Goiás e Tocantins. A etapa maratona, na qual as máquinas não podem contar com auxílio externo, acontece no quinto dia, entre Porangatu e Natividade, no Tocantins. O dia mais longo do rali será na sétima etapa, em Palmas (TO), com 746 quilômetros totais (514 cronometrados); o mais curto será o primeiro, entre Goiânia e Pirenópolis, com 249 quilômetros (84 de especial).

A boa surpresa do briefing foi a presença do piloto Felipe Zanol, que se recupera de acidente sofrido em dezembro do ano passado quando se preparava para disputar o Dakar. Atuando como consultor para um fabricante de Pneus, Zanol falou aos competidores. “Vim desejar boa sorte para todos. E na dúvida, acelera”, brincou o mineiro.

As inscrições para o Rally dos Sertões seguem abertas até o dia 1º de julho pelo site oficial do evento.

Cronograma e distâncias:

Confira o conteúdo de cada uma das etapas:

1ª etapa: Prólogo em Goiânia (GO)

2ª etapa: É uma especial bastante curta, específica para o ajuste dos equipamentos dos competidores nesta primeira etapa. É um caminho que começa sinuoso com muitos mata-burros, lombadas e depressões, seguindo por um trecho mais rápido e com travessias de riachos. A prova entra em uma parte mais travada com muitas descidas e subidas íngremes, chegando a uma zona de trial muito dura. Nos últimos quilômetros, a especial fica mais tranquila com estradas de média velocidade, seguindo assim até o final.

3ª etapa: O rali começa para valer. Após um rápido deslocamento, a especial começa com estradas mais travadas de fazendas, seguindo por trechos de velocidade média mesclando com algumas trilhas de visual incrível por cristas e serras. A prova entra em uma região de canaviais onde a velocidade aumentará muito e com um piso extremamente favorável a isso. Depois de um deslocamento por asfalto e um abastecimento para motos, quadriciclos e UTVs, a prova volta a ficar travada e assim segue até o fim.

4ª etapa: É uma etapa de quilometragem baixa, mas o ritmo continua a crescer. A especial começa com piso bom com velocidades variando de média a alta, alternando trechos de piçarra com estradas cascalhadas. Entramos em um trecho com longas retas, mas onde o piso não ajuda muito. A especial começa a ficar travada e sinuosa com estradas de fazenda e trilhas, seguindo assim até o abastecimento de motos, quadriciclos e UTVs. Na última parte a prova fica travada, entrando nos 20 quilômetros finais com retas maiores com muitas depressões e erosões.

5ª etapa: Mais um dia completo. A especial começa por estradas menores com muitas erosões e depressões em uma região montanhosa. Depois segue por um pequeno trecho de trial, e logo à frente começam estradas de piso bom e sinuoso, seguindo por partes de alta velocidade até o abastecimento de motos, quadriciclos e UTVs. Depois disso a especial volta a ter trechos bem travados e segue por vários quilômetros alternando estradas de pedra, areia e muita piçarra. No trecho final, ela fica bem rápida e sinuosa.

6ª etapa: Esta é a etapa mais rápida do rali. Começa com estradas sinuosas com um piso predominantemente de piçarra e cascalho, seguindo por trechos de alta com longas retas. Teremos um pequeno trecho de areia até o abastecimento para os competidores CBM/FIM, e a prova continua rápida quebrando o ritmo por duas vezes, entrando em estradas menores e bastante sinuosas. No último quarto da especial, a prova volta a ficar rápida com um piso bom muito bom, até uma descida de serra, que encerra o trecho.

7ª etapa: Temos o dia mais longo do rali e uma das maiores especiais da história do Sertões. Ela é completíssima, com todos os tipos de terreno, iniciando com estradas de média velocidade com muitas erosões e depressões, seguindo por trechos mais travados com muitas pedras, pontes de toras e areia. Travessias de rios e riachos serão uma constante nesta etapa fantástica. Seguiremos por estradas de cascalho com longas retas até entrarmos definitivamente nas areias do Jalapão. Teremos dois abastecimentos para motos, quadriciclos e UTVs e um abastecimento para os carros. A prova volta a ficar travada com um pequeno trecho de trial, seguindo sinuosa e com um piso melhor até o fim.

8ª etapa: Depois de um longo deslocamento inicial, teremos mais uma especial de respeito. Começa rápida com piso de cascalho muito bom, seguindo por estradas menores e bem sinuosas, com muitas depressões, lombadas, riachos e pedras. Fica rápida novamente até o abastecimento dos competidores CBM/FIM. O piso continua rápido até chegarmos a uma região montanhosa com subidas muito íngremes, trechos de trial, visuais incríveis e uma longa descida de serra. O último trecho é bem travado, com várias pontes de toras, depressões, trilhas e pedras até o final.

9ª etapa: Mais um dia para ficar na memória de todos os participantes, porque vai ser mais um estágio completíssimo. Começa com uma subida de serra sinuosa com depressões e lombadas, atravessando uma zona de garimpo, seguindo por um trecho muito rápido até o abastecimento das motos, quadris e UTVs. O piso fica travado com trilhas e caminhos menores, passando por estradas de fazenda, direcionando para a última parte da prova com velocidades mais altas, mas com muitas lombadas até o fim.

10ª etapa: Após oito etapas duríssimas, chegou a hora de desacelerarmos um pouco. A especial começa rápida por canaviais com piso extremamente bom e muitas lombadas, seguindo por trechos de serra com visuais fantásticos e retornando para estradas de fazenda com muitas depressões e pedras até o final da especial.

Fonte: FGCom – imagem de arquivo – mapa: organização da competição

JEAN AZEVEDO ESPERA GRANDES DESAFIOS NO SERTÕES 2013
“Um rali duro do início ao fim”, assim afirmou o piloto

Após analisar as etapas do Rally dos Sertões divulgadas na noite de ontem (25) em São Paulo e com experiência de quem já venceu cinco edições da prova, o piloto Jean Azevedo da Equipe Honda Racing espera ainda mais desafios entre os dias 25 de julho e 3 de agosto.

Jean Azevedo disputando o Rally do Velho Chico

Jean Azevedo disputando o Rally do Velho Chico

Na ocasião, os organizadores do Sertões detalharam o roteiro, que terá largada e chegada na cidade de Goiânia (GO), totalizando 4.115 quilômetros, sendo 2.488 de trechos cronometrados, ou seja, 60% da competição em alta velocidade. “Logo no começo teremos uma etapa pequena, entre Goiânia e Pirenópolis, mas enganam-se os que esperam algo fácil. Aquela região tem muita pedra e isso exigirá bastante técnica dos competidores”, afirma Jean.

Segundo o piloto, as etapas seguintes continuarão com alto grau de dificuldade. “Nos demais dias teremos maior quilometragem e passaremos por trechos em serras e com muita poeira”, explica. A etapa Maratona, no quinto dia, será importante aos competidores, que farão um total de 911 quilômetros sem assistência mecânica.

O Deserto do Jalapão, na sétima etapa do rali no Tocantins e que terá 746 quilômetros em sua totalidade, será decisivo na prova. “Acredito que o Jalapão definirá o rali, pois é um dia que teremos muita areia e, consequentemente, navegação, além de uma boa variedade de pisos. Fora isso, a quilometragem em si, que é o dia mais longo do rali, também não pode ser descartado. Sem dúvida, uma etapa exigente tanto para a resistência física de pilotos quanto de nosso equipamento”, conclui.

Nesta 21ª edição do Rally dos Sertões a prova valerá como dupla pontuação para o Campeonato Mundial de Rally Cross Country. “Isso é muito bom já que aumenta o nível de competitividade. Temos excelentes pilotos brasileiros e sei que virão os principais estrangeiros. Todos evoluem com isso”, acredita Jean.

Essa será a primeira participação de Jean no Sertões com a Equipe Honda Racing, embora este ano já tenha participado de duas competições – Rally RN 1500 e Rally do Velho Chico – e vencido as duas. “Confio em minha moto e estou animado para mais este desafio”, ressalta o piloto.

Fonte: Assessoria de imprensa do piloto – imagem de arquivo