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Teste Dafra 150 Horizon: primeiro degrau para as custom

Não faz muito tempo que várias marcas ofereciam suas pequenas Custom. Antes ainda, a Yamaha tinha a sua família Virago, que começava com a pequena biciclídrica em “V” de 250 cc, moto que vendeu como pão quente na padaria. O que chegava na loja, já chegava vendido. Depois vieram as novas marcas no início do novo milênio e surgiram as Mirage, Kansas, V-Blade e várias outras que fizeram a alegria dos que desejavam uma pequena cheia de estilo.

Bom, aquele tempo se foi junto com várias marcas e motos, ficando apenas a Dafra que conseguiu manter sua pequena custom disponível aos fãs destas pequenas motinhos que brilham e chamam a atenção. Primeiro veio a Dafra Horizon 250, que chegou em junho de 2013 e no Salão Duas Rodas do ano passado a marca apresentou a Dafra Horizon 150, com atributos que prometem conquistar os amantes das pequenas motos custom.

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A Dafra 150 Horizon recebeu bastante atenção aos detalhes estéticos

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Inspiração na Harley Davidson 883

Investindo em um segmento que é muito interessante, a Dafra disponibiliza a 150 Horizon para aquele motociclista que curte as motos Custom, mas que por algum motivo ainda não consegue adquirir uma moto de alta cilindrada. A Dafra 150 Horizon veio para aposentar a extinta Kansas 150.

Vamos começar falando do estilo dela, que é um prato cheio pra quem aprecia as motos Custom. Detalhes em cromados no farol, guidão, espelhos, encosto traseiro, piscas, bagageiro e escapamento fazem a diferença no visual.  Com o seu design ela deixa claro uma inconfundível inspiração na Harley Davidson 883. Alguns requintes como a posição da chave de ignição, que é no chassi, a pintura em preto fosco no motor – que aliás é muito bonita – rodas de liga leve, além do largo pneu – sem câmara – calçando a traseira nos dão motivos para acreditar que esta moto recebeu alguma atenção especial para os toques finais.

Ela tem um painel simples, com poucas informações. Conta com velocímetro analógico, hodômetro total, – senti a falta de um hodômetro parcial – marcador de combustível e indicador de marchas, que à noite e dependendo da posição de pilotagem ele não é tão eficaz, pois não mostra as marchas com total clareza.

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Posição de pilotagem é um tanto quanto neutra

Os controles das mãos estão bem localizados, porém acho desnecessário o comando para desligar o farol e a luz do painel, isso vai contra a segurança e deveria ser proibido. Aliás, acredito que toda moto deveria vir sem opção de desligar o farol. O farol ilumina muito bem o caminho à frente, entretanto um lampejador seria muito útil. A lanterna traseira foi desenhada em LED e para completar o todo o pacote, a moto tem um bagageiro, cavalete central, partida elétrica e a pedal.

Let’s Ride!

A Horizon 150 é uma motocicleta honesta, que cumpre o que promete. Com tecnologia oriunda da Sul-Coreana Daelim este motor OHC de 149 cm³ tem um cilindro, é arrefecido a ar e gera 12,8 cv a 7.000 rpm, além de 1,39 kgf.m de torque a 5.500 rpm. É um motor que dentro dos limites de uma 150 cc anda bem, vibra pouco, tem torque para retomadas e ultrapassagens, além de atingir a velocidade máxima de 127 km/h.

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Motor OHC de 149 cm³ gera 12,8 cv a 7.000 rpm, além de 1,39 kgf.m de torque a 5.500 rpm

A embreagem é macia, o câmbio tem cinco marchas e tem o encaixe um pouco duro, especialmente nas reduzidas. A alimentação é feita através de um carburador.

Com a função de neutralizar as irregularidades do terreno, a Horizon é equipada com uma suspensão dianteira do tipo garfo telescópico, com curso de 130 mm. A traseira tem 2 amortecedores com 70 mm de curso e regulagem na pré-carga. O conjunto de suspensões é macio e funciona bem.

A moto se impõe com o seu visual clássico de uma pura Custom

A moto se impõe com o seu visual clássico de uma pura Custom

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Aos 4.000 km a pedaleira traseira apresenta sinais de desgastes

Para frear os 130 kg a Horizon conta com freio a disco de 267 mm de diâmetro na roda dianteira, no estilo margarida. Já na roda traseira o freio é a tambor, com 130 mm de diâmetro. Os freios são bons, mas é inegável a melhora que um freio a disco na traseira faria.

Na cidade

Nos mais de 400 km que aceleramos a Horizon em nosso teste uma coisa ficou clara, essa moto é muito boa para cidade. Ela tem a facilidade de pilotagem e dirigibilidade como ponto alto, o esterço do guidão é bom e bastam alguns minutos para acostumar-se com a posição de pilotagem.

Ela se saiu bem nas curvas das estradas, contornando-as com facilidade. Embora seja uma Custom – que geralmente tem como característica dificuldade em curvas e estabilidade em retas – ela se saiu razoavelmente bem.

Formato do tanque "teardrop" lembra as Harleys, inclusive na pintura

Formato do tanque “teardrop” e o grande pneu traseiro

O banco é confortável e tem uma espuma generosa, as pedaleiras são largas e posicionadas à frente, o guidão é alto e para o piloto a posição de pilotagem é um tanto quanto neutra. O garupa tem um encosto que melhora sua vida, mas em contrapartida as pernas ficam bem flexionadas.

Boa para cidade

Boa para cidade

Boa para cidade

Painel simples - faltou um hodômetro parcial

Painel simples - faltou um hodômetro parcial

Painel simples - faltou um hodômetro parcial

Freio a disco na dianteira

Freio a disco na dianteira

Freio a disco na dianteira

E tambor na traseira

E tambor na traseira

E tambor na traseira

Comandos do punho esquerdo

Comandos do punho esquerdo

Comandos do punho esquerdo

Desnecessário o comando para desligar o farol e painel

Desnecessário o comando para desligar o farol e painel

O comando para desligar o farol e painel é desnecessário

Espuma confortável no banco

Espuma confortável no banco

Espuma confortável

Ciclística acertada

Ciclística acertada

Ciclística acertada

 

A Horizon se mostrou muito econômica e mesmo andando com o motor sempre próximo ao limite, acelerando bem forte a média de consumo ficou em 27 km/l. O tanque tem capacidade para 14 litros, então a autonomia é boa.

Gostamos

Pode Melhorar

Facilidade de pilotagem Conforto do garupa
Consumo Freio Traseiro
Ciclística Alimentação por injeção eletrônica

Ficha Técnica

Motor OHC, 4 tempos, monocilíndrico, refrigerado a ar e óleo
Cilindrada 149 cm³
Potência Máxima 12,8 CV/ 7000 RPM
Torque máximo 1,39 kgf.m / 5500 RPM
Diâmetro x curso 57,3 x 57,8
Transmissão 5 marchas engrenamento constante e final por corrente
Altura 1.165 mm
Largura 875 mm
Comprimento 2.100 mm
Distância entre eixos 1.435 mm
Altura mínima do solo 145 mm
Altura do banco 720 mm
Peso seco 130 kg
Suspensão dianteira Garfo Telescópico Curso 130 mm
Suspensão traseira Bi-amortecida Curso 70 mm
Freio dianteiro Discos 267 mm duplo pistão hidráulico
Freio traseiro Tambor 130mm acionamento com o pé direito
Pneu dianteiro Tubeless Pirelli City Demon – 3.00 -18 M/C 47S
Pneu traseiro Tubeless Pirelli City Demon – 130/90-15 M/C 66S
Sistema de partida Elétrica e Pedal
Capacidade do tanque de combustível 14 Litros
Capacidade máxima de carga do bagageiro/ bauleto 5 kg bauleto + carga
Ignição CDI
Taxa de compressão 9,5 :1
Cores Preta e Pérola
Tipo do óleo do motor Mobil Super Moto 4T 20w/50
Lanterna traseira/ luz de freio LED
Sistema de alimentação Carburador PZ25
Chassi Berço semi-duplo removível

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Fotos: Carla Gomes



Jan Terwak

Publicitário, curte motos desde que se conhece como gente, é piloto de motocross, enduro, cross-country e trilhas. Empresta sua experiência no off-road para as avaliações de motos no Motonline.