Foto: Bitenca

Descarbonização, Mph x Km/h, calibrar suspensão,

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Olá pessoal do motonline. Tenho algumas dúvidas com relação ao tipo de uso da moto e descarbonização do motor. Eu queria saber quando se faz necessário a descarbonização do motor, se de tempos em tempos, ou quando a moto apresentar alguma “sintoma”, e como se faz o processo corretamente. 2ª dúvida: uso minha moto praticamente na estrada, e queria saber se devido a esse tipo de uso o motor terá uma durabilidade maior (Obs.: titan 150 c/34500 kms). Evandro, 23, Bofete, SP.
R: Evandro, O carvão é resultado da queima incompleta do combustível e/ou do óleo que eventualmente contamina um motor quatro tempos. Em dois tempos é comum o serviço de descarbonização e inclusive faz parte das rotinas de manutenção indicadas pelos fabricantes. No caso de uma moto quatro tempos o excesso de carvão normalmente é consequência de alguma outra anomalia como gasolina de má qualidade, anéis e/ou válvulas desgastadas que vem contaminando a explosão com resíduos de óleo. O caso se agrava quando esse carvão aumenta a compressão e fica incandescente provocando detonação (batidas de pinos) que acaba por destruir o motor.
Como você pode perceber a presença de excesso de carvão já indica a necessidade de uma retífica e/ou a recuperação do cabeçote no caso de um motor quatro tempos.
Quanto ao uso de uma moto de baixa cilindrada na estrada, dependendo da média de velocidade atingida pode encurtar a vida do motor sim, o regime em altas rotações, acima de 50% ou 60% da faixa de rotação útil de um motor vai ocasionar um desgaste acima do normal. É conveniente, para maximizar a vida do motor não ultrapassar essa margem de segurança, o que às vezes é inviável em determinadas estradas, lugares em que andar a 70Km/h ou 80Km/h é impossível; Corre-se o risco de ser atropelado por uma carreta. Veja a Resposta do Deputado Federal Waldir Neves PSDB/MS:”Repercutindo Projeto de Lei que proíbe motos de baixa cilindrada nas rodovias em carta de um leitor no dia 21/3/2009″ que propõe a proibição das pequenas nessas estradas. Acho um preconceito e um abuso de autoridade que em vez de aplicar a lei observando a direção perigosa que alguns desses motoristas de carretas praticam propõe abolir o direito de trafegar das motos pequenas, muitas vezes o único veículo dos que mais trabalham no nosso país. Abraços

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No artigo sobre a moto elétrica ZeroX, diz que ela atinge 60mph em sete segundos ou 88Km/h. Porém 60mph equivalem a 96,5km/h. Não sei se o artigo é de autoria de alguém do site ou apenas foi copiado de outra fonte, mas de qualquer forma é bom checar antes de publicar. Abraços Alexandre, 25, Suzano, SP
R: Caro Alexandre, o texto foi feito por mim a partir de informações do fabricante que afirma que a moto atinge 60mph em sete segundos, porém se você verificar no gráfico, o máximo nesse tempo está abaixo de 60. Para nossa referência consideramos 54,7 mph que corresponde a 88 Km/h que convenhamos é bastante rápido. Não achamos necessário acusar o erro por esse motivo, mas você tem razão. A moto não chega a 60mph em sete segundos, pelo próprio gráfico fornecido por eles, mas está perto demais, dentro do erro convencionalmente aceito pela indústria (10%) e deixa para trás um monte de motos especiais a gasolina.
Uma moto de rua a 100 Km/h indicados no velocímetro na realidade está próximo de 90Km/h. Abraços

Boa noite, tenho uma gsx 1100R 91, e gostaria de saber qual a calibragem das suspenções diant. e tras., a minha está abaixando demais a dianteira, e se possível qual o produto que vai nelas, fora o óleo( ar compr., nitrogênio …) Até mais e desde já obrigado. Ailton, 27, São Bernardo do Campo, S.P.

R: Ailton, Primeiramente você deve trocar o óleo das bengalas em uma oficina especializada, seu sistema é do tipo encapsulado e necessita de mais cuidados na operação. Não vai ar comprimido e nem nitrogênio. Apenas o óleo na quantidade recomendada para que seja feito o ajuste da mola na compressão de acordo com seu peso, definindo o sag (o quanto que ela abaixa quando você senta nela) na dianteira igualmente com a traseira. Regula-se a resistência à compressão no hidráulico e do retorno da suspensão de acordo com o tipo de terreno e agressividade de sua tocada, isso deve ser feito experimentalmente. Podemos produzir uma matéria a respeito num futuro próximo.