Laia Sanz precisa apenas da nona colocação na última etapa do Dakar para ser a mulher com a melhor colocação no Rally Dakar - imagem de divulgação Honda

Espanhola pode entrar para a história do Rally Dakar

Oitava colocada nas motos, Laia Sanz termina neste sábado (17) edição 2015 da prova, em Buenos Aires (ARG). Depois de 9.308 quilômetros para motos e quadriciclos, 9.112 km para carros e 8.181 km para caminhões, o Rally Dakar termina neste sábado (17), em Buenos Aires (ARG), com grandes chances de mais uma mulher entrar para a história da competição. A espanhola Laia Sanz, da equipe HRC (Honda Racing Corporation), precisa chegar em até o nono lugar na classificação geral para desbancar a francesa Christine Martin, que terminou o rali em 10º, em 1981.

Laia Sanz precisa apenas da nona colocação na última etapa do Dakar para ser a mulher com a melhor colocação no Rally Dakar - imagem de divulgação Honda

Laia Sanz precisa apenas da nona colocação na última etapa para ser a mulher com a melhor colocação no Rally Dakar – imagem de divulgação Honda

Nesta quinta-feira (15), depois da 11ª etapa, entre Cachi e Termas do Rio Hondo, na Argentina, Laia chegou em 14º com a Honda CRF 450 Rally e está em oitavo no tempo acumulado, 2h13min atrás do líder e tetracampeão Marc Coma (ESP), da KTM. O melhor resultado dela na atual edição da prova foi uma quinta colocação na oitava especial, superando o próprio Coma, em nono, e o campeão Mundial de Rally Cross Country 2013, Paulo Gonçalves (POR), da Honda, em 15º.

Laia Sanz conquista feito inédito - foto de Florent Gooden/DPPI

Laia Sanz – foto de Florent Gooden/DPPI

Laia busca esta façanha desde o Dakar de 2011, quando foi a melhor mulher nas motos, com a 39ª colocação. Em 2012, a mesma posição do ano anterior, e 93ª em 2013. No ano passado, teve uma grande evolução com o 16º lugar. “Hoje já dá para pensar em chegar entre os 10 primeiros, embora ainda faltem duas etapas. Muita coisa pode acontecer. Estou muito concentrada e tenho uma ótima equipe”, disse Eulalia, o nome verdadeiro dela.

A Super Mulher: Laia começou a andar de moto aos quatro anos de idade. Tempos depois, a garotinha de Barcelona se transformou na “Super Mulher” e é uma lenda do Trial, modalidade que exige muita habilidade e equilíbrio para superar obstáculos naturais e artificiais. Ela ganhou tudo o que se pode imaginar na categoria feminina, com 13 títulos mundiais e 10 europeus. Depois do Trial, partiu para o Enduro, onde faturou três títulos mundiais.

A piloto espanhola é o centro das atenções no Dakar. Todos querem entrevistá-la, filmá-la e tirar fotos. Um fenômeno. Ela também aproveita as redes sociais para fazer marketing e chamar ainda mais a atenção da imprensa e dos fãs. Numa das fotos no Instagram, colocou uma imagem quando fazia massagens no box da HRC.

As mulheres do Dakar nas motos:
1979 – Martine de Cortanze (França/Honda) – 11ª
1981 – Christine Martin (França/Honda) – 10ª
1982 – Nicole Maitrot (França/Honda) – 14ª
1984 – Veronique Anquetil (França/Yamaha) – 15ª
1991 – Patricia Scheck (Alemanha/Suzuki) – 41ª
1996 – Andrea Mayer (Alemanha/KTM) – 45ª
1999 – Andrea Mayer (Alemanha/BMW) – 32ª
2000 – Elisabette Jacinto (Portugal/KTM) – 49ª
2001 – Andrea Mayer (Alemanha/BMW) – 30ª
2002 – Andrea Mayer (Alemanha/KTM) – 23ª
2005 – Ludivine Puy (França/KTM) – 97ª
2007 – Ludivine Puy (França/KTM) – 44ª
2009 – Mirjam Pol (Holanda/Honda) – 53ª
2010 – Annie Seel (Suécia/KTM) – 45ª
2011 – Laia Sanz (Espanha/Honda) – 39ª
2012 – Laia Sanz (Espanha/Gas Gas) – 39ª
2013 – Laia Sanz (Espanha/Gas Gas) – 94ª
2014 – Laia Sanz (Espanha/Honda) – 16ª

Alemã já venceu nos carros:
1997 – Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Buggy) – 5ª
1999 – Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) – 3ª
2000 – Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) – 5ª
2001 – Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) – 1ª
2002 – Jutta Kleinschmidt (Alemanha/Mitsubishi) – 2ª
2004 – Andrea Mayer (Alemanha/Mitsubishi) – 5ª

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