MEGOLA

MEGOLA

Megola 1923

Falar sobre MEGOLA é como tentar falar sobre as LAMBRETTAS brasileiras … pouco se foi armazenado em termos de história.

A procura investigativa sobre os dados e a qualidade dessas informações nos deixa chegar a alguns denominadores comuns, que me utilizo abaixo. Afinal tentar falar sobre uma pagina raríssima do motociclismo, e ainda passar informações levianas, seria uma enorme heresia.

1920

Do pouco que tenho, deixo mais as imagens para que exercitemos o nosso imaginário, e para que contemplemos e resgatemos a grande capacidade humana em criar e evoluir.

Posto isso temos que a famosa MEGOLA foi projetada por MEixner, GOckerell e LAndgrave, e construída em Munique a partir de 1921 até 1925.

O quadro era feito com soldas em chapas rebitadas, e o motor era radial de cinco cilindros com 640cc e 14 HP posicionado na roda dianteira, e não tinham embreagem, transmissão ou ponto morto. O elevado torque do motor permitia se acelerar a partir de (quase) zero hm/h até a velocidade máxima em uma única marcha.

Para se parar, o motor tinha que ser desligado; para se dar partida você empurrava a moto até começar rodar novamente. Fico imaginando isso em uma cidade moderna com milhares de semáforos vermelhos …

A câmera da roda da frente tinha um design especial : ela era um circulo aberto, o que permitia que a mesma pudesse ser trocada sem se tirar a roda dianteira, e o motor inclusive. A suspensão dianteira usava molas semi-elípticas.

A MEGOLA foi bem sucedida em corridas com os pilotos Toni Bauhofer, Josef Stelzer e Albin Tommasi. A velocidade máxima obtida pelas MEGOLAs era de 140 km por hora.

Somente 2000 unidades foram construídas, e calculasse que apenas 10 unidades estejam rodando no mundo inteiro.

Eu, particularmente, já fui informado que existem 2 no Brasil, mas com confirmação de apenas uma, que se encontra muito bem guardada.

Hoje, a MEGOLA é uma das mais raras e interessantes motocicletas clássicas no mundo.

Vida longa !

Megola sport Racer – 1923

Megola – 1922

Megola – 1922

Um abraço a todos, e nunca se esqueçam : ” Antes de DESTRUIR, PRESERVE ”