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Nos Estados Unidos, menos enxofre na gasolina

A Environmental Protection Agency, agência federal de proteção ambiental, diz que a gasolina com menor teor de enxofre custará um cent a mais por galão, aumentará em US$ 130 o preço do carro novo em 2025 e trará bilhões de dólares em benefícios de saúde pública.

O chamado padrão Tier 3 reduziria a quantidade do enxofre em mais de 60%, os óxidos de nitrogênio em cerca de 80% e deixaria o país todo com o padrão hoje existente apenas na Califórnia. A grande vantagem para os fabricantes de automóveis é que passariam a vender os mesmos carros, com a mesma regulagem, no país inteiro.

“Não conhecemos nenhuma outra estratégia de controle de poluição que consiga atingir reduções de emissões tão substanciais, baratas e imediatas, equivalente a tirar das ruas 33 milhões de carros.”

“Não conhecemos nenhuma outra estratégia de controle de poluição que consiga atingir reduções de emissões tão substanciais, baratas e imediatas, equivalente a tirar das ruas 33 milhões de carros.”

Bill Becker (foto) diretor executivo da associação nacional de agências de ar limpo, diz que “Não conhecemos nenhuma outra estratégia de controle de poluição que consiga atingir reduções de emissões tão substanciais, baratas e imediatas, equivalente a tirar das ruas 33 milhões de carros.”

A indústria petrolífera, porém, diz em um estudo que o aumento da gasolina seria de 6 a 9 cents por galão, ou de 1,6 a 2,4 cents por litro – equivalente de 3,2 a 4,8 centavos de real por litro. E os fabricantes de combustíveis e petroquímicos dizem que ainda não têm certeza dos reais motivos da agência federal, uma vez que as refinarias já gastaram US$ 10 bilhões para reduzir a quantidade de enxofre em 90%. Outras reduções menores custariam tanto quanto o até hoje conseguido – e a energia a mais necessária para os 10% restantes ampliaria a poluição de carbono entre 1% e 2%.

Um outro estudo do Instituto do Petróleo estima que esta diminuição de enxofre adicionaria entre 6 e 9 cents por galão aos custos das refinarias e que esse aumento teria de ser repassado aos consumidores. Das 111 refinarias americanas, 16 teriam de investir em equipamentos pesados no fim deste ano, 29 já atingiram os níveis desejados e 66 teriam de fazer algumas modificações.