Barry Sheene, o espetáculo

Barry Sheene, o espetáculo

Barry Shenne

O piloto britânico Barry Shenne foi tão famoso nas pistas quanto fora delas.Tinha o dom da comunicação, foi paresentador de TV, modelo, inventor de coisas e casos. Como bicampeão no mundial de 500cc, pela Suzuki em 1975 e 76, foi o divisor de duas eras, a de Giacomo Agostino e de Kenny Roberts. Começou a correr ainda menino, nos cinco primeiros anos em motos feitas pelo pai, piloto amador e engenheiro de manntenção do Royal College of Surgeons.

Barry Shenne

Barry SheeneDepois passou para as Bultaco de 125 e 250 cc. E em 1970 comprou uma Suzuki 125cc dois cilindros, de corrida, com um empréstimo de 2 mil libras. Com essa moto, que já tinha 6 anos de uso em corridas, iniciou-se nos GPs. E no Grande Prémio de Espanha, ele quase bateu o herói local Angel Nieto, 13 vezes campeão do mundo. Foi sua entrada na galeria dos grandes pilotos.

Então em 1971 alcançou sua primeira vitória num grande prêmio, na categoria 125 cc, em Spa-Francorchamps. Outras duas vitórias neste ano quase o levaram ao título da categoria. Mas além de enfrentar pilotos como Angiel Nieto, Sheene, magrinho, foi para o final da temporada com problemas, e a recuperação de ferimentos lhe prejudicou.

Mas sua performance foi suficiente para a oferta de pilotar para a imbatível MV Agusta. Entretanto, Sheene preferiu, em 1973, a Suzuki, que estava desenvolvendo uma máquina de quatro cilindros a dois tempos. Estreou no mundial de 500cc em 1974, com um segundo lugar, no GP da França. Foi sexto no campeonato. Participava efetivamente, então, do desenvolvimento da lendária Suzuki RG 500, com os primeiros motores de dois tempos e quatro cilindros a alcançar e depois superar a potência de 100 cavalos. Eram conhecidos como “quadrados” porque os cilindros tinham quase o mesmo diâmetro e curso nas primeiras versões, (56 mm x 50,5 mmm) e depois o mesmo (54mm x 54mm) a partir de 1975 e no modelo com o qual Sheene levantou seu primeiro título, em 1976, com nada menos que 5 vitórias na temporada.

Repetiu o sexto lugar no campeonato em 1974 e em 76 e 77 foi campeão mundial, sempre de Suzuki. No ano seguinte foi vice. Brilhava nas pistas e brilhava entre as celebridades. Preocupado com a segurança, inventou um protetor de coluna, precursor dos que são obrigatórios hoje, feito com lâminas de viseiras. Ao mesmo tempo, usava um capacete com um furo na queixera, para poder fumar. Fazia muitas campanhas publicitárias, pousou nu com sua mulher, a famosa modelo Stephanie Mclean, mãe de seus dois filhos, que conhecera em 1975 quando se recuperava de um grave acidente numa 750 em Daytona.
Em 1981 e 82, reclamando que a Suzuki não lhe dava boas motos, foi para a Yamaha. Não alcançou títulos mas ficou entre os ponteiros, em quarto e quinto no campeonato. Ninguém faturava mais que ele em publicidade. Em 1984 foi sexto no mundial, voltando a correr de Suzuki. Em 1990, já afastado das pistas, ele a mulher mudaram para a Austrália. E em 2003 um fulminante câncer de estômago e esôfago o levou.

Discuta e comente este artigo

Veja outros artigos da série Os grandes pilotos de MotoGP:

1. Giacomo Agostini

2. Freddie Spencer, o rápido

3. Wayne Rainey, o perfeito

4. Mick Doohan, o guerreiro