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Royal Enfield Classic 500: uma viagem pela América do Sul

Quando falamos em mototurismo e aventuras em duas rodas, dividimos os sujeitos em dois grupos: os que sonham em desbravar a América do Sul e os que já o fizeram (e planejam repetir a dose). Pois saiba que há uma engenheira alemã fazendo um tour pelo continente a bordo de uma Royal Enfield Classic 500 ao longo dos últimos nove meses! Seu nome é Simone Maria Richardt, uma mulher de 36 anos que já conheceu mais de 100 países – a maioria pilotando motos.

 

O que você diria se lhe convidassem para uma viagem de moto de nove meses pela América do Sul, rodando mais de 25 mil quilômetros?

O que você diria se lhe convidassem para uma viagem de moto de nove meses pela América do Sul, rodando mais de 25 mil quilômetros?

O roteiro sul-americano teve início em Medellín, na Colômbia, onde Simone adquiriu sua Classic 500. Depois disso, passou por Equador, Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e, recentemente, chegou ao Brasil – passando também por São Paulo. “A América Latina é uma das partes mais incríveis do planeta. Tem muito a oferecer, com maravilhas naturais e fatos históricos e culturais únicos e muito interessantes. Há muita tradição de culturas nativas dos povos que habitaram os continentes antes da chegada dos europeus”, destacou Simone.

 

Simone Maria Richardt é uma motociclista que gosta (muito) de aventuras. No ano passado ela desbravou o Himalaia (foto) e, desta vez, encarou esmiuçar os cantos do nosso continente. Para isso, optou pela companheira Royal Enfield Classic 500

Simone Maria Richardt é uma motociclista que gosta (muito) de aventuras. No ano passado ela desbravou o Himalaia (foto) e, desta vez, encarou esmiuçar os cantos do nosso continente. Para isso, optou pela companheira Royal Enfield Classic 500

Antes da América do Sul, a alemã rodou por Tailândia, Vietnã, China, Estados Unidos e pela maioria dos países da Europa. Com um longo histórico no mototurismo, Simone deixou sua pequena cidade natal (Hechingen, de aproximadamente 20 mil habitantes) pela primeira vez aos 16 anos, quando realizou sua primeira viagem. “Quando você viaja em uma motocicleta, a sensação é de liberdade total, de realmente mergulhar no cenário ao seu redor. O sol aquece seu rosto e uma brisa sopra seu cabelo. Além disso, você conhece todos os tipos de pessoas na estrada”, explica.

As belezas da América do Sul em uma viagem de moto

Entre as paisagens do continente sul-americano, a que mais impressionou Simone foi a Cordilheira dos Andes, com seus picos nevados, geleiras e vulcões ativos. Nas pastagens secas do Cone Sul, que apresentam um clima seco e frio, o modo de vida da população local ensinou importantes conceitos. “Fiquei fascinada com o fato de que muitos povos indígenas conseguem viver lá em circunstâncias muito humildes. Vivem apoiados pela criação de lhamas e porquinhos-da-índia e pelo cultivo de plantações, como quinoa, batatas e amendoim”, relembra.

Salar de Uyuni, na Bolívia

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Conhecer o Brasil de moto e não passar pela Serra do Rio do Rastro (SC)? Impossível

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Uma caminhada nas montanhas de Córdoba, na Argentina

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Simone ficou impressionada com as culturas que encontrou e como o modo como povos chilenos vivem

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A caminho de Puquio, Peru

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Isla Grande de Chiloé, Chile

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Já no Brasil, o que chamou a atenção da viajante foi a diversidade, com belas praias, montanhas e florestas. Além disso, também a cativou o misto de culturas, vistos na música, cultura e culinária, e a maneira com que os brasileiros convivem… e por motivos como estes é que a viagem, prevista para durar apenas dois meses, já tem nove meses de duração. Ela garante, certamente, que voltará à América do Sul, “seja para morar, trabalhar ou para mais uma viagem”.

Na viagem pela América do Sul, fez trajetos mais longos nos primeiros dias, de até 600 quilômetros, mas depois encurtou para 300 quilômetros. Segundo ela, com roteiro mais curtos é possível parar com mais calma nos destinos, conhecendo melhor as cidades. Também foram encarados diversos trechos de off road, testando o desempenho da Royal Enfield Classic 500 nas mais diversas condições e a habilidade da motociclista com uma moto clássica. “Estava pilotando em uma estrada que tinha um trecho de passagem de águas. Não tive outra escolha, senão atravessar e a água, que subiu até o tanque, fez o motor desligar. Me senti como num barco à deriva, mas a motocicleta se saiu bem. Também fiquei presa na lama durante uma tempestade no Salar de Uyuni, na Bolívia. Ali o desafio foi sair da chuva e tentar encontrar um lugar seguro para me esconder. Tudo isso sem nenhuma outra pessoa a quilômetros de distância para ajudar”.

Viajando 25 mil quilômetros com uma Royal Enfield Classic 500

Com visual pós-guerra, a Classic 500 faz jus ao nome em design e construção do motor, remetendo às motos dos anos 1950 (relembre as características dos modelos da RE aqui), e apaixonou Simone logo no primeiro contato. A alemã trabalhou na Índia onde, certa vez, precisou alugar uma moto e acabou optando pelo modelo. Por achar a Classic facil de pilotar, confortável e confiável, decidiu colocá-la à prova em uma viagem de 10 dias e mais de 3.000 quilômetros, no Himalaia, realizada no ano passado. Para ela, a Classic 500 é uma moto “que torna tudo inesquecível”.

 

Um clique no Salar de Uyuni. Moto encarou mais de 25 mil quilômetros de estrada, incluindo vários trechos off road - e até passagem por rios e córregos

Um clique no Salar de Uyuni. Moto encarou mais de 25 mil quilômetros de estrada, incluindo vários trechos off road – e até passagem por rios e córregos

Sua viagem encerrará em breve, em Montevidéu, no Uruguai, e deixará saudades. “Poderia escrever um livro sobre essa viagem, mas, em resumo, para amantes da natureza, de uma cultura rica, culinária e música, é um roteiro certeiro”, finaliza a viajante.

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Fonte: CDI Comunicação Corporativa



Jornalista gaúcho convicto de que um passeio de moto em um dia de sol é a cura para praticamente todos os males da vida. Fã de motoaventurismo, competições de moto, café, praia e de rock n roll.