
A comunidade Motonline conheceu o significado do pa¡s no qual tudo ‚ ao contr rio, mas a cada dia surgem novas leis, comportamentos e manias que levam a crer que Lisarb est ficando irreconhec¡vel. Quer uma prova? O Brasil ficou chocado com a not¡cia da modelo que morreu de magreza. Nem na Eti¢pia uma pessoa com aquele corpo seria considerada gorda, mas no mundo da moda o bonito ‚ ser cadav‚rico. Sem o cheiro, por favor, s¢ a aparˆncia! A m¡dia – num excelente exemplo de necrofilia – estampou a foto da menina nas primeiras p ginas de v rias publica‡äes.
Aqui come‡a uma tremenda inversÆo de valores. A revista Veja pertence … editora Abril, que publica pelo menos uma d£zia de revistas mensais e semanais exclusivamente destinadas a cultuar a beleza. E a Veja colocou a foto da menina na capa com a chamada “A magreza que mata”. No entanto, a Abril fatura uma fortuna em revistas como Nova, Claudia, Capricho, Boa Forma, Mens Health e outras que nem lembro mais. Em TODAS essas publica‡äes o tema principal ‚ “emagre‡a, emagre‡a e emagre‡a”. At‚ o dia em que uma menina de 18 anos morre por excesso de emagrecimento e vira capa da Veja numa reportagem dram tica. Que ironia lisarbiana: o mesmo emagrecimento que vende revistas femininas tamb‚m ajuda a vender a Veja quando algu‚m morre… de magreza!
Voltando ao assunto que nos uniu, o motociclismo, agora parece que todo pol¡tico sem uma plataforma dignificante decidiu apontar as armas em dire‡Æo dos motociclistas. A id‚ia ‚ a seguinte: j que estÆo usando as motos para cometer alguns delitos, entÆo ‚ melhor tratar TODOS os motociclistas como marginais. a base do racismo: primeiro generalizar, depois segregar e finalmente identificar! Pena que os lisarbianos tˆm p‚ssima mem¢ria, pois acabam votando nessa furba de anenc‚falos de terno, gravata e tailler que vivem nas tetas do Estado e chafurdam no esgoto de suas representa‡äes pol¡ticas. Como ‚ poss¡vel algu‚m propor uma insanidade como colar o n£mero da placa da moto no corpo do motociclista?
S¢ pra dificultar a argumenta‡Æo da deputada Rose de Iroshima (do PMDB-ES) ontem, quarta-feira, a socialite Ana Cristina Gianini Johannpeter foi assassinada por um menor – que j tinha passagem na pol¡cia – pilotando uma bicicleta. O crime aconteceu a 150 metros de uma delegacia do Leblon, Rio de Janeiro. Como a dona Rose ir reagir? Vai recomendar o uso de um colete com o n£mero do RG e endere‡o em todos os ciclistas do Rio de Janeiro? Ou vai propor uma redu‡Æo dos sal rios, jetons e benef¡cios dos servirores lisarbianos para relocar a verba aos programas sociais realmente funcionais? Ou exigir do Secret rio de Seguran‡a P£blica do Rio a garantia de que as pessoas sob sua guarda sobreviverÆo a mais um dia?
Ah, Lisarb. Uma caracter¡stica interessante “deste pa¡s” (como dia Lula) ‚ o recadastramento. Nos £ltimos 10 anos eu recadastrei meu t¡tulo de eleitor, meu CPF, meu PIS (SUS, INSS, sei l o nome), meu IPTU e algum outro que nÆo lembro. Sabem por que o Brasil promove tantos recadastramentos? Porque perde o controle da corrup‡Æo! preciso saber se os benefici rios do INSS estÆo vivos; quantas contas banc rias foram abertas com CPF falsos; quantos eleitores fantasmas existem e quantas casas foram constru¡das ilegalmente. Em suma, o Estado perde o controle da corrup‡Æo (porque quem deveria fiscalizar tamb‚m ‚ corrupto) e toma uma atitude de macho: apaga tudo e come‡a do zero! O recadastramento ‚ o maior atestado de incompetˆncia que uma administra‡Æo pode passar e ningu‚m vem a p£blico pedir desculpa pela falta de controle. Somos obrigados a suportar o imp‚rio de burocracia e se nossa mem¢ria nos trai e esquecemos de nos recadastrar ainda pagamos MULTAS!
Agora vem a id‚ia super moderna de implantar chip em todos os ve¡culos motorizados. Isso me lembra as urnas eletr“nicas. Lisarb ‚ um dos pa¡ses mais pobres e com uma das piores distribui‡äes de renda do planeta, mas quer ser up to date em tecnologia com as urnas e agora o chip de identifica‡Æo veicular. Muito moderno e eficiente, nÆo fosse uma velha e esquecida questÆo chamada PRIORIDADE! Imagine se essa tecnologia moderna fosse empregada, por exemplo, para reduzir ao menos um pouquinho a corrup‡Æo cometida dentro da administra‡Æo p£blica! Sim, porque no dia seguinte … implanta‡Æo do chip v rios camel“s da rua Santa Ifigˆnia – reduto de contrabandistas de SP – venderÆo chips com qualquer informa‡Æo.
EntÆo temos de um lado a completa incapacidade de controlar a corrup‡Æo. De outro a necessidade de “aparecer” diante da comunidade internacional com solu‡äes modernosas como urna eletr“nica e chip. Uma boa id‚ia seria juntar essas duas necessidades com a cria‡Æo de um chip de identifica‡Æo de corrupto. J pensou? Uau! Desde o cara que leva uma caneta esferogr fica da reparti‡Æo p£blica pra casa, at‚ lobistas que recebem “gratifica‡äes” por um mega contrato de fornecimento de produtos e servi‡os ao Estado. O chip identificaria o corrupto (ou corruptor) e apareceria seu nome em um enorme painel colocado em Bras¡lia. Tipo um Digital Corruptor Identificator Tabajara.
Mesmo em um pa¡s de piada pronta como Lisarb esse tipo de anedota j perdeu a gra‡a. Cada vez mais acredito que a principal fun‡Æo de uma deputada como essa Rose ‚ desviar a aten‡Æo dos assuntos realmente s‚rios. Enquanto gastam-se tempo e dinheiro para tramitar um projeto rid¡culo como esse, nos poräes de cada representa‡Æo pol¡tica os ratos engravatados e de tailler investem tempo e esfor‡o mental para descobrir uma forma de aumentar seus vencimentos, trabalhar menos e se aposentar mais cedo.
Pol¡ticos de Lisarb sÆo lutadores sim. Lutam para conseguir o poder. NÆo ‚ pelo ou para o povo, mas exclusivamente pelo poder. De um simples vereador ao presidente todos almejam o poder. A sensa‡Æo de poder corrompe, excita, libera endorfinas e vicia. Por isso, no dia seguinte … posse, a preocupa‡Æo n£mero um das roses neste jardim de lama ‚ uma s¢: como conseguir se reeleger para prolongar a agrad vel sensa‡Æo de poder por oito anos.
Lisarb est ficando tÆo absurdamente de ponta cabe‡a, numa inversÆo de valores sem compara‡Æo no mundo, que uma hora destas vai voltar a ser Brasil.

