Geraldo Tite Simões
Jornalista especializado há 25 anos, piloto e instrutor de pilotagem. Já editou as principais revistas de motociclismo do Brasil.

   
   
     
 
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Como comprar sua moto usada (parte2)

Veja os cuidados mais importantes na hora de comprar uma moto usada.

 
 
 

A despeito de tudo o que digam os profissionais da compra e venda, fazer negócio com particulares pode ser uma boa opção: comprando mais barato e vendendo mais caro do que se o negócio fosse realizado em lojas. Se você não for capaz de avaliar sozinho as condições gerais da moto, recorra ao seu mecânico de confiança: ele lhe dirá se ela está, ou não, em boas condições. Um outro cuidado é checar a documentação, ver se está tudo em ordem. Afinal, sempre se corre o risco de comprar uma moto roubada.

No entanto, se você não conhece absolutamente nada sobre motos e não tem nenhum amigo que queira vender aquela máquina que ele comprou zero e sempre tratou com muito carinho, ou não tem paciência para percorrer os anúncios de jornais e feirões de usadas, a melhor solução é recorrer às lojas especializadas.

 

Há quem diga que o mercado sofre flutuações de acordo com o clima, ou, mais precisamente, com as estações do ano. Ou seja, no verão é mais fácil vender motos, enquanto o inverno é melhor para comprar. Mas isso nada tem a ver com calor ou frio, e sim com a situação econômica geral: de setembro até janeiro, as vendas sobem sensivelmente, não só em função do calor, mas também por causa do 13º salário e dos investimentos acumulados durante o ano.

Aproveitar as promoções é outro conselho reforçado por lojistas de motos. A principal sugestão é comprar a moto o mais cedo possível. Segundo alguns deles, não existe época boa ou ruim para comprar ou vender motos, ou seja, não existe este negócio de que no calor se vende mais moto que no frio e quem estiver pensando em comprar ou vender motos, é bom fazê-lo o quanto antes, porque, como diz o provérbio, “dinheiro na mão é vendaval”. Além disso, algumas motos usadas são uma boa opção de investimento, melhor do que caderneta de poupança, porque a valorização das motos mais vendidas é maior e você ainda a utiliza como meio de transporte.

A maioria das pessoas acredita que as vendas são “sazonais”, sobretudo no mês de julho, que tradicionalmente faz muito frio no sudeste e chove muito no centro-oeste. Só que as vendas não caem, muito pelo contrário, até aumentam: porque todo mundo pensa que o preço cai e vai correndo comprar uma moto.

Mesmo assim, não se pode deixar de lado os chamados negócios de ocasião. Quando aparecer um bom negócio, não pense duas vezes, tanto para comprar quanto para vender. As vezes aparece um amigo cheio de dinheiro querendo comprar sua moto e você fica naquela dúvida: moto conservada, bem cuidada. Mas boas oportunidades não podem ser desperdiçadas, depois pode-se encontrar uma moto tão boa quanto a sua por um preço menor.

Onde comprar e vender
Esta é outra discussão polêmica. Os funcionários ou proprietários de lojas aconselham a compra e venda sempre em lojas conhecidas, evitando os particulares. As vantagens da compra e venda na loja são: A venda se realiza rapidamente, sem despesas com anúncios em jornal e sem pechinchas. Além disso, não existe risco de vender a moto para alguém que não tem crédito, o que pode lesar o vendedor. Vendendo em loja, a moto é paga à vista.

Já as concessionárias admitem que sempre avaliam a moto cerca de 20% abaixo do preço real. o motivo é a estrutura maior e a garantia oferecida por uma marca de moto. Quando alguém vai à revenda para comprar uma moto usada, sabe que esta moto está revisada, com garantia de três meses (ou mais, dependendo da revenda) e com a documentação totalmente regularizada, sem perigo de ter de enfrentar calotes. A revenda avalia a moto usada um pouco abaixo da tabela justamente para pagar estas despesas de revisão, lubrificação completa, troca de óleo, eventuais reparos e conferência da documentação, fora os 16% de Imposto de Circulação de Mercadoria (ICM).

Outras revendas preferem não trabalhar com motos usadas em estoque, ou seja, somente aceitam motos usadas na troca por uma nova. Neste caso, siga esta dica: as concesssionárias sempre avaliam a moto usada da marca que trabalha um pouco acima da tabela, mas na verdade a diferença é convertida em desconto na moto zero. O cliente pensa que a concessionária está pagando a mais pela moto usada dele, mas o que acontece é que estão vendendo a moto nova mais barato. Assim.os dois (cliente e loja) ficam contentes.

Para saber quanto vale uma moto, é preciso consultar uma tabela de preços. A maioria das lojas opta pela tabela de órgãos de pesquisa, publicadas em sites especializados. Mas isto não elimina a possibilidade de uma pesquisa por conta própria, consultando os anúncios em jornal, participando de um "feirão" de motos usadas ou aqui mesmo no Motonline.com.br. As promoções são realizadas periodicamente por revendas de todo o País. .

Para quem não conhece nada de moto e vai fazer a primeira compra é recomendável procurar a uma loja especializada. Quem não conhece o velho truque de dar uma garibada na moto, para esconder defeitos graves, que podem até colocar a segurança do comprador em risco? As boas lojas que trabalham com motos usadas dão garantia e o cliente não corre o risco de ter o motor estourado ao virar a esquina. Em alguns casos pode até não haver má fé do proprietário da moto, mas sim desconhecimento de que o motor está para quebrar, ou que o quadro entortou numa queda. Neste caso, recomenda-se analisar bem a moto na hora da compra, usando até os serviços de um mecânico conhecido para avaliar as suas condições gerais.

 

 


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Matéria publicada em 05/11/2007
 
 
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